June 24, 2026

Até que enfim que começa a haver gente com bom senso

 


A Fundação do Serviço Nacional de Saúde (NHS) de County Durham e Darlington pagou 187 000 libras em indemnizações, pediu desculpa e comprometeu-se a criar vestiários separados para o pessoal masculino e feminino, na sequência do processo judicial interposto pelas enfermeiras de Darlington.

Em Janeiro, o Tribunal do Trabalho concluiu que as enfermeiras foram vítimas de assédio e discriminação sexual indirecta devido à disposição dos vestiários no local de trabalho [as obrigar a despir-se em frente de homens biológicos e a ter de ver homens biológicos despirem-se e exibirem-se em sua frente.] 

O processo, interposto por sete enfermeiras do Darlington Memorial Hospital — Bethany Hutchison, Lisa Lockey, Karen Danson, Tracy Hooper, Annice Grundy, Carly Hoy e Jane Peveller —, contou com o apoio do Christian Legal Centre, que prestou às enfermeiras apoio jurídico, mediático e pastoral desde o início da sua provação.

O caso tornou-se um dos desafios jurídicos mais significativos dos últimos anos no que diz respeito à liberdade do pessoal feminino de aceder a espaços exclusivos para um único sexo no local de trabalho, tendo as enfermeiras sido comparadas às trabalhadoras da Ford Dagenham e apelidadas de «Os Anjos do Norte».

Em Janeiro, o juiz do Trabalho Seamus Sweeney decidiu que a política, em vigor na Fundação há anos e que permitia que homens que se identificam como mulheres acedessem ao vestiário do pessoal feminino, constituía discriminação ilegal.

A Fundação pagou agora 187 000 libras em indemnizações às enfermeiras. Este valor também não inclui as custas judiciais da própria Fundação, no valor de 603 000 libras — e a aumentar —, gastas na defesa da sua posição de querer obrigar as mulheres a aceitar a entrada de homens biológicos nos vestiários femininos. Os os grandes sindicatos oficiais de enfermagem (como o Royal College of Nursing - RCN) estiveram contra as enfermeiras e a favor dos homens biológicos trans poderem violar os seus espaços. 

Também hoje o Supremo Tribunal da Escócia determinou que a política de alojamento de prisioneiros transgénero do Serviço Prisional Escocês é ilegal, ordenando que presos, biologicamente masculinos sejam transferidos das prisões e celas femininas - não há mulheres biológicas a exigir entrada nos espaços dos homens biológicos, como é óbvio...
O tribunal reconheceu os direitos dos prisioneiros trans ao abrigo da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, mas esclareceu que isso não lhes confere o direito automático de serem colocados numa prisão designada para o sexo biológico oposto e que isso viola os direitos desse sexo. Até que enfim que começa a haver gente com bom senso que percebe que os direitos de uns não podem ser uma borracha que apaga os dos outros.

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