November 26, 2020

#MakeAmazonPay

 


Eu já lá fui pôr o meu nome. Adere tu também.


We are warehouse workers, climate activists, and citizens around the world, taking on the world's richest man and the multinational corporation behind him.



During the Covid-19 pandemic, Amazon became a trillion dollar corporation, with CEO Jeff Bezos becoming the first person in history to amass $200 billion in personal wealth.

Meanwhile, Amazon warehouse workers risked their lives as essential workers, and faced threats and intimidation if they spoke out for their rights to a fair wage.

As Amazon’s corporate empire expands, so too has its carbon footprint, which is larger than two thirds of all countries in the world.

But instead of giving back to the societies that helped it grow, the corporation starves them of tax revenue. In 2019, Amazon paid just 1.2% tax in the United States, where the corporation holds its headquarters.

The pandemic has exposed how Amazon places profits ahead of workers, society, and our planet. Amazon takes too much and gives back too little.

It is time to Make Amazon Pay.


Em favor de tudo o que é livre

 


Rio Sorba na Valsesia, Itália. É um dos últimos rios europeus selvagens: corre livre em toda a sua extensão. Agora querem construir-lhe uma estação hidroeléctrica. Que pena.





Photo: Pete Wood

Coisas simpáticas

 


A Apefp, a associação de Filosofia onde ando a fazer formações -vou na 4ª-, ofereceu-me esta que estou a fazer agora. Não estava à espera. São uma simpatia 🙂


Guns - estranged

 




Este céu impede-me de enlouquecer

 




Música anti-stress

 


Estou aqui à procura de uma música anti-stress para ouvir durante meia-hora até sair e estou hesitante. 

Bach? Demasiado profundo.

Beethoven? Demasiado perturbado.

Chopin? Demasiado melancólico

Lizst? Demasiado alegre.

Holst? Demasiado triste.

Satie? Igual a Holst.

Brahms? Demasiado monótono.

Wagner? Demasiado romântico.

Ravel? Demasiado sensual.

Mozart? Demasiado vivo.

Massenet? Demasiado sofredor.

Talvez Debussy... ou jazz... Bill Evans, talvez?


Bill Evans :)



About political enemies

 



Se não tivesse ADSE

 


... ou fosse pobrezinha, ou as duas coisas ao mesmo tempo, estava tramada. Estou aqui a reunir os últimos exames médicos (hoje é dia de conhecer médico novo) para levar e dou-me conta que entre 20 de Outubro e o dia de hoje, já foram cerca de 1200 euros em despesas de saúde. PAN! Dezembro também é pesado e resta ver o que este médico me manda fazer. É isso... se não tivesse sido tão estúpida a fumar não tinha estes problemas, mas como a culpa aqui não ajuda nada, é melhor ir almoçar. 



Nós somos os palhaços que pagamos este circo

 



a imagem não é minha - siga o link

BESgate - Obrigada aos deputados que puseram uma tampa no poço sem fundo



Estamos no meio de uma pandemia, com uma crise enorme que põe em perigo milhares e milhares de postos de trabalho e de pequenos negócios que precisam de investimento, para já não falar na saúde e na educação, na cultura... e no meio dito, desvia-se o dinheiro para tapar a incompetência da administração aldrabona de bancos?

Uma mesada de 800 milhões de seis em seis meses? Só para pôr as coisas em perspectiva, o salário de TODA a função pública, que são cerca de 700 mil pessoas, custa 50 milhões.

Por conseguinte: obrigada!



Bloco consegue eliminar do Orçamento do Estado a transferência prevista para o Novo Banco - como aconteceu

Foi a única proposta de alteração do Bloco aprovada, com a ajuda do PSD. Foi anulada a autorização no Orçamento para o Fundo de Resolução transferir 476,6 milhões de euros com destino ao Novo Banco.

Ainda sobre a necessidade de deuses, a reverência e o amor

 


Reverenciamos o ideal mas amamos o humano e é por isso que os religiosos se ofendem com toda a representação do divino com falhas humanas: porque querem reverenciar os seus ideais livres da humanidade que traz em si a marca da animalidade, do que é inferior. Mas isso é um amor infantil, como aquele que os filhos têm pelos pais até uma certa idade, que é acima de tudo reverência e não suporta e se choca profundamente ao ver as suas falhas, que para sempre se parecem como a queda de um anjo.

Aqui há uns anos li um conto de um escritor brasileiro que já não lembro quem é, que ilustrava muito bem esta diferença - é acerca de um homem que amava uma mulher de uma forma ideal: ela era linda, era pura, era etérea, enfim, como costumavam ser descritas as mulheres noivas nos romances da época. Depois casou com ela, mas não era capaz de dormir com ela porque não a imaginava em actos tão animais, tão humanos, tão feios em toda a sua crueza, quando despidos de afectos. E assim passou uns tempos, muito amargurado e ela muito perplexa com o comportamento dele. Um dia, chegou a casa mais cedo e a mulher estava na casa-de-banho e ele viu-a e ouviu-a, pela primeira vez, como um animal humano. Daí para frente o problema dele desapareceu completamente. 

às vezes as pessoas é isso que querem, ser reverenciadas, idealizadas e não amadas, pois isso significa a exposição do animal humano nelas. Trump é o exemplo mais óbvio.

Reverenciamos o ideal, mas amamos o humano.


Trump e o sentimento de vergonha

 


Todos somos movidos psicologicamente, pela vergonha, aquele sentimento de medo de exposição incómoda das nossas (sentidas) 'fraquezas' que queremos evitar a todo o custo, mas algumas pessoas levam isso ao paroxismo, porque toda a sua pessoa é calculada para aparecer como um certo tipo muito rígido. Quanto mais rígido o tipo que se encarna, maior é o sentimento de vergonha de se ser 'des-mascarado'.

No caso de Trump, o tipo é: o vencedor, o inteligente, o sedutor, o génio único. É por isso que Trump recusava usar máscara: a máscara retira-lhe a invencibilidade e transforma-o em humano, como os outros, indistinguível dos outros. Também é por isso, penso, que ele se recusa a reconhecer a derrota eleitoral. 

A derrota inflige-lhe, mais do que tudo, um grande sentimento de vergonha. Ele está embaraçado, envergonhado, por ter perdido e ter de aparecer, publicamente, despido da sua máscara: se não venceu, não é um vencedor da vida, não tem glória associada, não é um sedutor - não seduziu gloriosamente o eleitorado, até seduziu menos que o adversário; foi menos inteligente que o adversário e não é nenhum génio. É um vulgar perdedor. 

Em suma, a única estratégia que lhe sobra para não perder a dignidade que associa à pose de vencedor é negar a sua vencibilidade e atribuir a derrota à má fé alheia. Ele deve estar tomado de um profundo sentimento de vergonha e embaraço por ter que aparecer diante de todos, despido da áurea com que se cobre (literalmente, ouro por todo o lado, até na cor do cabelo), na sua banal humanidade.


Erros

 


Está aquele Verhofstad na TV a dizer que se a Hungria e a Polónia não mudam as políticas recentes, a UE deve mudar o acordo de maneira a que aqueles países não recebam o dinheiro da ajuda do Covid. A mim parece-me um erro que vai pôr as pessoas, mesmo as que dentro desses regimes fazem os sacrifícios para lutar contra as ditas políticas, a virarem-se, com ressentimento, contra a UE. Isso, por sua vez, vai fortalecer os que nesses países são contra os mecanismos de liberdade das democracias.

Parece-me que tem de haver outra maneira.


2020

 




Anonymous ART of Revolution

E nós acreditamos que o primeiro-ministro acredite?

 


Costa acredita que Azeredo Lopes desconhecia encenação e investigação paralela no caso Tancos

As pessoas querem deuses

 


Estou aqui a ver as notícias na BBC. Estão a mostrar a reacção dos argentinos à morte de Maradona. Milhares de pessoas choram, beijam o chão, rezam... é como se estivessem em Fátima a adorar a Senhora. Eu sei que nestas coisas uma pessoa no meio de uma multidão emocional deixa-se influenciar pela multidão e isso faz o tom emocional crescer, mas isso não explica o fervor religioso relativamente a uma pessoa, quer dizer.. 

A primeira página da Gazzetta della Sport traz uma fotografia de Maradona a ocupá-la de alto a baixo, com a legenda, 'Eu vi Maradona', como se diz na Bíblia, 'eu estava lá, eu vi Jesus'.

Parece-me que há muita coisa que a Psicologia há-de explicar.


Interpretations of dreams

 



dali


November 25, 2020

Cenas

 





Conhecer segundo Hartmann

 


Em todo o conhecimento há um sujeito, um objecto (objecto é qualquer coisa, uma ideia... eu posso ser objecto de conhecimento para mim própria) e uma relação, pois sem uma ligação entre o sujeito e o objecto não pode haver conhecimento. 

O sujeito tem que ser cognoscente, isto é, tem que ter capacidade de conhecer aquele objecto particular (por exemplo, não somos sujeitos cognoscentes de Deus, se existe, porque está para além das nossas capacidades ou não posso conhecer Plutão porque está demasiado longe fora do meu alcance) e o objecto tem que ser cognoscível, isto é tem que deixar-se conhecer, pois se não há maneira do sujeito se aproximar do objecto, não há conhecimento...

Depois a relação marca o conhecimento, mais, é o próprio conhecimento. Por exemplo, os meus alunos conhecem-me na relação professor-aluno e só nessa perspectiva podem falar de mim; eu conheço os alunos enquanto tais mas não como filhos, que é uma relação que não tenho com eles, a de mãe; ou conheço o primeiro-ministro enquanto político, mas não enquanto... sei lá, camarada ou amigo, etc. Portanto, o nosso conhecimento constrói-se, depende e é, propriamente falando, o tipo de relação que temos com o objecto. Como não podemos ter todas as relações possíveis com um objecto, o nosso conhecimento é muito limitado e, quanto mais limitada é a relação e contacto que temos com o objecto, mais limitado e distorcido o nosso conhecimento é.

Depois, para haver conhecimento ainda é preciso que o sujeito seja capaz de sair da sua individualidade, da sua esfera pessoal e se aproxime do objecto, pois quer conhecê-lo nas suas efectivas determinações e para isso tem que vê-las, não pode ser um exercício de imaginação. Quanto mais o sujeito se aproxima efectivamente do objecto, mais determinações capta. Essas determinações, são depois incorporadas nas estruturas mentais do sujeito que passa a ter uma ideia, representação mental do objecto, construída com mais ou menos limitações dependendo destes factores enumerados.

Mesmo quando se aproxima muito do objecto, há sempre uma parte dele que se escapa, pois nós somos sempre sujeito e não nos transformamos no objecto, de modo que há uma parte do objecto que sempre nos transcende e é incognoscível.

Em suma, o conhecimento implica construir uma relação, depende dessa relação que se construiu e é a própria relação. Onde não há relação não há conhecimento. Pode haver outras coisas, mas não conhecimento.


Organização

 


1. A tranquilidade indiferente e ausência de angústia perante a morte como única possibilidade inexorável que acaba com todas as possibilidades revela um ser-aí (não gosto desta expressão...) preso numa vida inautêntica, constrangida pelo medo e in-consciência.

2. A consciência sentida como angústia, da morte, rompe a liberdade, enquanto verdade e a consequência é a busca das possibilidades de vida autêntica.

3. Revisitamos o passado, pois ignorá-lo é não conseguir libertar-se dele, ficar preso às suas não-possibilidades, quer dizer, às suas negatividades, sentidas e vividas como não-possibilidades. Ora, a vida autêntica é a realização das possibilidades, mesmo daquelas que se fundam nas negatividades enquanto negações de possibilidade. Toda a negação tem possibilidades. O futuro é o que se projecta enquanto possibilidades autênticas.

4. O tempo inautêntico é o da mundaneidade: a procura de sucesso, de êxito, etc. O tempo autêntico é o da liberdade enquanto verdade.

5. "Toda a possibilidade de sentido existe a partir de significados já pré-existentes no mundo, pois o homem é ser-no-mundo. " Quer dizer, quando chegamos ao mundo ele já está constituído com os seus significados que nos são transmitidos e com os quais iniciamos as nossas possibilidades no meio de um mundo com outros humanos, com outras possibilidades e significados.

6. A arte abre-nos possibilidades para além dos significados pré-existentes. É sublimadora. Nesse sentido faz parte da vida autêntica.