~ Nicholas Tampio in Treat People as Citizens
... quer dizer, se tiver algum rigor. Outro dia um médico disse-me que aqueles testes de gravidez que se fazem em casa, têm uma margem de erro de 25% quando dão negativo. É muito... Se este teste ou outro qualquer que inventem for fiável é óptimo. Estou a prever um Natal um bocado triste com reuniões de família por zoom... Nós somos uma família grande... como é que nos vamos juntar todos na mesma casa? Era preciso que todos fizessem um teste de Covid-19 na véspera (como aconteceu nos meus anos), o que é difícil... de modo que se uma pessoa tivesse um teste que pudesse dar resultados assim quase na hora, era diferente. Enfim, por outro lado, poupa-se muito dinheiro em presentes, mas não é um consolo. Este ano, nos anos do meu filho, comprei um presente pela net e mandei entregar em casa dele. Estávamos em pleno confinamento.

Portanto, vou ter que meter baixa, mas olhe-se só os termos abusivos do SE a falar de nós, partindo do princípio que está a ser citado correctamente, como creio que está: se efectivamente [portanto está a duvidar das pessoas?] se está perante um impedimento de sair de casa... Que eu saiba quem está impedido de sair de casa são os infectados com covid-19... até vai a polícia a casa, todos os dias, ver se lá estão.
As pessoas de grupos de risco, como eu, não estão impedidas de sair - vamos a consultas médicas, tratamentos, exames médicos. Em Agosto fui à praia - ia às 8 e meia da manhã para não apanhar ninguém a menos de 50 metros, o que aconteceu; o ortopedista aconselhou-me nadar porque estive com uma capsulite adesiva, uma das sequelas da radioterapia e fiz uma infiltração e fisioterapia porque já não mexia praticamente o braço e tinha dores horríveis. Ir à praia e nadar, o que fiz, ajudou a restabelecer-me a saúde nesse problema. Tinha que ficar com esse problema para agradar ao autoritarismo do SE?
Tenho indicações de fazer exercício e, podendo, andar a pé (de preferência na natureza), porque isso melhora-me a capacidade de oxigenação dos pulmões e fortalece o músculo do coração - o meu tumor é um trambolho inoperável, com 7cm de diâmetro, mesmo em cima do coração e estou com um edema... não deixo de sair, podendo, em segurança, para fazer exercício que me melhora as expectativas de sobrevida, para agradar ao autoritarismo do SE.
Hoje fui à farmácia e depois comprei o jornal na papelaria ao lado, que é do tamanho de metade de uma sala de aula da minha escola e onde só deixam entrar 2 pessoas de cada vez com máscara e depois de desinfectarem as mãos. Ao supermercado nunca mais fui, desde Março, porque é um espaço fechado e sempre com muita gente, nem ao mercado, embora talvez pudesse ir a este último, porque é um espaço grande e às 9 da manhã não tem ninguém, mas antes de ir preciso de investigar as condições; no entanto, vou de vez em quando à mercearia do sr. A. onde só pode entrar uma pessoa de cada vez, de máscara, porque não vou deixar de comprar fruta e legumes para agradar ao autoritarismo do SE.
Desde quando ir a uma farmácia ou sair para ir andar na serra ou no campo ou mesmo na cidade a horas e em sítios onde praticamente não se vê pessoas, para pôr oxigénio nos pulmões e fazer exercício é igual a estar enfiado em salas de aulas com 30 alunos todos uns em cima dos outros por longos períodos, horas seguidas? Só mesmo na cabeça deste senhor que não tem respeito pelos direitos das pessoas.
Que ia ter que meter baixa já eu tinha percebido mesmo antes de falar com médicos, assim que me disseram o horário e vi que tinha turmas de 27 alunos e que entrava nas salas de aula, não de manhã, quando estão arejadas e limpas mas a meio da tarde. Fiquei logo chateada e revoltada (só agora me está a passar, porque não vale a pena stressar-me que isso piora a doença) porque pedi expressamente para me darem um horário que me permitisse ir trabalhar e acho que não era difícil, bastava ter divido uma das turmas ao meio. Tinha à mesma o horário lectivo completo mas sem 27 alunos nas turmas. Há escolas que puseram todas as turmas a 20 alunos. Há professores com uma turma ou duas. Eu só precisava que me tivessem dividido uma turma ao meio e me dessem um horário com condições mínimas de segurança. Mas não houve essa consideração comigo.
Não sei se mesmo com turmas de 16 alunos não me diriam -os médicos, não o SE ou outras pessoas sem competências médicas para me ditarem regras ou comportamentos que afectam a minha saúde e a minha possibilidade de sobreviver a este cancro-, ser à mesma um risco muito grande... não sei... mas quem manda no horário também não sabe e não teve essa consideração comigo. E isso ofende-me. Nunca na minha vida fiquei de baixa sem trabalhar, a não ser naquele 3º período de 2018, em que estava a morrer. Sou uma pessoa que trabalho, faço o meu trabalho com empenho e acho que merecia essa consideração.
Partilho a resposta deste professor que acabei de descobrir por intermédio de uma partilha do Domingos Faria.
Lê-se ali no 2º parágrafo que há quem insista em escrever, sem pudor, que João Costa chumbou dois alunos. Na verdade não chumbou mas mandou chumbar, embora de forma capciosa para parecer que não. De facto, a lei diz que os alunos com faltas injustificadas acima de um certo número, chumbam. No entanto, a verdade é que a prática, incentivada por este mesmo SE tem sido a de permitir que os alunos tenham centenas de faltas e que mesmo assim passem. Até se tiraram as faltas das pautas para o escândalo não ser visível, embora, muito capciosamente, digam que é na protecção de dados que pensam. Pois, claro... Já que se fala em lei, a lei diz que o Conselho de Turma é soberano nas decisões. Ora, neste caso, o Conselho de Turma decidiu (a meu ver, bem, pois pensou no interesse dos alunos, apesar da imprudência e falta de juízo dos pais em aconselharem os miúdos a faltar às aulas) passar os dois alunos. Ora, o SE foi a correr interferir e proferir despacho, dizendo, 'cumpra-se a lei'. Então, mas já se tinha cumprido, visto que o CT tem legitimidade para decidir. Mas ele fez questão de interferir e dizer, 'cumpra-se a lei', ou seja, faltaram indevidamente, não passam. É claro que não diz isto claramente porque é uma pessoa que diz sem dizer para não se comprometer. Um espertalhão com estas manobras que se inscrevem na prática de enviar ordens às escolas não assinadas, para se desresponsabilizarem, como tem sido reportado que aconteceu várias vezes durante este tempo escolar em pandemia. Pior, no mesmo despacho em que se diz, 'cumpra-se a lei', vai acrescentando, que está muito preocupado com o futuros dos dois rapazes. O cúmulo da hipocrisia. E vá-se lá ver... por magia, não é que depois do despacho dele o CT mudou a sua decisão...? Onde estão os despachos do SE a dizer, 'cumpra-se a lei' nos milhares e milhares de casos de alunos que passam com centenas de faltas, em claro desrespeito pela mesma lei...?
Quando esta Isabel Moreira fala em ódio à cidadania ou a pessoas que têm sexualidades diferentes, só mostra a sua limitação em perceber qualquer ideia com um bocadinho de complexidade.
Vamos lá a ver: não sou a favor de ter uma disciplina de cidadania à parte. Não tem mérito suficiente que se sobreponha aos inconvenientes. É o mesmo que numa casa em que a mãe é proibida de trabalhar, ou de usar contraceptivos, haver uma hora por semana onde os pais falam dos direitos das mulheres... no básico sobrecarrega o horário dos miúdos, que já é carregadíssimo; no secundário, roubam horas de aulas, sendo que num e noutro caso, os temas de que se fala nessa disciplina, excepto os de organização política, já se abordam em outras disciplinas, devidamente tratados por professores que os enquadram em conhecimentos científicos, sistematizados.
É mais importante termos uma escola que dê exemplo e incentive ao comportamento cívico de respeito por todos (independentemente de género, cor, raça, sexualidade, etc), de respeito pelos outros animais e pela natureza e, de respeito pela lei e pelos princípios democráticos do que ter uma disciplina de, 'dizer coisas'.
artigo de Isabel Moreira,
no Público de hoje
Dos 4 candidatos à presidência, neste momento só dois, duas, neste caso, são elegíveis: a Marisa Matias e a Ana Gomes. O actual presidente, em quem votei, enganada, mostrou ser uma pessoa elitista, apesar de gostar muito de tirar fotografias com o povo. Depois, sendo em parte responsável pelo estado da educação (acho que ninguém esquece os elogios rasgados que fazia a Sócrates e à Rodrigues) não tem uma palavra de defesa da escola ou dos professores que lhe merecem grande desprezo. No resto, tem sido conivente com todas as malfeitorias do governo. Um yes, man. No Ventura, o candidato do Chega, não voto. Não subscrevo as ideias do indivíduo, nem das pessoas que o rodeiam, dum conservadorismo e sectarismo preocupantes. Restam, a Marisa Matias e a Ana Gomes. Vou estar atenta ao que dizem, ao que defendem e à questão da independência que querem ter, ou não, dos respectivos partidos. A Ana Gomes sabemos que é uma pessoa que age por consciência, já deu provas disso, mas não sei as ideias que defende. Vamos ver. Entretanto podem surgir outras pessoas, nunca se sabe.
Se calhar a maioria das pessoas não sabe mas um dos poderes feudais das direcções das escolas está na manipulação dos horários dos professores. Qualquer professor quer saber o mais cedo possível o seu horário para organizar a sua vida: é diferente ter aulas sobretudo de manhã ou sobretudo à tarde ou tudo misturado. As pessoas têm uma vida fora da escola, têm família, têm filhos, muito professores, sobretudo os contratados, vêm de longe, às vezes de muito longe e uma pessoa precisa de organizar-se.
É importante saber as turmas que se tem, os níveis -os anos de escolaridade - é diferente dar aulas só a turmas do 10º ou dar a 9ºs e 10ºs ou 7ºs, 8ºs, e 9ºs... houve um ano que tive quatro níveis o que significa que tinha de preparar 4 programas diferentes, material diferente para cada turma, etc. Não me importo, acho piada, embora seja extremamente cansativo, mas há professores que mesmo com dois níveis diferentes já se desorientam.
Seja como for, uma pessoa se quer estar preparada para começar bem as aulas tem que saber com o que vai trabalhar (turmas de ciências são diferentes de artes ou de humanidades) e em que horário.
Geralmente há uma reunião no fim do ano em que se distribuem as turmas e os níveis, mas as direcções podem mudar os horários e mudam muitas vezes. Os horários costumam ser feitos em Julho e Agosto. Este ano terá sido mais tarde devido à teimosia de fazer exames de fantochada.
A questão é que as escolas escondem os horários. É claro que os amigos especiais, sabem logo os horários, que são sempre especiais -já dei aulas numa escola, há muitos anos, em que duas amigas especiais pediam um furo de duas aulas a meio da manhã para irem às compras- mas a maioria das pessoas está quase até à véspera da 1ª aula sem saber o seu horário de trabalho.
Pode pensar-se que isto é ridículo, se não se souber que o horário é uma das maiores armas de ameaça das direcções, porque é evidente que um horário todo esburacado dá cabo da vida a uma pessoa. Passa o dia na escola e à noite vai fazer o trabalho que se faz fora da escola. Sobretudo no secundário que dá muito trabalho. Ou um horário com 6 turmas ou 8 turmas. Já tive 8 turmas. Era muitíssimo mais nova, foi nos primeiros anos de dar aulas, mas foi um ano horrível, não conhecia as turmas da tarde, não reconhecia os alunos..., estava sempre morta de cansaço. Nesse ano tive oito turmas porque a delegada do grupo pediu para ter duas turmas e enfiaram-me tudo quando era turma porque era a mais nova. Estas coisas, sempre as vi acontecerem nas escolas mas pioraram muito.
Há professores que têm sempre um horário especial só com uma turma ou duas e projectos de fazer nada (ou até de estragar alunos) enquanto outros são carregados de 6 ou 7 turmas mais aulas de apoio, ou DTs sem horas lectivas que vão directas para projectos de amigos. Isto é comum nas escolas. O que se passa ao nível macro, dos governos, passa-se ao nível micro, das escolas, com a agravante que, em relação aos governos ainda vai havendo uma oposição e alguns jornalistas que denunciam, mas nas escolas... nada. Ninguém se atreve a falar para não ser alvo de vinganças. Têm medo de algumas pessoas porque vêem o que elas fazem a outras. É um clima malsão muito anti-pedagógico. Dantes não era assim, havia outro modelo de gestão nas escolas. Não eram feudais.
A maioria das escolas esconde os horários. Apesar de serem públicos, só alguns professores têm acesso aos horários de todos os colegas, para que não se veja, ano após ano, os favores que fazem sempre aos amigos especiais, por razão de....nada, serem amigos...
Há escolas onde o horário é dado pelo delegado do grupo em envelope fechado a cada professor, como se fosse um testamento. Há escolas onde o director faz uma reunião geral de professores com um discurso interminável no fim do qual, com grande pomposidade manda distribuir os horários. Há escolas que obrigam o professor a assinar um papel a declarar que recebeu o horário. Há escolas que fazem beberetes para distribuir os horários. Esta distribuição de horários é feita 4 ou 5 dias antes da aulas começarem.
É o absurdo total, porque acontece os horários virem muitos diferentes do que foi combinado.
Por exemplo, mudaram os anos de escolaridade ou as turmas... na minha escola isto da distribuição do horário pelos professores melhorou muito e agora enviam-nos o horário nos primeiros dias de Setembro, mas foi há pouco tempo porque antes acontecia ter acesso ao horário 3 dias antes de começarem as aulas; às vezes descobria que afinal, em vez de ter 10ºs anos tinha 12ºs anos... alguém (amigo especial), tinha pedido para ficar com 10ºs e tinham mudado o meu horário, por exemplo. Às vezes chateava-me à brava porque tinha andado a preparar aulas para um ano que não tinha.
Quando dava aulas há meia dúzia de anos estas coisas stressavam-se. Achava, e ainda acho que isto é um sinal de grande incompetência e mentalidade provinciana e mesquinha. Houve um ano em que me lembro de ir à direcção numa sexta -as aulas começavam na segunda- perguntar quando me davam a porcaria do horário porque as aulas começavam segunda. Acho que contei isso no outro blog. Estava chateada. Aliás contei várias peripécias que me fizeram, a mim e a outros, com os horários.
No resto, infelizmente não melhorou e é igual a tantas escolas. Os horários são meio secretos... é ridículo porque sabemo-los na mesma porque falamos uns com os outros. Depois, só para dar uma ideia das coisas, desde Setembro de 2018 que trabalho com um adenocarcinoma activo, a fazer tratamentos agressivos. Entretanto, para além da doença estou cheia de sequelas da radio espalhadas pelo corpo, algumas que têm que estar sempre a ser vigiadas com exames médicos. Canso-me. Subir escadas deixa-me sem fôlego. Há alturas em que tenho dores tremendas. Pois tenho tido sempre um horário lectivo mais pesado, com mais turmas e alunos que outras pessoas que não têm nenhum problema de saúde mas têm sempre uma turminha ou duas desde há anos. Alguns ainda se queixam à nossa frente... lol
Mas isso não me importa porque não gosto de pedir favores e prefiro fazer o meu trabalho, que faço. Estou só a dizer porque é escandaloso. Já não acho normal que a lei não permita que pessoas com doenças como a minha ou outras incapacitantes tenham redução de tempo lectivo ou pelo menos de número de alunos nas turmas. Mas enfim, isto é o normal nas escolas e não há pudor. Seguem a cartilha do governo: 70 ministros a fazer nada, sendo que alguém nos ministérios há-de estar sobrecarregado de trabalho como um mouro porque ele tem que ser feito.
As tutelas, gostam deste sistema feudal criado pela Rodrigues para pôr os professores uns contra os outros (no que teve muito sucesso) em que a escola se tornou e alimentam-no. Aliás, para mim, sempre que uma nova equipa chega ao ME este é o teste que me mostra se são pessoas democráticas que se interessam pela educação ou se são carreirista autoritários que só se interessam por si mesmos: é ver se alimentam o feudalismo.
Quero querer que haverá escolas que não são feudos e onde não se façam estes absurdos que são causa de grande desunião e ressentimentos entre colegas.
Agora pensei mais uma. É que continuo a receber emails de pais de turmas que já não são minhas... fazem perguntas e pedem que faça certos serviços... vou respondendo ao que posso... não me custa nada... mas isto diz muito da escola... as coisas podiam, e deviam ser feitas de outro modo.
This is John Lynes, aged 92, from #Hastings being arrested in #ParliamentSquare at #ExtinctionRebellion protest, just for daring to care about our future. This is a #ClimateEmergency and #WeWantToLive Join us #ChangeIsNow Video: Wiiliam Watson pic.twitter.com/xu9BsWg5A6
— Extinction Rebellion UK 🌍 (@XRebellionUK) September 1, 2020
Em Espanha são 20 alunos por turma. Noutros países também. Cá é mais 30. A educação cá é para poupar dinheiro.