November 15, 2020

Às vezes pequenos sinais são sintomas que revelam muito

 


É assim que percebemos que este indivíduo não tem noção das coisas e não é o que as pessoas pensam que é. "Até ao fim do século!"

André Ventura



Já aqui o baldas censor, não só não tem noção das coisas como dá ideia que nem sequer andou à escola, como se costuma dizer.


Different blast from the past

 


Isto trouxe-me recordações que já nem sabia que tinha de passar tardes inteiras a pescar achigãs 🙂




"Tarde de pesca" de Nikolay Bogdanov-Belsky, óleo de 1917, colección privada, Italia.

Sunday morning

 


Uma pessoa ir dar com uma página de chocolate no FB e ficar meia-hora a ver fotografias de chocolate...



just remember: 😁



Amanheceu um enorme céu azul

 


E estive a vê-lo clarear. Com o meu olho que já consegue ver sem dor, desde que o médico lhe pôr uma lente que é uma espécie de... preservativo... non passa nada 😁



2020 so far...

 



Blast from the past

 




Humans of this planet

 



Cordon


November 14, 2020

Directamente do Museu do Louvre

 



O Outono veste-se com extremo bom gosto

 


fotografias de João Pereira








BESgate - um poço sem fundo

 


E têm sempre desculpas.


Novo Banco agrava prejuízos para 853 milhões até setembro 

Novo Banco agrava prejuízos para 853 milhões de euros, devido à pandemia que obrigou a constituir provisões para incumprimento de clientes e riscos de crédito.

Uma espécie de Mariana Trench

Black with a splash of light

 



Desmanchou-se toda

 


... ficou com um aspecto estranho mas está muito saborosa e isso é o que verdadeiramente interessa 🙂




Pôr as coisas em perspectiva

 


Uma pessoa tem uma vida muito activa e culturalmente interessante, sai com muita regularidade, vê amigos e etc..., e de repente fica 9 meses encerrada em casa. Sai sobretudo para ir a hospitais e médicos. Sendo por natureza uma pessoa que, já normalmente, absorve e processa quantidades absurdas de informação e passa muito tempo a rearranjar o esquema interno, numa situação destas, passa a encaixar ainda mais informação e a remoer mais e muito nas mesmas coisas, ainda para mais se tem imaginação. Agora, passo muito tempo sozinha. Não é que me incomode estar sozinha, mas não nesta situação de isolamento forçado. Acaba-se por perder um bocadinho a perspectiva das coisas e a ter até alguma distorção da realidade. De modo que uma coisa importante é lembrar os factos e os princípios que os enformam, porque eles, se bem que não dizem tudo, falam. Outra é não tomar decisões importantes e que comportam riscos numa altura destas e mais ainda sem comunicação séria. 

Uma pessoa nesta pandemia, cortada de repente da sua vida normal e isolada, corre o risco de desequilibrar a visão de si e do mundo. Eu sei que ando com os nervos à flor da pele, também porque estou quase em cima da data de fazer um exame para saber da progressão da doença e, embora a minha cabeça pareça não estar aí, o corpo sabe muito mais do que eu e já está a variar os níveis de cortisol. Depois a porcaria da úlcera no olho há um mês e meio não ajuda à calma. E outras coisas. Mas a minha cabeça é forte. Isso eu sei. Pode ser disparatada, às vezes, mas é forte. Já me salvou a vida, literalmente, umas 3 ou 4 vezes. E a minha intuição funciona bastante bem, também já me salvou, eu é que nem sempre lhe dou ouvidos.

Quando tinha que tomar decisões acerca de seguir tratamentos oncológicos, falava com duas ou três pessoas em quem confiava muito e depois fazia uma lista, baseada na informação que tinha acerca do tratamento e efeitos secundários, dos factos que diziam, 'sim' e dos que diziam, 'não'. E depois decidia. Decidi sempre com coragem, mas também com inteligência, penso, embora, como tenho mais coragem que inteligência, houve uma altura que um amigo teve que me chamar parva para eu perceber que ia entrar pelo caminho errado.

É isso. Pôr as coisas em perspectiva. Pensar e decidir. Ou melhor, repensar porque já tinha pensado e decidido mas às vezes os factores externos modificam-se e somos obrigados a reconsiderar e reordenar. Enfim, depois de pensar seguir a 2ª e a 3ª regras da moral provisória de Descartes. A filosofia é minha amiga, também já me salvou a vida 🙂 Fazer isto sem nenhum pensamento de má-fé ou maldade que abomino e de qualquer maneira não seria capaz porque não é isso que tenho no coração. Isto não tem que ver com jogos de perder e ganhar, tem que ver com a possibilidade de vida.

Não é como se me faltasse tempo para pensar, aqui fechada... ... enfim, vou fazer uma omelete de cogumelos, que agora o que tenho é fome 🙂




Onde isto já vai...

 


Este indivíduo goza com a situação e sugere uma espécie de Good Bye, Lenin! para Trump. Nesse filme, uma mulher comunista ortodoxa cai em coma e quando acorda o muro caiu. Com medo que ela morra do choque, o filho constrói-lhe um espaço ilusório onde o muro ainda está de pé e tudo está como dantes.


"It might be simplest for everyone if [Trump] found refuge in a safe space where he can indulge his illusions while the rest of us get on with our business," Cullen Murphy writes.

Trump is destined to receive the Secret Service protection accorded to every former chief executive, and he still gets to be called “Mr. President”—a good start when it comes to creating the right ambience. On the next trip to Bedminster or Mar-a-Lago, he should be induced by some pretext to stay put. (Antifa caravan approaching Washington?) His minders can give him an updated version of that 2016 electoral map he likes so much, with its swaths of red. A flick of the Sharpie would excise Philadelphia, Detroit, and Atlanta, flipping three states into his column. A gratifying extra touch—Greenland, given three electoral votes, also shown in red.
(...)
Real news, of course, cannot be allowed to reach Trump—perhaps a notional concern. Aides can tell him that the “failing” New York Times and the “failing” Washington Postare not being delivered because they have … failed. As for TV, if Fox insists on depicting reality, they can switch the screen to NewsMax or One America News Network. He could still phone in to Sean Hannity and Tucker Carlson, who haven’t conceded the election, either. And if he wants to tweet with abandon, then Twitter can grasp a path to redemption, and quietly separate his account from his audience.

Verisimilitude is important. To recreate the White House environment, a stream of COVID-positive visitors could be invited for meetings, keeping infection levels high. Having familiar faces around—Jared, Ivanka, Melania—is essential. Would they go along with the charade? They need no lessons in complicity—a big plus—but an “all is forgiven” welcome to a future Met Gala might be part of the answer. 
(...)

O fim de um dia

 




by VB

Teachers 😊

 


The subject that she was teaching that day was not math or science, it was the art of farting. You see, one of her deaf students broke wind in the middle of class and all of the other children were laughing. She saw this as an opportunity to teach something unique.





Como é que este tipo não está já demitido?

 


Num país qualquer decente um governante que dissesse uma coisa destas estava já com as malas à porta... o que ele mostra é que não respeita a lei. Ainda falamos aqui do perigo de Trump mas temos uma data deles aqui disfarçados.



Ministro da Educação: "Benfica está acima da lei. Não podemos tratar todos os clubes de igual forma"

Governantes terão pressionado o ex-líder do Instituto Português do Desporto e Juventude. Ministério Público investiga.


"Tente não se apagar demasiado a uma hipótese só porque é a sua" (Carl Sagan)

 


A desconexão entre a informação disponível e a percepção construída explica muito das nossas presunções. 


A word of advice for myself



Reject your sense of injury and injury itself disappears.

~Marcus Aurelius


Porque é que as obras nos tocam? Porque ecoam em nós

 


Music, 1902-03 by Antonina Rzhevskaya.

Esta obra poderia chamar-se rêverie.   Vêem-se algumas mulheres e um homem em destaque no 'galinheiro' de uma sala de espectáculos, a ouvir música - sabemo-lo pelo título da obra. Têm uma expressão de rêverie - é a palavra certa que me ocorre para descrever a expressão de encantamento e recolhimento deles. Há um silêncio atento. Tudo o resto é indistinto e nublado, sem cores a sobressair que nos distraiam da intensidade emocional destas três pessoas que ouvem música. Lindo, lindo. 
As obras que mais nos tocam são aquelas que ecoam em nós.


Antonina Rzhevskaya (1861 - 1934) foi uma pintora russa. Uma das duas mulheres que trabalharam com Peredvizhniki.

Nasceu numa família de nobres proprietários empobrecidos. Depois da morte do pai a mãe a levou a família para Tver onde ela frequentou uma escola para raparigas. Mais tarde foi para Moscovo estudar. Durante um tempo trabalhou como revisora para ajudar a sustentar a família. 
Em 1880 entrou na Escola de Pintura de Moscovo sob a direcção de Vladimir Makovsky. Também tinha lições privadas com Nikolai Avenirovich Martynov num estúdio que montou numa pequena rua e onde começou a expôr, em 1890.

Três anos mais tarde teve uma grande exposição numa galeria de arte do editor, Kozma Soldatyonkov. Makovsky também a ajudou a encontrar alunos.

Em 1897, numa exposição com Peredvizhniki, o seu quadro, "A Merry Moment", foi adquirido por Pavel Tretyakov. Por esta altura estava preocupada com o prejuízo que os preconceitos de género lhe poderiam trazer e assinava as suas obras como, "A.L. Rzhevsky". 

Em 1899, tornou-se, oficialmente, membro do Peredvizhniki: a segunda (e última) mulher a ser aceite. A primeira foi Emiliya Shanks. Mais tarde demitiu-se devido a discordâncias com o programa..

No início da Primeira Grande Guerra mudou-se para Tarusa para viver com a filha e o genro, Vasily Vatagin, que viria a tornar-se um conhecido escultor e artista de animais. ( Lena Young)