May 05, 2020

Quando um governo ocupa todo o espaço político e económico do país que democracia é esta?



Paulo Morais: Urgência imperiosa ou favorecimento imperdoável?

O ajuste directo foi justificado por "urgência imperiosa". Mas o prazo da "urgência imperiosa" é de 268 DIAS!!! Máscaras serão entregues em 2021!

Urgência imperiosa ou favorecimento imperdoável?
Paulo de Morais

Covid times solutions




May 04, 2020

J'ai dit à mon coeur [Alfred de Musset]




L'isolement - Poème de LAMARTINE




Poesia ao anoitecer



Entardece e aqui da minha janela é uma tela em tons pastel




Coronavirus Li Wenliang - discordâncias



Não estou de acordo com esta maneira de pensar e parece-me que fizemos bem em não seguir o caminho da Suécia e de outros países que optaram por não fazer nada a não ser recomendar cuidado.

A Suécia, por exemplo, que tem menos habitantes que nós -e é um país muito rico e com condições excelentes- tem quase o triplo de mortes das nossas e não está muito longe do número de mortes da Turquia, com 88 milhões de habitantes. Mesmo levando em conta que a informação dos números turcos pode não estar correcta, é uma diferença abissal. Na Turquia decretaram confinamento muito cedo e muito apertado.

A Austrália que tem a mesma população que a Espanha tem 95 mortos e a Nova Zelândia que tem metade da nossa população tem 20 mortos: outro país que desde muito cedo impôs medidas de confinamento apertadas. A Coreia do sul, outro país que impôs medidas muito apertadas de confinamento, tem 252 mortos, apesar de ter o mesmo número de habitantes que nós.

Os países que se relaxaram ou que deixaram o vírus 'varrer o país', como dizia o outro, sacrificaram a vida de muitas pessoas, e não foram apenas os velhos, muitos velhos. Foram os mais pobres, os que têm menos condições de se proteger.

Por conseguinte, penso que fizemos bem em não ir por esse caminho e até me parece que o fizemos um bocadinho tarde - veja-se o número de mortes por milhão de habitantes e o número de médicos, enfermeiros e outro pessoal hospitalar infectado, doente e falecido.

Quem optou por não jogar com a roleta russa e decretou medidas cedo, deu tempo a que se encontre uma vacina, agora no Verão e Outono; deu tempo a que se reconvertessem alguns indústrias para o fabrico de máscaras e outros materiais de protecção e evitou que muitos médicos, enfermeiros e outro pessoal que trabalha em hospitais entrassem em colapso físico e mental, como se viu em Itália, Espanha, Inglaterra, EUA, França, onde a certa altura os hospitais tratavam de pessoas na rua e os médicos iam para o trabalho com sacos de plástico e aventais de jardineiro.

Talvez isso pareça pouco aos privilegiados da vida que podem estar em tele-trabalho, a receber salário ou até a lucrar com a pandemia, mas a mim -que nesse sentido (não o de lucrar com isto, mas o outro) também sou uma priviligiada- parece-me muito, isso de pensar no direito dos outros à vida.

Pode ser até que não se produza uma vacina antes do próximo Inverno, o que seria uma pena, mas pelo menos tentámos e não jogámos à sorte e ao azar com a vida dos outros, sabendo nós que esses outros, na maioria, são os que menos condições têm para se proteger, enquanto nos resguardávamos.


Já é tarde para o País ganhar imunidade à Covid-19", diz médico infecciologista

Jaime Nina avisa que Portugal pode ter problemas numa segunda vaga da pandemia.

Coisas assustadoras, sobretudo num momento em que estamos sem oposição



As secretas 'ajudarem'... análise prospectiva de ameças... e eles é que dizem a 'verdade' do que se passa.

Senhores dos partidos de oposição, ainda vivos, travem estas tendências autoritárias de termos as secretas a pensarem-se portadores da verdade, a vigiar as pessoas, a declará-las uma ameaça, sff!


O Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República (CFSIRP) defendeu esta segunda-feira que as "secretas" podem ajudar no "alerta" a "sinais pandémicos", como a covid-19, e na "análise prospetiva da ameaça".


O primeiro, "a deteção muito precoce pelo radar da observação permanente", e "desde logo a partir de informação open source (fontes abertas) de sinais pandémicos, lá onde eles despontem" e depois "a análise prospetiva da ameaça potencial", dando aos "decisores de políticas públicas" a "verdade do que se passa".

Ilusionistas. Não sei porque mentem sempre...



... não é verdade que as pessoas andem todas de máscara (da minha janela não vejo quase ninguém de máscara e diz-me quem sai à rua que é igual em todo o lado), que pratiquem o distanciamento físico (como aliás se viu nas imagens da manifestação que a CGTP organizou dando o exemplo do que não se deve fazer - agora leio contorcionistas da dialéctica marxista a justificar o injustificável de se ter criado uma excepção que toda a gente viu que foi um favor [mais um] contra as regras que os próprios impuseram aos outros, por questões meramente ideológicas - este comportamento da CGTP é uma chave para a compreensão do que é o PCP: a ideologia vale mais que as pessoas físicas, com existência e problemas reais) e que tenham civismo.
Mas nos jornais tudo se passa como se fossemos um exemplo para o mundo.
Entretanto já morreram 1043 pessoas. Não estamos longe de dobrar o número de pessoas que diziam que iam morrer no país, que era de 700. E dizem que o pico da pandemia foi em Março, o que é difícil de acreditar com estes números.
Em suma, é difícil acreditar no que seja que venha publicado em certos pasquins.

Entretanto li hoje que cada vez mais o PDS se distancia do PS em intenção de votos. Portanto, estamos à mercê do partido do governo, que vai atirando uns ossos aos parceiros de geringonça, como este da manifestação do 1 de Maio, para que ladrem ainda menos do que têm feito. E eles aceitam a abanar os rabinhos de satisfação, fazendo mercância com a defesa real, dos interesses reais e não virtuais de quem trabalha. 
Oposição: zero. Espaço mediático todo ocupado pelo governo e seus sicofantas e moços primistas.

É como digo: tenho muita esperança nas soluções dos cientistas para os problemas e zero na capacidade dos políticos perceberem alguma coisa sobre o que tem que ser feito.


Portugueses regressam à rua: devagar, “com civismo” e de máscara

A partir desta segunda-feira, os portugueses podem recuperar a “normalidade possível” e regressar à rua — mas com cuidados. Em Portugal, de acordo com os últimos dados, registavam-se 25.282 casos positivos e 1043 mortes.

Este dia estava a correr tão bem...



E de repente desatou a correr mal e agora corre tudo mal. Só acontecem coisas más, más notícias e também as pessoas não são sérias.


Vou ali inventar um almoço com uma couve coração que deixei a secar 🥬




Coronavirus Li Wenliang - a memória é curta



Repare-se que 'saudar' significa, etimologicamente, desejar saúde.


Uma horinha de Handael por dia nem sabe o bem que lhe fazia



Handael é um compositor preferido. Tão optimista e sempre requintado.
A Water Music de Handael é óptima para levantar o moral: energética, mas elegante, larga, majestática e gloriosa, como convém a uma música de reis.




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daqui:


2 minutos de Handael por dia nem sabe o bem que lhe fazia




Diário da quarentena 50º dia - meia centena de dias - do passado vêm outras experiências de quarentena pestífera





Good morning pandemic word















Sainjargal Munkhbayar