March 15, 2020

Como horizontalizar a curva do Coronavirus



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WASHINGTONPOST.COM
The early trickle of new coronavirus infections has turned into a steady current. By creating simple simulations, we can see how to slow it down.
The early trickle of new coronavirus infections has turned into a steady current. By creating simple simulations, we can see how to slow it down.

O Coronavirus faz mal aos humanos mas faz bem ao ambiente



Primeiro foi a China, depois a Itália. Passada esta epidemia devia pensar-se em despoluir as indústrias. Em vez de gastar dinheiro a inventar armas podiam gastá-lo neste objectivo.

Coronavirus: Satellite data shows Italy's pollution plummet amid COVID-19 lockdown
The animation, compiled using data from the Copernicus Sentinel-5P satellite, shows a reduction in the north of the country.

Rome locked down northern towns at the centre of Italy's outbreak in late February, before extending it nationwide last week.

“The decline in nitrogen dioxide emissions over the Po Valley in northern Italy is particularly evident," said Claus Zehner, ESA's Sentinel-5P mission manager.



Esta Europa cujos líderes nos falham



Uma vez isto acabado é preciso questionar: como se elegeram estas pessoas, é isto que queremos para o nosso futuro e como se muda este estado de coisas.

The Challenges Facing Concerted Coronavirus Action

In the face of the coronavirus threat, our governments have largely failed us. They have been too slow to recognize the dangers and too slow to act. Once it's over, it will be time to ask some uncomfortable questions.
By Ullrich Fichtner

The "Decameron" by Giovanni Boccaccio, written during an outbreak of the plague in the Middle Ages, is the product of a quarantine. The famous book, almost 700 years old and several hundred pages long, presents a series of scandalous stories told by 10 young nobles who had fled to the countryside from the Black Death in Florence.

The stories are of love and betrayal, perfidy and greed, sin and atonement. They are about fundamental principles, about the kinds of things that we, as humans, are made of. Such things become particularly visible in times of crisis. Such as now.

COVID-19, the illness caused by the coronavirus, isn't the plague, that much we have learned in the past months. But in the coming months, it will nevertheless trigger significant changes in our lives, perhaps dramatic ones. Wealthy countries in Europe will experience shortcomings in their health care systems, with frightening scenes in hospitals, doctors' offices and emergency rooms to be expected. It is entirely possible that doctors, just like on the battlefields of yore, will be faced with decisions about who to treat and who not to treat; who gets oxygen and who does not.

...

Ever since New Year's, when the first small news items began emerging from Wuhan, it was essentially all about mathematics. And about the fact that people tend to either take regulations seriously or ignore them all together, depending on their mood.

That is completely forgivable on an individual level, but governments and states can no longer expect much understanding these days. Their failures in the face of the threat posed by the coronavirus have already become indefensible.

Who, if not our leaders, should have recognized the danger hidden from the very beginning in the reports from China? Who, if not the responsible agencies and institutions in Germany, France, Spain, Italy, Iran, the U.S. and elsewhere should have undertaken everything humanly possible to limit the consequences of this pandemic to the degree possible? They failed to live up to their responsibility.
...
On top of that will come the realization that on this occasion, the differences between Angela Merkel and Donald Trump were quite a bit smaller than usual. Neither of them took the danger seriously enough -- and that even though it had long since become apparent that decisive action was necessary.

If it is true that crisis reveals a person's true nature, then the current one, at least in its early stages, has revealed just how unable we are to show solidarity, at all levels.

Ignorant Recklessness

Reports that face masks and sanitizer was being stolen out of hospitals are shocking. Images of empty pasta shelves and shortages of toilet paper aren't much better. The wholly insensitive and supercilious discussion about alleged mistakes made by China in its battle against the virus has been shameful.

And now that the virus has made its way from Wuhan to Germany, France, Italy, Austria -- indeed everywhere -- now that there is a concrete threat to the lives of a huge number of primarily elderly fellow humans, there are still people happily coughing through their daily lives. People with fevers are sitting down in waiting rooms as though they were completely alone in the world and had the right to ignorant recklessness.

Unfortunately, things aren't much better on the international level. Europe's nation states are in the process of missing yet another chance to fill the European Union with meaning and purpose. Instead of seeing the current situation as one where a coordinated response could be useful, instead of understanding that this virus isn't interested in national borders, European countries are focusing almost entirely on national measures.

Once again, it appears to be every person for themselves. And nobody for the collective.

Just like the EU, the United Nations is proving itself unable to form an intelligible crisis response, even though it should be right in the middle of the fight....
...
Nobody yet knows how this story will end or when it will end. Boccaccio's "Decameron" closes with the return of the 10 young men and women to Florence. They told their stories over a period of 10 days. This time around, most of us will have more time than that.


Cá está: tomam decisões de senso comum ouvindo nomeados políticos e ignoram os especialistas



Colocar filhos dos profissionais da saúde na mesma escola é uma bomba-relógio, alerta dirigente da Ordem dos Médicos


Governo anunciou hoje que vai estar uma escola aberta por agrupamento para que profissionais de saúde e agentes de segurança tenham onde deixar os filhos. Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos escreveu à ministra da Saúde a apelar ao bom senso. Carlos Cortes diz que medida põe crianças em risco e pode ser uma calamidade para a resposta à epidemia.
O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos escreveu esta tarde uma carta à ministra da Saúde a alertar para o perigo de colocar filhos de profissionais de saúde na mesma escola, a solução apresentada pelo Governo para que as famílias em que os dois cônjuges sejam médicos e enfermeiros, auxiliares e farmacêuticos, mas também bombeiros e agentes de segurança possam continuar a trabalhar a partir desta segunda-feira, quando passam a estar encerradas as escolas em todo o país e é esperado um aumento exponencial dos casos de infeção por Covid-19. “As nossas crianças não”, apela Carlos Cortes, que além de considerar a medida injusta no plano humano e um risco para as crianças, alerta para o perigo de a decisão vir a comprometer ainda mais a resposta à epidemia de Covid-19. “Já pensou na calamidade que pode criar se um destes pais, por contacto com um doente no hospital ou no centro de saúde, transmite a doença a um filho seu, esse aos seus colegas na escola e depois esses aos seus pais, aos professores…? Já pensou que poderia pôr de quarentena centenas de profissionais e de pessoas com esta ideia irracional? Que está a criar vítimas desnecessárias? Porquê esta segregação?”, questiona Carlos Cortes, que divulgou publicamente o apelo dirigido a Marta Temido, onde pede à ministra da Saúde que não crie uma bomba-relógio.



A solução já tinha sido criticada pelos sindicatos e para já não houve nenhuma alteração veiculada pelo Ministério da Saúde. Esta tarde a ministra da Saúde reconheceu que todos têm direitos, mas apelou à mobilização dos profissionais no momento expecional que o país atravessa, frisando que Portugal entrou numa fase de aumento exponencial de casos de Covid-19.

Carlos Cortes traça duras críicas à atuação do Governo nos últimos meses, acusando o ministério de ter sido negligente numa fase inicial da pandemia, e denuncia que já se está a viver uma situação de caos nos serviços. “Perante a coordenação desta crise que tem liderado, permitiu que os profissionais de saúde ficassem sem equipamentos de proteção, sem luvas, sem soluções alcoólicos e sem testes de diagnóstico. Nem vou enumerar o caos assistencial que estamos a passar, porque quero ter esperança que se venha a melhorar quando os procedimentos e circuitos forem aperfeiçoados”, lê-se no texto publicado online. Carlos Cortes considera positivas as medidas tomadas nos últimos dias, mas apela ao ministério da Saúde que recue nesta decisão. O médico defende que os profissionais nestas circunstâncias sejam autorizados a revezar-se para que um dos pais possa ficar com os filhos, antecipando um cenário em que isso será necessário por exaustão. Contactado pelo i, Carlos Cortes defendeu que esta deve ser a solução. Até ao momento não houve resposta da tutela.

Sermos governados por irresponsáveis assusta-me mais que o vírus II


Entra toda a gente a pelas fronteiras terrestres, pelas aéreas só pontualmente se monitoriza as pessoas... mas este governo não aprende? São turistas, são pessoas a fugir de Madrid...

Sermos governados por irresponsáveis assusta-me mais que o vírus



Gozaram com a doença, influenciaram muitos a desvalorizarem-na com os consequentes comportamentos irresponsáveis que alguém vai pagar com a sua vida.
Os especialistas da OMS dizem que há razão para alarme e os tolos dos governantes negam só porque lhes dá jeito sem pensar nas consequências.
Que muita gente não pensa e precisa de muita, muita evidência, para perceber o perigo, isso sabemos, agora que esses sejam a maioria no governo, isso assusta.
Hoje lemos nos jornais que os profissionais de saúde não têm máscaras ou luvas para lidar com os doentes porque os incompetentes que nos governam arrecadam todo o dinheiro dos impostos para a banca e primismo em vez de pensarem no país e nem sequer são capazes de repor stocks de produtos essenciais.
No ano passado, se bem nos lembramos, andavam a chamar selvagens aos enfermeiros para lhes negarem uma carreira.
Tenho medo que estes governantes façam mais mal que o vírus.

Governo a reboque da sociedade civil

Eduardo Cintra Torres

A irresponsabilidade de Graça Freitas, Torgal, Marcelo e Costa foi valentemente contrariada.

Em 14 de Janeiro, a Organização Mundial da Saúde atribuiu o nível de alerta. No dia seguinte, Graça Freitas, directora-geral da Saúde, disse que era "um bocadinho excessivo", que "não há grande probabilidade de chegar um vírus destes a Portugal", "não se transmite de pessoa para pessoa". O chefe de Estado e o primeiro-ministro andaram em risotas nos hospitais a falar com infectados. Noutra acção de propaganda, o governo organizou um evento mediático no Aeroporto de Beja.

O presidente fez brincadeiras com os seus beijos e abraços. Podendo estar infectado, fechou-se em casa (fez bem), mas fez palhaçada à varanda para o país. Em 28 de Fevereiro, o porta-voz do Conselho Nacional de Saúde Pública (CNSP), Jorge Torgal, declarou que o COVID-19 não é grave, que "é menos perigoso do que o vírus da gripe", que "existe um pânico completamente desproporcional à realidade" e que não mudou "absolutamente nada na sua vida". A 12 de Março, o CNSP opôs-se ao fecho das escolas e museus. Na quinta-feira, o governo decidiu manter as escolas abertas até amanhã.

O primeiro-ministro, com medo político de tomar decisões firmes, foi adiando, escondendo-se atrás da opinião dos "técnicos" como Jorge Torgal. Tarde e a más horas, contrariou a recomendação criminosa do CNSP e anunciou as primeiras medidas sérias dizendo tratar-se da "luta pela nossa sobrevivência". Quem o visse na galhofa com Marcelo no hospital! Quem o ouvisse escudando-se na opinião dos "técnicos"!

A irresponsabilidade de Graça Freitas, Torgal, Marcelo e Costa durante semanas foi entretanto valentemente contrariada no mesmo período por câmaras municipais, pela Igreja, universidades e escolas (em alguns casos pelos seus directores, incorrendo em desobediência), pelas instituições do futebol, empresas, organização de eventos, pelos media e por milhões de cidadãos. A sociedade civil antecipou-se em dias ou semanas aos ‘responsáveis’ nacionais políticos e de Saúde.

Só na quinta e sexta-feira o discurso político mudou, com Costa e a conferência de imprensa da inevitável Freitas, já não com a fraca Temido, mas com a sua secretária de Estado. Mais factuais e menos verborreicas, em vez de atacarem os media, como fizeram dias antes Freitas e Temido, agora elogiaram-nos, acertando por uma vez: foram os media jornalísticos que, desde Dezembro, informaram correcta e sistematicamente os portugueses, ao contrário dos responsáveis políticos e de Saúde.

Vivemos uma situação excepcional. Infelizmente, nesta hora extraordinária não tivemos dirigentes políticos e na Saúde à altura. Uma vez mais, o povo revelou-se melhor do que a elite.

Enquanto o mundo está ocupado com o Coronavirus


Putin passa a Rússia de democracia a autocracia.

Putin assina lei que permite a sua continuidade no poder após 2024

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou este sábado a lei sobre as emendas constitucionais que permite que se mantenha no poder após 2024, ao conceder-lhe o direito de concorrer à reeleição.

Na prática, as emendas abrem a Putin a possibilidade de permanecer no Kremlin até 2036, ao quebrar as atuais regras sobre impossibilidade de reeleição após o cumprimento de dois mandatos de seis anos.

Compras e vendas de pareceres



Aeroporto do Montijo: Fundadores da Quercus demarcam-se

Sete fundadores da associação ambientalista Quercus criticam posições da associação a propósito do aeroporto do Montijo

Na sequência das declarações do ex-presidente da Quercus admitindo como solução possível o aeroporto do Montijo, os fundadores daquela associação ambientalista reuniram-se em Braga e emitiram um comunicado demarcando-se da actual orientação e intitulado “não foi para isto que fundámos a Quercus”. Em finais do ano passado Paulo do Carmo tinha-se referido ao parecer favorável condicionado dado pela Agência Portuguesa do Ambiente ao projectado aeroporto como algo que poderia, apesar de tudo, ser positivo.

Selvagem, demasiado selvagem



Republica Moldova

Madrugações
















Philosophy Matters

March 14, 2020

Livros lindos de comer à trinca 🙂



Mira calligraphiae monumenta (The Model Book of Calligraphy, 1561-1596), the result of a collaboration across many decades between a master scribe, the Croatian-born Georg Bocskay, and Flemish artist Joris Hoefnagel. In the early 1560s, while secretary to the Holy Roman Emperor Ferdinand I, Bocksay produced his Model Book of Calligraphy, showing off the wonderful range of writing style in his repertoire. Some 30 years later (and 15 years after the death of Bocskay), Ferdinand’s grandson, who had inherited the book, commissioned Hoefnagel to add his delightful illustrations of flowers, fruits, and insects. Text in Latin. Watercolors, gold and silver paint, and ink on parchment.


olha este tão amoroso com a lagarta da fruta, a mosca, a borboleta, a minhoca... são os predadores da fruta.


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Olha o disparate


Alguém comprou 400 pudins... espera-se que tenha açambarcado muito papel higiénico... just saying 🤣 🤣 🤣


A ministra da saúde diz que não estamos preparados


Faça a sua parte sff. A senhora e o seu chefe Costacenteno que acordaram tarde demais e com os hospitais depauperados por cortes cegos.
Nós fazemos a nossa parte, mas se continuam a importar turistas de zonas vermelhas sem controlo à entrada nada do que fizermos serve para alguma coisa.

"Hoje, tal como ontem, aterram em Lisboa 10 voos provenientes de Madrid. No Porto são 8! Precisamos agir urgentemente pois Madrid é o caso mais descontrolado na Europa actualmente."
(Antonio Jose De Menezes)


Porque é que Singapura e Japão são um êxito no travão ao Coronavirus


Mike Ryan, the World Health Organization's head of emergencies.

Opinião do médico chefe das urgências do Hospital Pompidou



Isto do Coronavirus é como as baratas e os ratos, quando se vê um é porque há 30 escondidos...

Because poetry IV






Because poetry III



“Being Irish, he had an abiding sense of tragedy, which sustained him through temporary periods of joy.”

― W.B. Yeats


“Being Irish, he had an abiding sense of tragedy, which sustained him through temporary periods of joy.” ― W.B. Yeats
via pearl-nautilus

Because poetry II


No, my soul is not asleep.
It is awake, wide awake.
It neither sleeps nor dreams, but watches,
its eyes wide open
far off things, and listens
at the shores of the great silence.

- Antonio Machado

Because poetry






Joseph Brodsky, um poeta russo que foi preso aos 24 anos, acusado do crime de escrever poesia: ser um parasita sem emprego regular, um escritor de coisas inúteis, nas palavras dos acusadores. Ficou preso apenas umas semanas porque uma onde de personalidades juntou-se para pressionar a libertação dele, ou melhor, não propriamente dele que era um desconhecido, mas do poeta, da poesia. A libertação da poesia.

Um excerto do interrogatório dele, tal como vem citado na biografia da autoria de Lev Loseff, Joseph Brodsky: A Literary Life:


Judge: What is your profession?
Brodsky: Poet. Poet and translator.
Judge: Who said you were a poet? Who assigned you that rank?
Brodsky: No one. (Nonconfrontational.) Who assigned me to the human race?

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To Urania

To I.K.

       Everything has its limit, including sorrow.
       A windowpane stalls a stare. Nor does a grill abandon
       a leaf. One may rattle the keys, gurgle down a swallow.
       Loneless cubes a man at random.
       A camel sniffs at the rail with a resentful nostril;
       a perspective cuts emptiness deep and even. 
       And what is space anyway if not the
       body's absence at every given
       point? That's why Urania's older sister Clio! 
       in daylight or with the soot-rich lantern,
       you see the globe's pate free of any bio,
       you see she hides nothing, unlike the latter. 
       There they are, blueberry-laden forests,
       rivers where the folk with bare hands catch sturgeon
       or the towns in whose soggy phone books
       you are starring no longer; father eastward surge on
       brown mountain ranges; wild mares carousing
       in tall sedge; the cheeckbones get yellower
       as they turn numerous. And still farther east, steam dreadnoughts
                                                       or cruisers,
       and the expanse grows blue like lace underwear.

1983, translated by the author.