October 01, 2020

Hoje é o Dia Mundial da Música 📻 🎹🎸♪♪🎧♭♬🎷🎼

 


 Ólafur Arnalds - Woven Song

Above the Eternal Tranquility

 


Isaac Levitan - 1894




Silêncio

 


Há muitas escolas com o Covid a andar lá dentro, em alunos, em pais e em professores. Depois as escolas, para não se responsabilizarem com coisa alguma mandam as pessoas ligar para a Saúde 24 e seguir instruções. A Saúde 24, se a pessoa não tem sintomas, manda ir trabalhar. Tudo sob um manto de silêncio para parecer que está óptimo. Ninguém quer parecer anti-patriótico, que pelos vistos é a novo normal - se criticas e denuncias não és patriota.


Pensamentos dispersos

 







via
Uma Dose de Caos

Um bocadinho de João Sebastião

 

"Preludium i C-dur" - J. S. Bach 🎵

So much love and peace...


Directo da ONU: conferência sobre (o deficit) os direitos das mulheres

 


U.N. meeting on women's rights, 25 years after the landmark meeting on the issue in Beijing. U.N. Secretary-General Antonio Guterres has said: "Gender inequality remains
the greatest single challenge to human rights around the world."



Outubro





“Les très riches heures du duc de Berry“ (mois de octobre ) é uma das páginas de um manuscrito de orações, reflexões e meditações para laicos adaptados para diversos momentos do dia, semana, mês ou ano.

Outubro é o mês de sementeira dos grãos de inverno. Por detrás do campo, nesta margem esquerda do Sena, vê-se o Louvre Medieval do qual já só existe um resto de muralha.

Querendo reforçar a defesa da cidade de Paris para fazer dela o centro político e religioso do reino, Philippe Auguste envolveu a cidade numa grande muralha antes de partir para a 3ª Cruzada com Ricardo Coração de Leão. Estando o Louvre erigido na parte mais exposta de Paris (face virada para a Normandia) o rei manda construir-lhe uma torre de menagem com 32 metros de altura e 15 metros de diâmetro, chamada 'A Grande Torre', rodeada por um enorme fosso profundo. Está no centro de um recinto quase quadrado (la Cour Carré) com 78x72 metros reforçado com 10 torres de defessa e pontes levadiças. Fica acabada em 1202. 

A meio do séc. XIV, durante o reinado de Carlos V, irmão mais velho do Duque du Berry, torna-se a residência real e da corte e sofre grandes obras de melhoramento. É essa época que é captada nesta iluminura, a única representação que existe do Louvre como era na época medieval.

Em primeiro plano vê-se a sementeira, com os corvos que apanham os grãos do chão e um espantalho; em segundo plano pessoas que passeiam pelo cais perto da muralha e da entrada na fortaleza. 

O livro levou quase um século a ser feito. Foi pintado entre 1412 e 1416 pelos irmãos Limbourg que morreram de peste antes de o acabar. Também o Duque de Berry morreu em 1416. Mais tarde, o primo do duque, René d'Anjou pediu ao Mestre das Sombras para o acabar, em 1440. Não ficou acabado. Quem acaba as pinturas é Jean Colombe, entre 1485 e 1489, por encomenda de Carlos I, duque de Sabóia.



September 30, 2020

❤️

 




Nocturna - Clair de Lune

 






Morri a rir 😁

 



🤣 🤣

 


O caso do texto de Francisco Aguilar é mais grave do que parece

 


 O artigo que ele escreve foi aceite por um 'coordenador científico' e publicado numa revista de 'Ciências Jurídicas'. Quem lê o artigo fica estupefacto que esteja incluído numa revista 'científica' e tenha sido aceite por um 'coordenador científico' que mesmo sem pretensão de fazer um trabalho de peer review, revisão de pares, tem como função a manutação da qualidade académica e científica das publicações, melhorar a sua performance e, sobretudo, a sua credibilidade. Digo eu, porque o contrário seria impensável.

Quem lê o artigo do senhor Aguilar vê claramente que o artigo não tem nenhuma credibilidade científica: é um desarrazoado de ideias ao melhor estilo talibã, dum sectarismo muito à direita do Ventura, sem um único fundamento científico a suportar a linguagem ordinária os insultos que profere: nunca vi em lado algum que os termos que aplica indiscriminadamente às mulheres -nazis, porcas, assassinas, sociopatas, narcisistas, opiáceas, egoístas, desonestas, hipócritas, misandrícas, invejosas do pénis dos machos, destruidoras da civilização ocidental, futuras assassinas dos homens, etc., etc., sejam considerados científicos. Mas isto são conceitos científicos? O único argumento que o senhor oferece é a crença em Deus e as mulheres são julgadas com base na crença que ele tem numa entidade divina qualquer? Desde quando Deus é um argumento científico numa discussão qualquer? 

O que me parece muito grave neste caso, para além de ficarmos a saber que a Faculdade de Direito de Lisboa, que assumíamos ter dignidade e prestígio ser governada por homens que detestam mulheres e acham normal divulgar textos que denotam um machismo primário ao nível do Trump, ou pior, é os próprios pensarem que este tipo de textos têm, 'densidade cultural' e qualidade científica suficiente para serem publicados numa revista de 'Ciências Jurídicas' com um coordenador 'científico'. 

Não admira o descrédito em que andam as ciências humanas e sociais, se os indivíduos que deviam cuidar da qualidade do conhecimento são os primeiros a dar podium a pessoas e textos de crendice popular. A quantidade de vezes que já discuti com pessoas que dizem que as 'ciências humanas e sociais são só conversa de cultura geral sem objectividade ou operacionalidade' e que argumentei a favor da seriedade e objectividade do trabalho das ciências humanas e depois ficamos a saber que os decanos da faculdade são os primeiros a minar o seu próprio campo de estudo dando voz a parolos beatos sem cabeça. 

António Menezes Cordeiro, professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e diretor da revista onde o artigo foi publicado diz que este é um "texto assinado que responsabiliza apenas o seu autor" [não senhor, foi aceite numa publicação da faculdade que se arroga científica, logo quem o aceitou é responsável] e que esta é uma "revista científica de circulação estrita", com critérios definidos para a publicação de textos: " têm que ter nível científico, devem ser autênticos, originais, e ter determinada apresentação gráfica". Exigências que já levaram à recusa de "vários textos".

"Ninguém levou a sério aquela conversa, o texto tinha uma certa densidade cultural, foi interpretado como uma crítica de tipo literário a algum extremismo no setor do feminismo"

"Ninguém levou a sério aquela conversa". Isto é, o homem é um tonto que ninguém leva a sério mas os seus textos, abaixo de qualquer critério mínimo de cientificidade e reveladores de uma mente beata, sem um mínimo de objectividade, são publicados numa revista pretensamente 'científica'. 
Se calhar ainda é aconselhada aos alunos que mesmo confusos, com o nível brejeiro e carroceiro da linguagem do senhor em causa, ficam na dúvida, dado que o texto vem legitimado pelo professor catedrático que o aceitou e pôs em divulgação, mesmo que restrita.

Se o director da revista aceita este texto por ter valor e diz que já recusou outros nem quero pensar o que seriam os outros.

E se este é o nível da mentalidade dos professores que orientam os destinos da faculdade, estamos tramados em termos de futuros advogados e juízes.
"Os decanos da faculdade queixam-se que o pedido de demissão do coordenador científico por parte do ex-director é ofensivo para o grupo das 'ciências jurídicas'. Estes decanos argumentam que o "debate de ideias, quando oportuno, deve processar-se com elevação universitária..."
Porque o senhor Aguilar é mestre em 'elevação universitária'...

Nunca pensei que o nível da faculdade estivesse neste patamar. Isto é o resultado do primismo de que sofrem as nossas universidades? Metem lá os primos, amigos e amantes, em vez de seleccionarem pessoas com nível intelectual e cultural. A decadência das universidades, sobretudo as de ciências sociais e humanas, vai de vento em popa.

a-miopia-moral-da-femea-e-o-assalto-feminista-ao-estado-a-teoria-de-francisco-aguilar

Jorge Duarte Pinheiro, docente e antigo diretor da Faculdade de Direito (em 2014/2015), diz ao DN que o tipo de pensamento expresso neste texto "não é um caso isolado" na instituição. "Há aqui uma escola", embora habitualmente seja "mais subtil", diz ao DN, questionando que "magistrados e advogados vamos ter" com este tipo de formação, para mais numa universidade pública prestigiada. Duarte Pinheiro ressalva que "não se pode tomar a parte pelo todo, nem a maioria dos alunos, nem a maioria dos professores tem esta forma de pensar", mas diz que "quem tem o poder material" na Faculdade de Direito"tem um pensamento anacrónico".

Jorge Duarte Pinheiro adianta que já pediu a demissão do decano coordenador científico do Grupo de Ciências Jurídicas e diretor da revista - António Menezes Cordeiro - e voltou a insistir no pedido. "Normalmente sou ignorado", acrescenta.

A posição deste professor abriu, entretanto, um novo foco de controvérsia na Faculdade, com o grupo de decanos (os professores mais antigos da Faculdade) a emitir um comunicado em que referem que Jorge Duarte Pinheiro emitiu "dentro e fora da Faculdade de Direito de Lisboa uma série de afirmações gratuitamente ofensivas em relação ao Decano da Escola e do Grupo de Ciências Jurídicas".

"Os problemas internos da Faculdade resolvem-se nos seus órgãos próprios, democraticamente eleitos", refere o comunicado, acrescentando que o "debate de ideias, quando oportuno, deve processar-se com elevação universitária e nunca na base da intriga, da injúria ou da difamação".

Como credibilizar os anti-vacinas e os das teorias da conspiração?

 



Durão Barroso nomeado presidente da Aliança Global para as Vacinas

Durão Barroso iniciará funções como presidente do Conselho de Administração da GAVI em janeiro de 2021
Atualmente, Durão Barroso é Chairman e diretor não-executivo da Goldman Sachs International, sediada em Londres.


Tirinhas da Mafalda

 


... e uma de Nagú... Morreu o Quino...











Passeio higiénico em fim de tarde

 


Rowan Atkinson acerca da liberdade de expressão - é isto mesmo

 


"... with the reasonable and well-intentioned ambition to contain obnoxious elements in society, has created a society of an extraordinarily authoritarian and controlling nature. What you might call the new intolerance..."


Quando as pessoas pensam que estão a ser progressistas e contribuem para a decadência das democracias

 


Agora as escolas em Inglaterra estão proibidas de falar no socialismo como uma forma de organização social, com o argumento de serem teorias radicais e extremistas. Este governo, que é de direita, está a usar os mesmíssimos argumentos da esquerda para fazer proibições, só que no espectro oposto. Quando as pessoas da esquerda pedem para que se calem e impeçam de falar aqueles que defendem ideias contrárias às suas, esquecem-se que um dia são os de direita que estão no poder e usam esses mesmíssimos argumentos para calar os da esquerda. 

Este estado de coisas, que se vê na Hungria, na Inglaterra, nos EUA, no Brasil, etc. já cá chegou: Ferro Rodrigues está constantemente a tentar impedir que o Ventura possa falar, em vez de o desarmar de argumentos (porque os da esquerda só têm um argumento que é chamar fascista, o que é patético. Ainda há duas semanas o Ascenso Simão andava aos gritos a chamar fascistas a populares...) e o recente debate sobre a disciplina de cidadania, onde chegam já ao ponto de dizer, 'eu até seria de acordo se não fosse certas pessoas terem assinado o documento' - sendo que os da esquerda não percebem, e julgam que estão a ser muito avançados, que no dia em que gente da direita com elementos do género do Chega chegarem ao governo, proíbem (como agora em Inglaterra) que se ensine certas matérias com o argumento de que são da esquerda radical ou então mudam o programa à disciplina de cidadania e obrigam a que se fale da família tradicional e dos valores da sociedade portuguesa-cristã. Usando exactamente os argumentos que agora a esquerda usa que é chamar os de direita extremistas e radicais.

E tribalizaram o debate: ou estás comigo ou contra mim. Aqui no meu blogzinho, onde digo o que penso e não me identifico com valores e obediências tribais, tanto me chamam direitista radical por denunciar o espírito catequético, pseudo-avant-garde do SE, como me chamam esquerdista radical por dizer que uma das duas pessoas em que considero votar é a Marisa Matias.

Se fosse inglesa envergonhava-me da cena de tirarem o nome de Hume da torre da universidade só porque algumas pessoas negras se ofenderam de ele ser racista: que diabo, quem não era racista nesses tempos? É difícil encontrar um exemplar. Gostava de saber se essas mesmas pessoas advogam que não se homenageie indivíduos negros no caso de terem sido machistas... quem sobrava...? Quem...? 

Uma coisa é retirar estátuas de esclavagistas ou, por exemplo, no futuro, de dirigentes muçulmanos que mandam matar mulheres por serem mulheres, outra coisa é censurarem machistas ou racistas. David Hume não está a ser homenageado por ser racista, como acontece a algumas estátuas do Sul americano onde personalidades são homenageadas por terem lutado para manter a escravatura. O racismo não define Hume ao contrário do esclavagismo que é exactamente o que definia, Robert E. Lee. É preciso pensar um bocadinho e não ir logo com as catanas para cima do adversário.

A mim o racismo e o machismo parecem-me uma desinteligência mas reconheço aos outros o direito de o serem e o que tento é ter um argumento e uma maneira de ser melhores que os deles.

Hoje leio no jornal que na tropa passa a ser proibido dizer, 'porta-te como um homem' ou, 'não sejas maricas' para não ofender gays e mulheres... epá, a sério...? Não sou assim tão estúpida ao ponto de me ofender com essas coisas. Toda a linguagem está carregada de preconceitos: denegrir, mercado negro, latim de cozinha... se me pusesse aqui a enumerar eram milhares de expressões... então não era mais inteligente fazerem uma formação com os dirigentes e explicarem-lhes que certas atitudes e linguagem podem ser mal-entendidas em certos contextos e que devem pensar antes de usar? Estas coisas levam o seu tempo a desaparecer. 

Também hoje vi no jornal que vandalizaram a estátua dos soldados do ultramar em Coimbra e fiquei a saber que fizeram o mesmo ao D. Diniz. Então, nesta escreveram, 'abaixo a monarquia'... não se dão conta que vivemos em República? E na outra, 'porcos assassinos'. Então os indivíduos que foram recrutados para a guerra passaram a ser assassinos? 

O que vejo é muita intolerância própria de falta de valores democráticos a passar por progresso e iluminismo.


Schools in England told not to use material from anti-capitalist groups

Idea categorised as ‘extreme political stance’ equivalent to endorsing illegal activity.

The government has ordered schools in England not to use resources from organisations which have expressed a desire to end capitalism.


Listas dos principais problemas a resolver

 

... por ordem de prioridade. Apenas 5:

- do mundo: 

1. A questão ambiental - recursos e perda de diversidade biológica

2. A questão da desigualdade de riqueza inter e intra-países

3. O excesso de população.

4. A decadência das democracias/ascensão do autoritarismo 

5. Os direitos humanos

------------

- de Portugal:

1.  A questão ambiental - recursos e perda de diversidade biológica

2. A falta de população (este artigo de hoje é muito elucidativo: "Ser pai/mãe é um luxo", Miguel Pinto Luz)
3. A desigualdade de riqueza

4. A corrupção -  decadência da democracia/ascensão do autoritarismo 

5. A decadência do ensino


É caro que cada um dos problemas contém em si mesmo uma série de outros problemas. Esta listagem de problemas leva em conta as consequências imediatas de alguns problemas, como o ambiente que precedem a possibilidade de se poderem atacar os outros, mas também as consequências a longo prazo - há problemas que a longo prazo põem em causa, até soluções já encontradas para os outros problemas, como é o caso da corrupção ou da decadência do ensino.