Great message of solidarity with Julian #Assange in a short message from @johnmcdonnellMP..— ScotlandForAssange (@AssangeScotland) March 2, 2020
'..their moral judgement was that these were war crimes being perpetrated here in our name and that they wanted the word to know.'#FreeAssange #WarCrimespic.twitter.com/hLROgSEryR
April 03, 2020
#FreeAssange - liberdade de expressão
É um descanso saber que o 'mundo livre' é liderado pela família de Trump
Dear Jared Kushner of the @realDonaldTrump Administration: We are the UNITED STATES of America. The federal stockpile is reserved for all Americans living in our states, not just federal employees. Get it? https://t.co/VB4Z2YGp4J— Ted Lieu (@tedlieu) April 3, 2020
Coronavirus Li Wenliang, - como calar uma jornalista da Fox News
How to ensure you don't get follow-up questions on Fox, apparently. pic.twitter.com/nOUqw4ZVhO— Ben Smith (@benyt) April 2, 2020
Não é o sonho que comanda a vida, é o dinheiro
Um avião chinês que devia trazer máscaras para França, já encomendadas, foi desviado para os EUA quando a empresa foi interceptada, já a caminho do aeroporto com as máscaras, por americanos, que pagaram o dobro, sem ver a encomenda, como têm feito por todo o lado.
Une commande française de masques détournée vers les Etats-Unis sur un tarmac chinois
«La commande avec le paiement a été réalisée, c’est-à-dire que les masques sont fabriqués et en attente en Chine, assurait l’élu. La difficulté que nous rencontrons c’est l’acheminement. […] Ce matin sur le tarmac [de l’aéroport], en Chine, une commande française a été achetée par les Américains cash, et l’avion qui devait venir en France est parti directement aux Etats-Unis. Devant ces problèmes, je suis en train de sécuriser la marchandise de façon à ce […] qu’elle ne soit pas saisie ou achetée par d’autres.» Au prix d’un retard de plusieurs jours dans la livraison.
«C’est le chaos logistique en Chine, rapporte une source. Les Américains commandent deux ou trois milliards de masques : avec nos cinq petits millions, on passe toujours après. La livraison devait arriver il y a dix jours, mais l’aéroport de Shenzhen était engorgé. Notre importateur a tout mis dans un camion, direction Shanghai, mais c’est pire : le camion est coincé sur la route derrière tous ceux qui attendent leur tour. On l’a dérouté vers Zhengzhou, où l’on pense que la situation est meilleure. J’appelle notre importateur deux fois par jour pour sécuriser les choses, mais on se demande si on ne ferait pas mieux d’utiliser le train ou le bateau…»
Leituras pela manhã
What does the corona crisis teach us about the value of work?
BY LISA HERZOG
During times of emergency priority is given to jobs that matter most in the short run: those that literally keep us alive. It is because we are more than our digital avatars, because we have bodies and our bodies have needs, that we depend on those who care for others or drive lorries with foodstuffs. Briefly, a contributory assessment of work brings jobs that cater directly to basic human needs to light.In contrast, a market approach to work sees human activity as nothing but an input factor into a production process that ultimately serves the maximisation of profits. We have become so used to this perspective that we’ve forgotten that for much of human history an exclusive desire to make money was considered a pathology, a kind of addiction that is more likely to eat up the soul of individuals than to make them happy.
...
Assessing the value of work exclusively through market overlooks a crucial point. Many individuals and organisations have a contributory perspective on work, and they often create benefits that go far beyond the immediate tasks they fulfil. A nurse or doctor who believes it’s their duty to care for the sick will also try to support their patients psychologically. Similarly, a small business owner may provide a supply of goods, but they also contribute to livening up a street. In the language of economics, these are all “positive externalities”: valuable contributions to the community that are not factored into prices and therefore tend to get undersupplied in a pure market environment.
(excertos)
April 02, 2020
Citação deste dia II
"Perhaps the greatest lesson [Huxley] learned from reading Carlyle was that real religion, that emotive feeling for Truth and Beauty, could flourish in the absence of an idolatrous theology."
-- Adrian Desmond on Huxley
Citação deste dia
"Don't worry about what anybody else is going to do. The best way to predict the future is to invent it."
-- Alan Kay
Poesia ao anoitecer II - 'When despair for the world grows in me'
The Peace of Wild Things
When despair for the world grows in me
and I wake in the night at the least sound
in fear of what my life and my children's lives may be,
I go and lie down where the wood drake
rests in his beauty on the water, and the great heron feeds.
I come into the peace of wild things
who do not tax their lives with forethought
of grief. I come into the presence of still water.
And I feel above me the day-blind stars
waiting with their light. For a time
I rest in the grace of the world, and am free.
-- Wendell Berry
Poesia ao anoitecer - 'Tis not too late to seek a newer world'
.. Come, my friends,
'Tis not too late to seek a newer world.
Push off, and sitting well in order smite
The sounding furrows; for my purpose holds
To sail beyond the sunset, and the baths
Of all the western stars, until I die.
It may be that the gulfs will wash us down:
It may be we shall touch the Happy Isles,
And see the great Achilles, whom we knew.
Tho' much is taken, much abides; and tho'
We are not now that strength which in old days
Moved earth and heaven, that which we are, we are;
One equal temper of heroic hearts,
Made weak by time and fate, but strong in will
To strive, to seek, to find, and not to yield.
-- Final lines from the poem "Ulysses" by Alfred Lord Tennyson
Quando o Ramalho Eanes diz palermices em directo na TV nacional, mais valia estar calado
Ramalho Eanes apela aos mais velhos que cedam ventilador a quem tem "mulher e filhos"
Para já este título está errado porque ele disse claramente, para dar o ventilador a 'um homem que tenha mulher e filhos' e não, 'a quem', como refere o título.
Vejamos, lá por ele ser utilitarista, daí não se segue que o sejamos todos ou que isso seja um dever. Mas, seguindo a lógica do seu utilitarismo, isso quer dizer que, por exemplo, se tivéssemos o presidente da república, que é idoso, doente, ao lado de um jovem assassino com mulher e filhos, o presidente devia ceder o seu ventilador ao jovem? Nesse caso abria-se uma excepção por ele ser presidente e ter mais valor como tal? Não por ele ter mais valor como tal mas por o povo precisar de um presidente mais do que de um assassino? Abria-se uma excepção, não por ele ser presidente mas por o outro ser um assassino e não ter valor para a comunidade? A vida de um assassino vale menos? Ou deixava-se o presidente morrer para o assassino viver por ser um homem com filhos?
É bom de ver que posso pensar mil exemplos como este que mostram a falta de sensatez das palavras de Ramalho Eanes e, quem sabe, pôr pressão em cima de quem já está pressionado por ser velho. Lemos que em outros países, como Inglaterra, andam a perseguir, chamar nomes e até atirar pedras a pessoas velhas por acharem que esses é que andam infectados a tirar lugar aos outros nos hospitais.
Não sei, mas parece-me que figuras públicas de peso quando vão à TV nacional devem pensar um bocadinho antes de falar.
Destressar é preciso
-Who did this? 😅 #coronavirus pic.twitter.com/kCRaPHuLr5— Robert De Niro ᵖᵃʳᵒᵈʸ (@RobertDeNiroUS) April 1, 2020
Olha que coisa tão bonita
Esta gravura é do livro, A Metamorfose dos Insectos no Suriname, da autoria de Maria Sibylla Merian, nascida neste dia em 1647
Intervalo para almoço - Horizontalizar a outra curva
O que vai acontecer ao mundo depois de ultrapassarmos a crise do Coronavirus Li Wenliang?
John Gray pensa que o liberalismo e o consumismo vão dar lugar a uma vida menos globalizada.
With all its talk of freedom and choice, liberalism was in practice the experiment of dissolving traditional sources of social cohesion and political legitimacy and replacing them with the promise of rising material living standards. This experiment has now run its course.
....
E espera que a quarentena tenha servido, pelo menos, para nos repensarmos e encontrarmos uma nova forma de viver.
It is only by recognising the frailties of liberal societies that their most essential values can be preserved. Along with fairness they include individual liberty, which as well as being worthwhile in itself is a necessary check on government. But those who believe personal autonomy is the innermost human need betray an ignorance of psychology, not least their own. For practically everyone, security and belonging are as important, often more so. Liberalism was, in effect, a systematic denial of this fact.
O pior que vimos nesta crise, na UE, penso, foi a Itália ter pedido auxílio médico aos parceiros de união e terem recusado e, só terem voltado atrás depois de verem aviões chineses e camiões russos entrarem em Itália cheios de médicos e ventiladores. Isto, quanto a mim, foi o pior de tudo, pois se os amigos, parceiros com quem se tem contrato escrito de compromisso de ajuda e entre-ajuda, nem numa altura de aflição ajudam, e tem que recorrer-se aos 'adversários', que fundamento existe para manter a parceria/amizade?
Este comportamento revela a instrumentalização do outro -o parceiro- e a total falta de respeito pela sua individualidade, pelo seu bem-estar e pelo seu destino em termos de capacidade de sobrevivência sozinho. Então, mais uma vez, para que serve esta parceria de países? Para os mais ricos terem uma reserva de mão-de-obra? Para poderem exportar para esses países os seus excedentes? Para lucrarem com as suas dívidas?
An advantage of quarantine is that it can be used to think afresh. Clearing the mind of clutter and thinking how to live in an altered world is the task at hand. For those of us who are not serving on the front line, this should be enough for the duration. (John Gray, Why this Crisis is a Turning Point in History)
O que eu espero é que se possa sair desta crise com umas certezas e que essa certezas dêem origem a mudanças:
An advantage of quarantine is that it can be used to think afresh. Clearing the mind of clutter and thinking how to live in an altered world is the task at hand. For those of us who are not serving on the front line, this should be enough for the duration. (John Gray, Why this Crisis is a Turning Point in History)
O que eu espero é que se possa sair desta crise com umas certezas e que essa certezas dêem origem a mudanças:
1. os países onde há mais prosperidade construída sobre distribuição de riqueza são aqueles é possível parar a economia durante um mês e meio com menos irradiação de estragos; apesar das crescentes desigualdades, vê-se uma diferença nos meios, nomeadamente públicos, de saúde, por exemplo, mas também de educação, de literacia, que ajudam a sair da crise pandémica mais rapidamente e com menos estragos permanentes;
2. o mito do crescimento económico continuo e imparável fica exposto como falso e perigoso, quer dizer, o progresso pode estar na origem da sua própria involução;
3. o individualismo levado ao extremo é um cancro. A sociedade é como um organismo que depende, para a sua saúde, de um constante equilíbrio homeostático e se um dos orgão começa a crescer desmesuradamente, fá-lo à custa dos outros todos, pois estão todos ligados no seu funcionamento global [homeostasia radica em homeo (igual) e em stasia(estado)]. Imaginamos um corpo onde um orgão começa a crescer desmesuradamente e a monopolizar os recursos dos outros orgãos, a esgotá-los. O que acontece é que começam a falhar e como nenhum orgão sobrevive sozinho, quando os outros falharem, esse também falha. Esta imagem é válida para a relação entre as pessoas, os grupos sociais, os países e a relação dos humanos com os outros seres do ecossistema.
Portanto, o que espero que aconteça depois desta crise são duas mudanças:
1. uma no interior da UE que reforce o compromisso com actos de ajuda e entre-ajuda e não com meras palavras vãs que se atraiçoam ao primeiro sinal de crise, por individualismo ou egoísmo, como lhe queiram chamar.
2. que se horizontalize a curva das desigualddades. Quanto mais desiguais mais expostos a todos os vírus, os biológicos, os sociais e os políticos, de extremismo e tentação de autoritarismo.
Finalmente, dois pressupostos que me parecem fundamentais:
1. precisamos de mais crítica, mais oposição, mais discussão, mais dialéctica, mais troca de informação e não menos. Patriotismo é o oposto de estar calado e ser conivente com as derivas perigosas de autoritarismo, tráfico de influências, etc., das sociedades.
2. ao contrário do que diz Macron e outros economistas e políticos que leio por aí, o futuro não pode estar em desglobalizarmos tudo. Passarmos a produzir tudo o que precisamos dentro de fronteiras não vá o diabo tecê-las.
Dar esse passo é, penso, uma declaração, não escrita mas em actos, de desistência de cooperação, de falência no entendimento pacífico entre as nações. Vimos que a China, apesar de ter errado em esconder a doença e tentar calar o médico que a denunciou, assim que pôde enviou auxílio para o Ocidente recomeçou o fabrico de medicamentos e equipamentos. Não se fechou. Por outro lado, as ideias ocidentais de liberdade de expressão e direitos humanos, têm circulado e entrado na China, via Hong-kong, via Macau, via internet, via pressão internacional devida à globalização. Quem é que quer voltar a sociedades sovietizadas ou tribais?
A cooperação, nomeadamente ao nível da ciência, que hoje em dia, em grande parte por causa da internet e da globalização, são a norma e representam uma esperança para todos nós e uma verdadeira lança em África de ameaça aos autoritarismo crescentes, vieram e dependem da globalização. Queremos uma cooperação global entre os especialistas e os países e não um fechamento. Até porque, as condições de esgotamento de recursos do planeta obriga a cooperação e não o oposto.
Portanto, a tendência que haverá de demonizar a globalização parece-me tão perigosa como a sua, até há pouco tempo, deificação.
Nos assuntos humanos não há, parece-me, soluções miraculosas. Todas as soluções têm os seus efeitos secundários e é sempre necessário ver qual o remédio que nas circunstâncias melhor promove o equilíbrio homeostático.
Diário da quarentena 19º dia II - Obrigada, Bolshoi!
O teatro Bolshoi disponibiliza, no seu canal de YouTube espectáculos de ópera e ballet live e acesso aos seus arquivos.
Diário da quarentena 19º dia - Bom dia
Aqui fica um trabalho de criatividade e imaginação que vi por aí e achei destressante. Para começar bem a manhã.
Hoje é o meu último dia de trabalho do 2º período -espero- e amanhã entro em pausa lectiva. Assim que entrar em pausa vou de férias - largo a secretária e passo-me para o sofá - aí uns 5 metros à esquerda :)
April 01, 2020
Coisas inacreditáveis
Uma amiga em casa de quem fico muitas vezes, quando preciso, em Lisboa, mandou-me há bocado fotografias do quarto onde costumo dormir. Pareciam fotografias da Síria depois de um bombardeamento. Uma construtora está a construir um prédio pegado ao dela. Mandaram abaixo o que lá estava e estão a construir um novo. Fizeram mal as fundações, tiveram que refazer. Aquilo dura há quase um ano, uma barulheira infernal, avançaram o prédio para o passeio, sabe-se lá com que autorização. Pois esta semana com a porcaria da betumaria caíram para cima do prédio dela, rebentaram a varanda -a casa dela é no último andar e tem uma varanda grande-, a parede do tal quarto onde durmo, que é dupla, e o estrago atravessou o quarto e rebentou a porta que é na parede oposta. Se lá estivesse alguém tinha morrido.
Estamos a falar de uma construtora conhecida e cara. O prédio dela tem meia dúzia de anos e é todo feito com construção especial de corrida e estamos a falar duma zona da cidade bastante cara.
É inacreditável.
Assim que ela me disse fui direita ao site onde se listam os contratos com o Estado, para ver se a construtora em questão, por acaso, tem contratos para construir pontes ou edifícios que uma pessoa frequente. Livra! Se lá estivesse tinha morrido. Onde anda a fiscalização das obras? Ahh, deixa ver, o Medina usou o dinheiro de pagar a fiscais para o grupo dos amigos do cemitério? Batia certo, neste caso...
A receber emails dos alunos a esta hora
Não usam os serviços que têm ao dispor para serem autónomos -preferem sempre que alguém lhes diga- e depois quando precisam deles já não se lembram como se faz. Temos pena mas a esta hora já não respondo. Não estou ao serviço, dia e noite.
Amanhã vou enviar um email às turmas a explicar a etiqueta de trabalho digital, nomeadamente os horários em que é razoável enviar emails, porque eles não têm noção. Agem como quando estão nas aulas e querem resposta para qualquer coisa: põem o braço no ar e perguntam, ou às vezes só perguntam.
Não é por mal, é porque não têm noção, mesmo. Só que uma pessoa tem muitos alunos. Cerca de 120, no meu caso. Não posso passar os dias a responder a emails sempre que 40 ou 50 se lembram de qualquer coisa. Isso é nas aulas que uma pessoa é constantemente solicitada e é por isso que se sai de lá completamente exausto, mesmo quando tudo corre bem ou, até, por isso mesmo.
Amanhã vou ter que explicar tudo bem explicado.
Não sei como não inventaram ainda uma maneira de impedirmos certos endereços seleccionados, de funcionarem entre certas horas. Ficavam suspensos, numa espécie de purgatório e à hora determinada, então, entravam na caixa. Para entrarem na caixa fora de horas, tinham de vir com um adesivo qualquer a indicar muita urgência.
Inventam tanta porcaria inútil e uma coisa essencial destas ainda ninguém se chegou à frente.
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