Professora suicida-se em Castelo Branco. Não aguentou pressão e atirou-se de ponte
Há muitas escolas com o Covid a andar lá dentro, em alunos, em pais e em professores. Depois as escolas, para não se responsabilizarem com coisa alguma mandam as pessoas ligar para a Saúde 24 e seguir instruções. A Saúde 24, se a pessoa não tem sintomas, manda ir trabalhar. Tudo sob um manto de silêncio para parecer que está óptimo. Ninguém quer parecer anti-patriótico, que pelos vistos é a novo normal - se criticas e denuncias não és patriota.
"Preludium i C-dur" - J. S. Bach 🎵
This is one of the best things I’ve ever seen. pic.twitter.com/29zhDnxAZ1
— Robert De Niro ᵖᵃʳᵒᵈʸ (@RobertDeNiroUS) September 27, 2020
I hope the new tools include a mute button & a trapdoor over a pit of alligators that Mexico will pay for. https://t.co/owqQ3LURck
— Mark Hamill (@HamillHimself) September 30, 2020
António Menezes Cordeiro, professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e diretor da revista onde o artigo foi publicado diz que este é um "texto assinado que responsabiliza apenas o seu autor" [não senhor, foi aceite numa publicação da faculdade que se arroga científica, logo quem o aceitou é responsável] e que esta é uma "revista científica de circulação estrita", com critérios definidos para a publicação de textos: " têm que ter nível científico, devem ser autênticos, originais, e ter determinada apresentação gráfica". Exigências que já levaram à recusa de "vários textos".
"Ninguém levou a sério aquela conversa, o texto tinha uma certa densidade cultural, foi interpretado como uma crítica de tipo literário a algum extremismo no setor do feminismo"
"Os decanos da faculdade queixam-se que o pedido de demissão do coordenador científico por parte do ex-director é ofensivo para o grupo das 'ciências jurídicas'. Estes decanos argumentam que o "debate de ideias, quando oportuno, deve processar-se com elevação universitária..."
a-miopia-moral-da-femea-e-o-assalto-feminista-ao-estado-a-teoria-de-francisco-aguilar
Jorge Duarte Pinheiro, docente e antigo diretor da Faculdade de Direito (em 2014/2015), diz ao DN que o tipo de pensamento expresso neste texto "não é um caso isolado" na instituição. "Há aqui uma escola", embora habitualmente seja "mais subtil", diz ao DN, questionando que "magistrados e advogados vamos ter" com este tipo de formação, para mais numa universidade pública prestigiada. Duarte Pinheiro ressalva que "não se pode tomar a parte pelo todo, nem a maioria dos alunos, nem a maioria dos professores tem esta forma de pensar", mas diz que "quem tem o poder material" na Faculdade de Direito"tem um pensamento anacrónico".
"... with the reasonable and well-intentioned ambition to contain obnoxious elements in society, has created a society of an extraordinarily authoritarian and controlling nature. What you might call the new intolerance..."
Agora as escolas em Inglaterra estão proibidas de falar no socialismo como uma forma de organização social, com o argumento de serem teorias radicais e extremistas. Este governo, que é de direita, está a usar os mesmíssimos argumentos da esquerda para fazer proibições, só que no espectro oposto. Quando as pessoas da esquerda pedem para que se calem e impeçam de falar aqueles que defendem ideias contrárias às suas, esquecem-se que um dia são os de direita que estão no poder e usam esses mesmíssimos argumentos para calar os da esquerda.
Este estado de coisas, que se vê na Hungria, na Inglaterra, nos EUA, no Brasil, etc. já cá chegou: Ferro Rodrigues está constantemente a tentar impedir que o Ventura possa falar, em vez de o desarmar de argumentos (porque os da esquerda só têm um argumento que é chamar fascista, o que é patético. Ainda há duas semanas o Ascenso Simão andava aos gritos a chamar fascistas a populares...) e o recente debate sobre a disciplina de cidadania, onde chegam já ao ponto de dizer, 'eu até seria de acordo se não fosse certas pessoas terem assinado o documento' - sendo que os da esquerda não percebem, e julgam que estão a ser muito avançados, que no dia em que gente da direita com elementos do género do Chega chegarem ao governo, proíbem (como agora em Inglaterra) que se ensine certas matérias com o argumento de que são da esquerda radical ou então mudam o programa à disciplina de cidadania e obrigam a que se fale da família tradicional e dos valores da sociedade portuguesa-cristã. Usando exactamente os argumentos que agora a esquerda usa que é chamar os de direita extremistas e radicais.
E tribalizaram o debate: ou estás comigo ou contra mim. Aqui no meu blogzinho, onde digo o que penso e não me identifico com valores e obediências tribais, tanto me chamam direitista radical por denunciar o espírito catequético, pseudo-avant-garde do SE, como me chamam esquerdista radical por dizer que uma das duas pessoas em que considero votar é a Marisa Matias.
Se fosse inglesa envergonhava-me da cena de tirarem o nome de Hume da torre da universidade só porque algumas pessoas negras se ofenderam de ele ser racista: que diabo, quem não era racista nesses tempos? É difícil encontrar um exemplar. Gostava de saber se essas mesmas pessoas advogam que não se homenageie indivíduos negros no caso de terem sido machistas... quem sobrava...? Quem...?
Uma coisa é retirar estátuas de esclavagistas ou, por exemplo, no futuro, de dirigentes muçulmanos que mandam matar mulheres por serem mulheres, outra coisa é censurarem machistas ou racistas. David Hume não está a ser homenageado por ser racista, como acontece a algumas estátuas do Sul americano onde personalidades são homenageadas por terem lutado para manter a escravatura. O racismo não define Hume ao contrário do esclavagismo que é exactamente o que definia, Robert E. Lee. É preciso pensar um bocadinho e não ir logo com as catanas para cima do adversário.
A mim o racismo e o machismo parecem-me uma desinteligência mas reconheço aos outros o direito de o serem e o que tento é ter um argumento e uma maneira de ser melhores que os deles.
Hoje leio no jornal que na tropa passa a ser proibido dizer, 'porta-te como um homem' ou, 'não sejas maricas' para não ofender gays e mulheres... epá, a sério...? Não sou assim tão estúpida ao ponto de me ofender com essas coisas. Toda a linguagem está carregada de preconceitos: denegrir, mercado negro, latim de cozinha... se me pusesse aqui a enumerar eram milhares de expressões... então não era mais inteligente fazerem uma formação com os dirigentes e explicarem-lhes que certas atitudes e linguagem podem ser mal-entendidas em certos contextos e que devem pensar antes de usar? Estas coisas levam o seu tempo a desaparecer.
Também hoje vi no jornal que vandalizaram a estátua dos soldados do ultramar em Coimbra e fiquei a saber que fizeram o mesmo ao D. Diniz. Então, nesta escreveram, 'abaixo a monarquia'... não se dão conta que vivemos em República? E na outra, 'porcos assassinos'. Então os indivíduos que foram recrutados para a guerra passaram a ser assassinos?
O que vejo é muita intolerância própria de falta de valores democráticos a passar por progresso e iluminismo.
... por ordem de prioridade. Apenas 5:
- do mundo:
1. A questão ambiental - recursos e perda de diversidade biológica
2. A questão da desigualdade de riqueza inter e intra-países
3. O excesso de população.
4. A decadência das democracias/ascensão do autoritarismo
5. Os direitos humanos