August 12, 2020

Bom dia

 

Francesco del Cossa - Santa Lúcia (pormenor) ca. 1473-1474



August 11, 2020

Van Gogh imaginou isto

 

Here’s a stunning photograph of Jupiter taken by the Juno spacecraft.


A pirâmide dos alimentos dos portugueses 😁

 



Luís Miguel Bonifácio

Os Aliens vivem entre nós?

 

Mais ou menos... esta imagem é uma TAC de um tubarão martelo. How cool is this?


Fractal Multiverse

Armado para a guerra

 

Com camuflagem, pinturas de guerra e tudo.

Sabertooth Longhorn Beetle (Macrodontia cervicornis), which can measure up to 17.5 cm long (6.9 inches).

Photo: Invert Aficionado (@arthropodian)


Evolução

 


Estamos a fazer o jantar. Eu estou a fazer uma courgete com cogumelos, alho e ervas. Estão a ver ali o rapa-tudo que sempre teve o nome de Salazar? Pois agora o rapa-tudo mudou de nome e chamo-lhe, Centeno.


 

Isto ainda mete mais nojo

 

Estes porcos andam a lavar dinheiro? O que se passa aqui e porque é que ninguém os mete na cadeia e pára com isto? Nem o PR, nem o governo, nem o GDP, ninguém...



Que nojo!

 

Quando tinha 16 e 17 anos ia muito para as praias de Cascais e do Tamariz. Quem as viu e quem as vê... onde anda a ASAE das praias?


Completamente de acordo

 


Dias de praia espectaculares

 

Há meia dúzia de anos que a 'minha' praia andava descaracterizada: água fria, toda cheia de algas. O sapal todo sujo que já nem caranguejos se viam. E não havendo caranguejos também não há garças, tarambolas, maçaricos, cegonhas, pernilongos e outros. Pois o sapal está cheio de peixe e caranguejos-bebé aos milhares e aves de bico longo.

A praia com água limpíssima e quente. Hoje andei uma hora inteirinha a nadar, sobretudo de costas como me mandou o fisioterapeuta, mas também outros estilos. O braço já nem me dói e já está praticamente todo solto. O meu fôlego é que ainda não está em forma. Pessoas nenhumas, à hora que vou à praia que é a hora dos bebés. Enfim, era, porque à hora que me venho embora que é quando as pessoas começam todas a chegar, vêem-se famílias a caminho da praia com bebés de meses... não se percebe.

Enfim, tirei umas fotografias a caminho da praia, com o telefone. Estava assim:









Qual a razão para os organismos públicos não serem obrigados a publicar as suas decisões ruinosas?



A questão é a do costume: quem são as pessoas que estão no Infarmed, quem as nomeou e porquê? E com autorização de quem é que não especialistas numa questão técnica e não política se substituem ao conhecimento de especialistas? São comissários políticos? É mais um negócio de primos?  

Peritos chumbaram o ventilador Atena, mas Infarmed “aprovou-o” na mesma

 
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Infelizmente, o Atena é, apenas, mais um exemplo de que algo está mal. Foi desenvolvido por uma equipa alargada de engenheiros e clínicos, acompanhados por docentes universitários. Foi testado em animais por médicos de várias especialidades, tendo obtido avaliações extremamente positivas. Os peritos que o Infarmed reuniu para a sua avaliação pronunciaram-se sobre este equipamento sem nunca o terem visto. Esses peritos foram selecionados com base nas áreas de especialidade relevantes para um projeto deste tipo, mas nenhum terá experiência no desenvolvimento de ventiladores invasivos. Aliás, um dos membros desse painel tem vindo a avaliar projetos numa grande diversidade de áreas e, reiteradamente, a fazer considerações descabidas e reveladoras de grande desconhecimento das situações em causa.

As agências têm de fazer avaliações fundamentadas com base em parecer de especialistas, mas importa garantir que não ficam reféns das suas próprias teias… e que não continuamos a dar tiros no pé.
António M. Cunha

O bloco central que nos arruina

 


No país dos corruptos e da impunidade

Chega a ser pornográfico perceber que centenas de organismos que teriam como função servir o Estado – logo, o bem comum – apenas se preocupam em distribuir comissões nas compras de largos milhões. Qual a razão para o Estado – incluindo as câmaras – e os bancos não serem obrigados a detalhar todos os seus negócios ruinosos?
Vítor Rainho
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O problema da quantidade de corruptos está ligado ao problema da impunidade, porque o primeiro é incentivado pelo segundo.

Que país é este em que vivemos?



Olavo Bilac: “Devo uma explicação a toda a gente. Percebo que errei. Nunca pretendi apoiar o Chega”

Olavo Bilac pede desculpas aos fãs e aos seus “pares da indústria”, assumindo que foi “atuar profissionalmente a um jantar privado” do Chega mas que, enquanto cidadão, defende “valores bem diferentes daqueles apregoados por este partido”. Leia o comunicado do artista, motivado por uma selfie partilhada por André Ventura.
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Então um artista já não pode trabalhar? Se for contratado para actuar num partido de direita tem de pedir desculpa à esquerda e se for actuar num partido de esquerda tem de pedir desculpa à direita? E o serviço de catering? Deve recusar um cliente se for do Chega? E o médico? Deve recusar tratá-lo? E o professor? Deve recusar ensinar o filho dele? E o hotel? Deve recusar a marcação dele? E a companhia aérea? Deve recusar-lhe um lugar? E o restaurante? Deve recusar servi-lo? E na praia? O concessionário deve recusar-lhe um chapéu de sol?

Vivemos num país que não apoia as artes e a cultura. Os artistas estão numa situação desesperada e um homem já não pode ir trabalhar para ganhar sustento sem ter que pedir desculpa? Isto não é a mesma coisa que as Bioncés irem aos comícios de campanha política apoiar o seu candidato. Isto é um homem a tentar sustentar-se, fazendo o seu trabalho. 

Pequeno-almoço com Mondrian na minha mesa

 


August 10, 2020

Paleta das flores e frutos

 

Em Junho passado as 14 aguarelas de ilustração botânica que Jean Schneider, um editor suíço encomendou a Dali em 1969, foram vendidas por 1 milhão e 200 mil dólares

Dali tomou as dez imagens de Pierre-Antoine Poiteau, recueil des plus beaux fruits cultivés en France e mais três de, Traité des arbres et arbustes que l’on cultive en France by Duhamel du Monceau, de Pierre-Jean Redouté e pintou sobre e à volta delas, usando um elemento do original como ponto de partida para as suas visões estranhas, sexuais, humorísticas e surreais da realidade.

Como disse mais tarde, 'vejo a forma humana nas árvores, nas folhas, nos animais, nos vegetais. A minha arte na pintura, diamantes, rubis, esmeraldas, ouro, mostra a metamorfose que teve lugar; os seres humanos criam e mudam. Quando dormem mudam totalmente em flores, plantas, árvores. (citado in Dalí Jewels: A Collection of the Gala-Salvador Dalí Foundation, Milan, 1999, p. 36).

Schneider publicou as pinturas em litografias numa série conhecida como, As Frutas de Dali que tiveram imenso sucesso, mas escondeu as aguarelas originais no cofre de um banco. Com excepção de uma exposição em 2000 as aguarelas nunca tinham sido vistas.









Paleta humana



Inicialmente, no Japão medieval, usavam-se as tatuagens para marcar os criminosos. Durante o período Edo os gangs e foras-da-lei de Yakuza tatuavam o corpo todo como símbolo de coragem já que as tatuagens eram dolorosas de fazer.
Como ficaram associadas a esses gangs não são nada bem vistas na sociedade e há sítios onde não deixam entrar pessoas com tinta no corpo.
tattoo_museum/chinese_japanese

Banhos públicos de Yakuza - Japão, 1947

📸 Horace Bristol

Paleta das aves

 

 Paul Hollingworth


E se eu chagasse às aulas com uma máscara destas? 😁

 


O drama estende-se da Terra aos Céus

 


Comet NEOWISE and the Drama Mask of Andromeda - Theater in Sicily, Italy on July 23, 2020.
© #TWAN_Guest: Dario Giannobile


Bom dia com um pé na filosofia

 

Pitágoras, pormenor da Escola de Atenas de Rafael


Pitágoras de Samos (570aec-495aec), o grande matemático e filósofo pré-socrático racionalista que fundou uma escola de estudos matemáticos e místicos para conciliar a religião e a razão e cujos teoremas da geometria lançaram sementes para a ideia de prova científica, influenciou Platão, Copérnico, Galileu, Descartes, Kepler, Newton e Einstein. Tomou a decisão inédita de abrir a sua escola a mulheres, uma das quais seria, séculos mais tarde, a primeira matemática-astrónoma, Hipátia de Alexandria.

Atribui-se a Pitágoras a cunhagem do termo filósofo. Segundo reza a história, recontada por Séneca uns séculos mais tarde, Pitágoras, tendo ido a Phlionte, discutiu largamente com o tirano Léon. Este, cheio de admiração pela sua inteligência e eloquência, perguntou-lhe a que ciência devia ele tais conhecimentos. Respondeu-lhe Pitágoras  que não cultivava nenhuma ciência em particular, mas que era um filósofo. Espantado por um termo que não conhecia, Léon perguntou-lhe quem eram os filósofos e o que os distinguia dos outros homens.

Pitágoras respondeu que a vida dos homens assemelhava-se aos jogos que se celebram com muita pompa e circunstância graças à participação de toda a Gécia [os jogos olímpicos]. Nesses jogos, uns exercitam o corpo para a glória e nobreza de uma coroa; outros, conduzidos pelo desejo do lucro, vão para comprar e vender; enquanto isso uma certa espécie de pessoas, mais notáveis, não vão para buscar aplausos nem benefícios, mas simplesmente para observar: observam com interesse o que se passa e o modo como se passa. 
Assim é com a vida, onde uns se consagram à glória e outros ao dinheiro. Alguns, muito raros, aplicam-se a perscrutar a natureza não ligando importância às outras coisas. São esses que se chamam os amantes da sabedoria, quer dizer, os filósofos [philo+sophos]. E assim como nos jogos os mais nobres vão observar sem a mira do lucro, também na vida, a contemplação e o conhecimento das realidades superam em muito todas as outras ocupações.