June 24, 2026

Assita Kanko MEP fala contra o crescimento da IM na Europa


Pessoalmente estou convencida que o ódio irracional que os islamitas radicais têm às mulheres se deve a verem nelas, quer dizer, na igualdade de direitos a que se chegou, o triunfo dos valores humanistas europeus. E é por isso que, acima de tudo, querem matar o espírito de independência das mulheres, querem escravizar as mulheres. As mulheres são a Crimeia dos muçulmanos e se forem livres isso significa a derrota da sua ideologia totalitária. 

 

Tenho a certeza que as mulheres são melhores do que isto que se vê aqui

 

Uma mulher a enterrar as vítimas através da negação para defender o islamismo racista dos violadores. É uma tristeza.


É preciso acabar com a utilização de crianças para propagar ideologia terrorista

 

Notícias dão conta de que as escolas de Nova Iorque estão a ensinar crianças a partir dos 5 anos sobre a «resistência palestiniana», rotulando os judeus como «supremacistas brancos genocidas» e apoiando abertamente o Hamas e os seus «mártires». Como chegámos aqui ao ponto de usar crianças para espalhar o ódio aos judeus. É preciso travar estas pessoas que trabalham para a IM e outras organizações terroristas.


Muitas denúncias recebidas pelo OCR indicam que um grupo de funcionários do NYCDOE organizou uma série de seminários pedagógicos centrados na «Palestina, no sionismo e na resistência». Os chamados «Educadores de Nova Iorque pela Palestina» ensinam alegadamente a crianças a partir dos cinco anos de idade sobre a «resistência palestiniana contemporânea e histórica», que os sionistas são «supremacistas brancos genocidas» e a apoiar a organização Hamas, designada como terrorista pelo governo federal, e os seus «mártires» (ou seja, terroristas mortos). As queixas recebidas pelo OCR alegam que estas ações no NYCDOE ensinam e semeiam hostilidade e ódio contra os alunos judeus, criando potencialmente um ambiente hostil.
U.S. Department of Education Initiates Title VI Investigation into NYC Department of Education for Alleged Antisemitic Discrimination

🎯

 

A poética do karma

 

Quem semeia ventos, colhe tempestades...


As forças de defesa eliminaram mais de 60 mil toneladas de munições no arsenal da Frota do Báltico, perto de São Petersburgo, - Zelenskyy



A poética do espaço





Mies van der Rohe - Farnsworth House
Plano, Illinois - 1951

 










Edvard Grieg - Peer Gynt suite



00:30 - 1. Morning Mood 
04:55 - 2. The Death of Aase 
10:45 - 3. Anitra's Dance 
14:10 - 4. In the Hall of the Mountain King


Entretanto...

 

Ex-deputada de New Hampshire pelo Partido Democrático que é um homem biológico transgénero que se identifica como mulher, foi condenado a 33 anos de cadeia por abuso sexual de menores. foxnews.com

O Partido Democrático andou a exibi-la por todo o lado como uma exemplo do seu progressismo.

Stacie Marie Laughton declarou-se culpada de ter recebido imagens explícitas de crianças tiradas numa creche de Massachusetts. E quem foi que tirou as fotografias? A sua ex-namorada, Lindsay Groves, de 40 anos, de Hudson, New Hampshire, que foi condenada no início deste mês a 22 anos de prisão.

Groves, que anteriormente se declarou culpado de três acusações de exploração sexual de menores e de uma acusação de distribuição de pornografia infantil, foi contratado para trabalhar na creche Creative Minds, em Massachusetts, de acordo com um comunicado do Ministério Público Federal do Distrito de Massachusetts.

As autoridades afirmaram que, entre Maio de 2022 e Junho de 2023, Groves tirou várias fotografias de crianças pré-púberes numa casa de banho privada durante a troca de fraldas e calças de treino, antes da hora da sesta.

Entretanto, violou dois adolescentes que adoptou. Quem é que permite que estes homens biológicos viciados em pornografia e obcecados em parecerem mulheres da indústria porn adoptem crianças? 

Os adultos estão a falhar às crianças e adolescentes em toda esta questão. Estão a entregá-las a pedófilos, a pornógrafos, a médicos sem ética que mutilam as crianças e enchem de medicamentos com terapias de conversão de género que lhes estragam a vida, logo aos 10 anos, 11 anos, 12 anos... Isto é tudo tão criminoso e obsceno que a complacência e conivência das autoridades com estas pessoas e práticas parece ser orquestrada por alguém de fora que quer destruir os valores humanistas do Ocidente. A esquerda extrema não se distingue da direita extrema dos pedófilos de Trump.

O Partido Democrático agora tem nas suas fileiras pessoas como este homem biológico que se identifica como Stacie Marie Laughton para mostrar aos outros que é progressista (título que a extrema-esquerda em geral dá a si mesma porque 'sentem' que são) e para que não lhes chamem conservadores. Dão mais importância à sua imagem e auto-imagem que às pessoas que deviam proteger. É assustador ver a falta de discernimento e bom-senso dessas pessoas. Quem é que põe um condenado por exploração sexcual de menores e pornografia infantil a trabalhar numa creche?

Os progressistas no poder chamam estes criminosos todos e põe-nos a mandar e a fazer leis. Viu-se e vê-se em Inglaterra (dominam a BBC e o governo de Starmer), viu-se na Escócia com aquela Nicola Sturgeon que tirou a palavra 'mulher' e 'mãe' dos documentos oficiais para incluir homens biológicos como mulheres e mães (é uma gémea de Sanchez, também ela com um marido condenado por corrupção), vê-se na França com as creches todas de Paris infestadas de pedófilos, postos lá por um pedófilo qualquer da Câmara, vê-se nos EUA e sei lá mais onde. 


Pessoas que deviam estar internadas na ala da psiquiatria


A endiometrose e a SOP são doenças sérias. A primeira é incapacitante. E vêm estes grunhos gozar com as mulheres que têm doenças. E se não está a gozar e pensa mesmo que tem doenças próprias do sexo feminino, devia estar internado numa ala psiquiátrica. Nunca vi nenhuma mulher biológica trans exigir ser tratada à próstata ou outra parvoíce do género! Entre os trans, são só os homens biológicos que gozam com as mulheres e exigem pisar e atropelar os seus direitos - o que bate certo com o comportamento típico de homens biológicos que são.

Até que enfim que começa a haver gente com bom senso

 


A Fundação do Serviço Nacional de Saúde (NHS) de County Durham e Darlington pagou 187 000 libras em indemnizações, pediu desculpa e comprometeu-se a criar vestiários separados para o pessoal masculino e feminino, na sequência do processo judicial interposto pelas enfermeiras de Darlington.

Em Janeiro, o Tribunal do Trabalho concluiu que as enfermeiras foram vítimas de assédio e discriminação sexual indirecta devido à disposição dos vestiários no local de trabalho [as obrigar a despir-se em frente de homens biológicos e a ter de ver homens biológicos despirem-se e exibirem-se em sua frente.] 

O processo, interposto por sete enfermeiras do Darlington Memorial Hospital — Bethany Hutchison, Lisa Lockey, Karen Danson, Tracy Hooper, Annice Grundy, Carly Hoy e Jane Peveller —, contou com o apoio do Christian Legal Centre, que prestou às enfermeiras apoio jurídico, mediático e pastoral desde o início da sua provação.

O caso tornou-se um dos desafios jurídicos mais significativos dos últimos anos no que diz respeito à liberdade do pessoal feminino de aceder a espaços exclusivos para um único sexo no local de trabalho, tendo as enfermeiras sido comparadas às trabalhadoras da Ford Dagenham e apelidadas de «Os Anjos do Norte».

Em Janeiro, o juiz do Trabalho Seamus Sweeney decidiu que a política, em vigor na Fundação há anos e que permitia que homens que se identificam como mulheres acedessem ao vestiário do pessoal feminino, constituía discriminação ilegal.

A Fundação pagou agora 187 000 libras em indemnizações às enfermeiras. Este valor também não inclui as custas judiciais da própria Fundação, no valor de 603 000 libras — e a aumentar —, gastas na defesa da sua posição de querer obrigar as mulheres a aceitar a entrada de homens biológicos nos vestiários femininos. Os os grandes sindicatos oficiais de enfermagem (como o Royal College of Nursing - RCN) estiveram contra as enfermeiras e a favor dos homens biológicos trans poderem violar os seus espaços. 

Também hoje o Supremo Tribunal da Escócia determinou que a política de alojamento de prisioneiros transgénero do Serviço Prisional Escocês é ilegal, ordenando que presos, biologicamente masculinos sejam transferidos das prisões e celas femininas - não há mulheres biológicas a exigir entrada nos espaços dos homens biológicos, como é óbvio...
O tribunal reconheceu os direitos dos prisioneiros trans ao abrigo da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, mas esclareceu que isso não lhes confere o direito automático de serem colocados numa prisão designada para o sexo biológico oposto e que isso viola os direitos desse sexo. Até que enfim que começa a haver gente com bom senso que percebe que os direitos de uns não podem ser uma borracha que apaga os dos outros.

Pôr as coisas em perspectiva


Nesta dezena de países muçulmanos abandonar o islão é punível com a morte.


Em todos eles vigora a sharia, a escravatura sexual - ou total, no caso do Afeganistão e Maldivas. Entre eles estão a Arábia Saudita e o Qatar que agora têm honras de parceiros dos países do Ocidente. O Qatar é dono das ruas mais ricas de Londres e de muitas instituições em outras cidades da Europa. Enfia dinheiro em tudo, não por benemerência. Dão presentes a Trump como os sugar daddies dão às suas amantes de luxo. É o 'patrono' que mais dinheiro enfia nas universidades americanas, inglesas e de outros países europeus. É dono de companhias de aviação espanholas e europeias. Manda na Euronews, tal é a campanha que fazem a favor dele e, sabe-se lá quantos mais meios de comunicação tem nos seus bolsos. Não por benemerência mas para influência. O Qatar abriga os terroristas do Hamas e não só. A Arábia Saudita foi um campo de treino para afegãos e outros terroristas, nomeadamente do 11 de Setembro. Patrocinam a migração de milhões de muçulmanos para a Europa e EUA para mudar as políticas a seu favor. E qual é a resposta da Europa? Venham todos. Em Portugal, li esta semana os números da imigração: paquistaneses, do Bangladesh e da Índia aumentaram mais de 200% em um par de anos depois de Costa os ter chamado para cá ao mesmo tempo que ele e Centeno expulsavam daqui portugueses licenciados e prontos a trabalhar. Os seus países não estão em guerra, não são refugiados, não se integram nos nosso costumes seculares: o que vêm, então, fazer para a Europa e a mando de quem? No tempo das descobertas, quando a religião católica era totalitária e muito violenta, também chegámos ao Brasil e a África com a espada numa mão e a cruz na outra e desatámos a converter toda a gente. Também fomos para o Oriente. Chegámos ao Japão com os mesmos instrumentos, a espada e a cruz, mas eles toparam-nos logo e perceberam os custos de um religião intolerante e totalitária e assim que começou a invasão de religiosos com a cruz da conversão recambiaram-nos de volta. Não fora isso e tinham-se tornado numa nação colonizada pela religião. A Europa tem mostrado não ter essa lucidez que eles tiveram e tem aberto as portas a uma religião-cultura-ideologia totalitária que recusa reformar-se e que presta culto à violência, à subjugação, à degradação humana, à escravidão e à morte.


Gostava que alguém no explicasse o que estão os europeus a falar com os javardos talibãs?


Estão a negociar trocar afegãos, machos javardos incivilizados por raparigas afegãs? Isso era de valor: tomem lá os vossos terroristas javardos e enviem-nos as raparigas, sozinhas, que aceitamo-las como imigrantes. Agora se é para devolver os javardos, porque é que têm de falar com os seus chefes? Metem-nos num avião e larguem-nos em cima do Afeganistão. Um pára-quedas a cada um e já está. Às tantas ainda estão a dar-lhes dinheiro...

 

Demasiado estúpido para ser considerado sério




O ME avisa que o enunciado do exame será sempre o mesmo e espera que ninguém tente descobrir e divulgá-lo - milhares de alunos que o fizeram e, portanto, sabem as questões do exame e muitos adultos que lhes têm acesso, alguns pais dos alunos que fazem e farão exame.


Exame de Matemática do 9.º Ano. Ministério da Educação está a "averiguar" divulgação "lamentável" do enunciado que devia ser secreto

Intenção do Ministério era manter o exame sigiloso de forma a permitir a comparação dos resultados dos alunos ano após ano. Contudo, foi divulgado, pelo segundo ano consecutivo.

O Ministério da Educação está a averiguar as causas da divulgação do enunciado do exame de Matemática do 9.º ano da primeira fase. A prova, que foi realizada pelos alunos em formato digital, deveria ser sigilosa para permitir a reutilização do enunciado e a comparação dos resultados ano após ano, começando por 2025.

Contudo, no ano passado, ocorreu uma situação semelhante e, por isso, “a elaboração da prova deste ano foi independente da prova realizada no passado ano letivo“, indica fonte oficial do Ministério da Educação. O Observador questionou o Ministério sobre se a prova de 2025 seria ou não incluída numa futura comparação de resultados, e aguarda resposta.

O exame de Matemática do 9.º Ano foi realizado em dois turnos no dia 22 de junho. Nessa mesma noite, o enunciado começou a circular na Internet, denunciou a Missão Escola Pública.

“Foram partilhados no domínio público, itens da Prova Final do 9.º ano de Matemática (92), da primeira fase, após a sua realização”, reconhece o Ministério da Educação ao Observador.

“O carácter não público das provas tem como objetivo o reforço da comparabilidade dos resultados dos alunos ao longo dos anos, contribuindo, desta forma, para melhor monitorização da aprendizagem, com um real diagnóstico da evolução das aprendizagens dos alunos no Ensino Básico e a possibilidade de decidir políticas de educação baseadas em dados comparáveis, seguindo as boas práticas internacionais”, adianta fonte oficial. “A situação verificada é lamentável, mas não tem qualquer impacto na realização e na validade da prova deste ano, nem nos resultados dos alunos nestas provas.”

Além disso, o Ministério “está a averiguar as situações de quebra do carácter não-público da prova e tomará posteriormente as medidas adequadas”.

A Missão Escola Pública exigiu uma investigação para que se apurem as responsabilidades e, à agência Lusa, considerou que a situação “demonstra que o sistema é violável e que a digitalização coloca em causa o rigor e a credibilidade da avaliação externa”.

Entre os métodos que podem ter sido usados para captar os exercícios, Cristina Mota deu como hipóteses a captura de imagens por alunos, ou o acesso remoto à plataforma usada em que, salienta, têm sido notadas fragilidades. Por isso, enquanto não forem dadas condições, a prova deve voltar a ser feita em papel, defende a Missão Escola Pública. -Observador


June 23, 2026

Asunto: la segunda guerra

 

"O mais importante é a Ucrânia receber as defesas aéreas prometidas"

 

Detesto ter razão em certas coisas

 

Desde 2023 que  digo aqui que só quando a guerra entrasse pela casa adentro dos russos é que eles perceberiam a situação em que Putin os meteu e que enquanto vissem a guerra pela TV estriam sempre com Putin. Ultimamente tudo quanto é russo se grava a dizer que nunca quis a guerra, que Putin é um bandido, que se esconde no bunker e os deixa sozinhos... não vá o diabo tecê-las...


Educação. Portugal, que futuro?




Educação. Portugal, que futuro? A quem servem estes exames nacionais?

A mais cabal prova da incompetência científica e da ideologia oca a que o ensino em Portugal está votado é o mais recente Exame Nacional de Português. A questão axial não é, a meu ver, o cartoon do Grupo III, o qual já parecia, como exercício de preparação para este exame, num livro de apoio do Grupo Leya.

António Carlos Cortez

Basta fazer uma comparação simples entre os os atuais Exames Nacionais de Português e os exames, nesta disciplina, de acesso ao ensino Superior concebidos na década de 1990, quando deles constava o comentário crítico a um texto literário, obrigando a que os estudantes redigissem um breve ensaio, analisando aspetos estilísticos e ideológicos, simbólicos e estéticos do texto em apreço, para se concluir o óbvio: os melhores alunos a Português, ou a História, a Economia ou em Filosofia jamais conseguiriam responder com propriedade aos antigos exames de acesso à Universidade. 

Para além de um comentário crítico, ou, noutros exames (estou a pensar no de 1997), do questionário exigente e competente que se colocava aos que faziam esta prova de ingresso, os exames de então tinham um Grupo II - e muitas vezes só mais esse grupo - dedicado à prática do resumo ou, em opção, à prática da síntese. O resumo e a síntese, de resto, são operações de contração de texto a partir de um texto não-literário e obrigavam, sobretudo, à compreensão do texto-fonte a dois níveis que hoje os estudantes não identificam: a separação do essencial em relação ao acessório e a obrigatoriedade de respeitar um nível de língua criterioso, sem jamais corromper o texto de que se partia. 

Hoje, como se vê no Superior, o resumo e a síntese não são técnicas de estudo e de escrita que os alunos dominem. Em Exames de Português do início dos anos 2000, ainda exigentes, não havia quaisquer perguntas de escolha múltipla e deplorava-se simplesmente o chamado ‘teste americano’. Sucede que, gradualmente se foi impondo uma forma de transformar os Exames Nacionais e meros momentos de avaliação instrumental. 

Os Exames são hoje o espelho da própria indigência de muitos que, nas escolas e já nas universidades, concebem a educação como obediência a formatos predeterminados, obediência a um esquematismo mascarado de rigor, mas que, valha a verdade, infantilizou todo o processo ensino-aprendizagem, decidindo-se acabar com exames em que saber ler e saber escrever é o essencial, posto que o que se pretende é que o aluno reconheça pistas, selecione respostas já pré-cozinhadas.

A mais cabal prova da incompetência científica e da ideologia oca a que o ensino em Portugal está votado é o mais recente Exame Nacional de Português. A questão axial não é, a meu ver, o cartoon do Grupo III, o qual já aparecia, como exercício de preparação para este exame, num livro de apoio do Grupo Leya. Não faz sentido argumentar-se que o exame falha por causa disso. 

A questão é outra: quem concebeu este exame deveria saber que há inúmeros livros de preparação (é um negócio da China!) e, eventualmente, ao nível da leitura de imagem e mesmo de textos com questionários preparatórios, é necessários que não se repitam textos, questionários iguais, exercícios de gramática semelhantes. Este Exame merece a mais profunda rejeição por outros motivos bem mais graves. 

Enuncio-os:

1.º No processo de certificação de funções primárias em que se transformou este Exame, a ideologia oca manifesta-se logo no instrumental cabeçalho: preenchimento com bolinhas e QR-Code para melhor trabalho da IA. O que está em processo não é a equidade e nem mesmo a preocupação pela imparcialidade dos examinandos (se assim fosse a equipa que fez os exames teria percebido a vantagem dos alunos que, eventualmente, tenham analisado o cartoon do Grupo III já presente no citado livro de preparação da Leya), mas sim a operacionalidade burocrática que, se já estava presente antes, daqui para a frente esmagará professores e estudantes e, no limite, irá dispensar professores do próprio ato de ensinar, conceber testes de avaliação, exames.

Uma nota: a IA agudiza o processo de alienação cultural das gerações já educadas frente aos ecrãs, as quais, daqui a pouco tempo, num mercado de trabalho que paga mal, não poderão revoltar-se porque, sem linguagem e imaginário, sem nada terem lido e filhos da desmemória, não terão sequer chaves de leitura do real para questionarem o sentido da própria existência (e esta não é uma questão menor, bem pelo contrário - «Conhece-te a ti mesmo» era o eixo fundador da paideia, sentença inscrita em Delfos).

2.º Exame pejado de escolhas múltiplas (como já os de História o são e o de Filosofia), o estudante não tem de saber escrever. No Grupo III, o do famigerado cartoon, o limite de 350 palavras é um absurdo. Na faculdade, numa frequência em Direito, ou em Ciências Sociais, em Literatura, há limite de palavras? Não deveriam os estudantes portugueses sair do 12.º ano com hábitos de leitura do género ensaio, capazes, eles próprios, de escrever com proficiência e cultura letrada comentários críticos sobre um texto complexo?

3.º No questionário sobre um dos andamentos de O Sentimento dum Ocidental, de Cesário Verde, não faz sentido qualquer pergunta sobre os sentimentos do poeta. Cai-se de novo naquilo que Wimsatt e Beardsley, em 1946, condenavam em ‘The Intentional Fallacy’: a confusão entre o ‘eu’ textual e o autor empírico. Esta é uma lição que qualquer professor de Português - sobretudo os que fazem o Exame - jamais deveria esquecer. Igualmente quem concebeu este exame não terá lido H. R. Jauss e a sua ‘Estética da Recepção’, nem mesmo conhecerá R. Ingarden e o seu clássico A Obra de Arte Literária, segundo os quais a compreensão de qualquer texto literário exige a compreensão da ficcionalidade, atendendo ao horizonte de expectativas que a própria literariedade do texto põe em processo. Neste Exame, Cesário Verde serve apenas para meros exercícios de suposição afetiva, reduzindo a literatura a um objeto seco que se pensa poder ser estatisticamente avaliável.

4.º Ainda Cesário Verde: os critérios de correção falham em questões de interpretação literária. Os ‘querubins do lar’, por exemplo, no verso ‘os querubins do lar flutuam nas varandas’ não representam tipos sociais, como se diz nos critérios de correção. Os responsáveis por este exame não sabem que esta expressão remete para uma imagem idealizada e irónica do feminino, vivendo ela em regime doméstico, à luz do modelo burguês oitocentista do ‘anjo do lar’? Por outros lado, opondo esta imagem aos dentistas que discutem ‘num trem de praça’, não compreenderam que estes ‘querubins’ são os anjinhos que, ‘flutuando’ nas varandas de casas apalaçadas, ornamentavam as varandas de ferro forjado da Lisboa do tempo de Cesário?

5.º A imagem das varinas, no verso «vêm sacudindo as ancas opulentas» não tem nada que ver com qualquer sensualidade dessas mulheres do povo. É um erro monumental de análise e interpretação literárias! Opulentas, as varinas, porque gordas, fortes, representação das peixeiras que, nas ruas de Lisboa, à canastra, vendiam o peixe; imagem urbana que Cesário transfigura na impressionante e simbólica metáfora das mães/varinas que embalam «os filhos nas canastras», e não já o peixe, posto que nos mares da vida opressora da vida laboral do século XIX, sem direito algum, são os filhos dos pobres «que naufragam nas tormentas» do suposto progressismo. Não saberão os especialistas em fazer exames que a ideologia de Cesário parte do parnasianismo literário, não dispensando a crítica severa, achando o poeta assunto em «quadros revoltados»? Ignoram que Cesário, em carta, sobre este mesmo poema, revela a sua arte: «Há sobretudo uma causa com a qual eu simpatizo imenso: é o protesto franco e salutar em favor do povo». Sensualidade, as ancas das varinas? Oh, senhores!!

6.º Ignorando a intentio operis, a intentio lectoris e a intentio auctoris, este Exame falha também ao nível da interpretação do texto de Cesário por via de um erro de superstição literária - as superstições literárias que Carlos Buosoño invetivou na década de 1950 -, posto que os especialistas peçam ao estudante o que nem eles próprios conseguem ler corretamente: Cesário (o eu textual figurado no poema, entenda-se) não está - como dizem os critérios - ‘a sentir’, o que temos é uma representação, uma encenação ficcional que põe no palco da página as tensões e contradições de um tempo social em que ‘a capital que esfria’, Lisboa, é o espaço simbólico do inferno, e o poema, no fundo, uma viagem - a catabase - a esse inferno onde ‘o populacho’ se diverte na lama. Ignorar o todo do poema faz com que se perguntem coisas absurdas.

7.º O grupo de gramática é outra pérola de amestramento dos estudantes. Não há ali qualquer exigência analítica, seja ao nível da frase, seja ao nível da morfologia. Há apenas um mecanicismo facilitista, uma forma engenhosa de dar aos alunos, por inflação das cotações, a positiva que lhes garanta que fazem esta disciplina. Os piores alunos são favorecidos. Os mais competentes, esses, podem até ser prejudicados. É injusto. É antipedagógico e fere a verdade desta disciplina.

Posto isto, o que fazer? É esfarrapada a desculpa da APP (Associação de Professores de Português), uma vez que a elaboração de um exame deveria não repetir perguntas já existentes em manuais de apoio. O trabalho didático e os critérios de avaliação deveriam resultar de um trabalho independente e não, como é mais que provável, de um trabalho feito à pressa, comprometendo a credibilidade da prova e a sua desejada cientificidade e rigor.

No limite direi o que já tantos, antes de mim, disseram e o que, de há 15, 20 anos a esta parte, por vezes isoladamente, venho dizendo: os Exames Nacionais, como tantas outras coisas na educação em Portugal, são uma mentira total: se um médico tem de saber sintomas, narrativas médicas, o historial de um paciente; se um jornalista tem de distinguir facto de opinião, por que razão, de há muitos anos para cá, estes exames são um convite permanente à preguiça, à ignorância? Se na política é necessário reconhecer ambiguidades, efeitos retóricos da linguagem; se no direito se pede a atenção ao pormenor dos processos, que argumento racional pode defender semelhante conceção instrumental, oca, errada e facilitista deste tipo de exame?

Cito Carlos Ceia: «Se estes exames são ‘de acesso»’ ao Ensino Superior, então que se diga com honestidade: o papel que prometem não corresponde ao que esse ensino exige. Portugal poderia mesmo dispensar toneladas de papel e de processos digitais equivalente, porque o essencial não muda: continua a avaliar-se pouco do que interessa». E o que interessa? Saber ler, saber escrever crítica e argumentadamente. Este Exame decapita - estes exames nas mais diversas disciplinas, mas sobremaneira na de Português! - alunos e professores. Estes são transformados em formadores acéfalos, aqueles em amestradas criaturas que, nem mesmo sabendo pegar numa caneta, com este tipo de Exame lá irão pagar as altas propinas para que a Universidade possa pagar os baixos salários… 

Quando um país se diverte na lama da mediocridade, quando na própria formação de professores se pede que o futuro professor de Português tem de recorrer às ‘novas estratégias’ que o digital possibilita, morre o pensamento, assassina-se o saber redigir e Cesário Verde volta a ter razão: «o populacho diverte-se na lama», mas agora à crua luz de um aparelho educativo digital que, a breve trecho, repito, não precisará dos professores para nada. E disto também urge falar. 

Estes exames com QR-Code são o prenúncio da escola-empresa. Mate-se o professor culto, os exames que exigem escrita e leitura a sério e teremos uma carneirada feliz, porque acrítica.


June 22, 2026

Canadá: mais um ataque terrorista contra judeus

 

Como resolver imbróglios criados por idiotas

 

Que não percebem a prioridade de não dar presentes a Putin e não piorar a situação dramática da Ucrânia.


Prelúdios, noturnos e estudos



Prelúdio — Um movimento curto e introdutório que, frequentemente, antecede uma peça mais extensa.

Nocturno — Composições expressivas e tranquilas, inspiradas na noite e que não seguem uma forma definida.

Estudos — Peças concebidas para a prática, com o objetivo de aperfeiçoar as competências musicais.

Aqui está uma dupla fantástica de mãe e filha a tocar um estudo de Liszt. 

por Classical Music: Our Heritage