May 20, 2020

Saudades



Para quando...?

Alex Colville - Swimmer (1962)

Which quarantine philosopher are you?



http://dailynous.com/2020/05/19/ad-hoc-20/

Praia da Ribeira Grande nos Açores



De facto, assim que os humanos desaparecem de cena os outros animais proliferam num ápice. Nunca tinha visto tanta caravela portuguesa nem sabia que era possível juntarem-se assim aos molhos.




Quercus - ANCN

Hipnos



Tão elegante o voo do pássaro. Prepara-se para sobrevoar a terra e o mar a tocar a testa dos cansados até que adormeçam, como hipnos? Mas as asas lembram a Niké. Talvez seja um hipnos vitorioso.


Moises Levy



😴 Hypnos was the ancient Greek god of sleep. 

This 2,000-year-old Roman sculpture is based on an ancient Greek original.

Dois minutos e meio de leitura - entrada 722 do dicionário de José Roquete



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Não percebo porque é que medir a temperatura nas escolas é atentar na protecção de dados



Hoje em dia, sempre que entro num hospital ou consultório médico, medem-me a temperatura. Acho normal, aceitável e até desejável e não sinto que alguém esteja a violar os meus direitos e liberdades por causa disso. Sabendo nós que a temperatura é um dos indícios da doença e estando numa situação em que temos de minimizar as possibilidades de contágio, parece-me uma medida razoável. Como é que viola a privacidade? A privacidade de quê? De poder andar por aí doente a infectar outros sem ninguém saber?
Não é o mesmo que lerem as mensagens do telemóvel ou saberem onde estamos, com quem falamos, o que fazemos, etc.

Talvez esta pandemia tenha como consequência positiva iniciar uma consciencialização acerca da responsabilidade que temos uns para com os outros na área da saúde.
Parece-me que depois desta pandemia ter mostrado os estragos que anos e anos de cortes fizeram na saúde, terá que se investir mais na área: na universalização, eficácia e facilidade de procedimentos preventivos - melhorar os rastreios, quer dizer, torná-los mais eficazes, inofensivos, autónomos e baratos, de maneira que a pessoa possa fazê-los sozinha em casa em vez de ter que ir para hospitais. Torná-los tão simples como um termómetro que mede a temperatura. Achava interessante que essa fosse uma nova área de trabalho da biomedicina ou lá como se chama.

Hoje em dia todos nós temos um termómetro em casa, sabemos medir a temperatura e o que fazer para baixar a febre e isso evita muitos contágios, doenças, idas a hospitais, etc. Uma rotina impensável há 100 anos quando uma febre vulgar matava pessoas.

Descartes considerava a saúde, et pour cause, a medicina, uma das três ciências que saiam directamente da Física, o tronco da árvore do conhecimento, cujas raízes (os fundamentos) são, a Metafísica. É que ele considerava a saúde como sendo fundamental à manutenção de um intelecto são e robusto.

Hoje perguntei aos alunos do 12º como foi a experiência do regresso às aulas. Estranho mas seguro, disseram. Estranho porque estamos de máscara, a professora de viseira e a escola parece um hospital, com desinfectante por todo o lado e muito silêncio - mas sentiram-se seguros, exactamente por causa dessas novas maneiras de estar que, por ora, têm que ser.

Medir temperatura dos alunos põe em causa “protecção de dados pessoais”


No regresso às aulas presenciais, algumas escolas estão a medir a temperatura dos alunos à entrada das instalações. Comissão Nacional de Protecção de Dados alerta que se trata de “um dado relativo à saúde, cujo tratamento está por regra proibido”.


Sabe-la toda kkkk



Os espanhóis, então, estão feéricos com esta fotografia do presidente na fila do supermercado e não param de comentar esta imagem com elogios.
MRS sabe-la toda: como ser popular e garantir a próxima eleição sem gastar dinheiro nem nada? kkkkkk  
Costa já tentou esta estratégia -lembram-se da ida ao frango num autocarro?-, só que não tem a naturalidade de MRS que está nisto dos beijinhos, abraços e andar no meio do povo como peixe na água. Ele foi professor e era um professor popular de modo que isto é o seu playground.
Tenho a certeza que muitos políticos invejarão esta naturalidade dele no meio do povo porque vale milhões e milhões e substitui qualquer campanha publicitária com enorme proveito.


Como esta pandemia expõe os perigos da versão predatória de capitalismo que tem crescido sem parar



A versão predatória de capitalismo que temos visto espalhar-se como um polvo, substitui a competência por poder unilateral, os especialistas pelos pares, promove a mediocridade, a falta de respeito pelos direitos humanos, a desigualdade e um discurso darwinista para justificar a desigualdade, a concentração de poderes em detrimento da transparência, da partilha de decisões, despreza o conhecimento e enaltece o dinheiro.
Ora, a finalidade das universidades não consiste em fazer dinheiro. Na universidade em causa neste artigo -a Johns Hopkins-, as quase três dezenas de administradores (quase todos da área das finanças) recebem muito mais que todos os funcionários reformados a quem cortaram agora os fundos.

Apesar de ser uma universidade onde a investigação e a preparação para problemas como esta pandemia estão no topo (milhões de pessoas guiam-se pelos seus dados), a administração, ao contrário dos seus professores e investigadores, não se deu ao trabalho de se resguardar e preparar para uma eventualidade destas, o que é irónico, mas trágico, também.

Uma universidade com um orçamento de 6 mil milhões e ao fim de um mês de pandemia faz cortes drásticos nas pensões dos reformados.
Quando se põem pessoas de vistas curtas que operam para o curto prazo e para o lucro imediato a gerir instituições que operam para o longo prazo e para o desenvolvimento do conhecimento, tarefa que necessita de estabilidade e anos de investigação, necessariamente o resultado só pode ser a decadência e a corrupção -no sentido biológico do termo- do sistema e das suas virtudes.



When University Leaders Fail

The pandemic reveals ineptitude at the top. Change is needed.
François Furstenberg is a professor of history at Johns Hopkins University.

How does a university with a $6-billion endowment and $10 billion in assets suddenly find itself in a solvency crisis? How is one of the country’s top research universities reduced, just a month after moving classes online, to freezing its employees’ retirement accounts?
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For years, the AAUP and other faculty critics have wrung their hands as norms of shared and deliberative governance disappeared, replaced by the consolidation of administrative power in the hands of corporate executives. With little appreciation for transparency or inclusiveness, and little understanding of the academy’s mission, these managers increasingly make decisions behind closed doors and execute them from above.

For those who have bemoaned these trends, the coronavirus crisis is a moment of truth — confronting us with the consequences of these transformations.

Consider the process that led to Johns Hopkins’s decision to freeze employee retirement contributions, which came as a surprise to nearly everyone affected. In his announcement, the president explained that the decision had been taken after consultation "with our trustees, deans and cabinet officers, and a subcommittee of the Faculty Budget Advisory Committee." There was no mention of consulting employee unions, staff associations, or other institutions of faculty governance. There was no mention of possible alternatives, or of careful, deliberative assessments about who should bear the financial sacrifices. Certainly, there were no meaningful faculty votes. (The faculty budget committee is composed of a small number of members hand-picked by administrators, and lacks formal authority.)

This decision-making process followed a series of measures taken over the last decade in the pursuit of what the university’s leadership has called a One University policy. During that time, financial and administrative authority has been centralized under the president and his highly paid advisers. Major decisions are made in the president’s "cabinet," a body comprising more than a dozen vice presidents and other senior advisers.

The president’s cabinet is a curious body — one that has proliferated throughout higher education, as the values of corporate America infiltrate university administrations. One would hardly think, based on the cabinet’s makeup, that it comprises the senior leadership team for an eminent research university. It looks much more like the C-suite at a public corporation, with two senior vice presidents, 12 vice presidents, an acting vice president, a vice provost, a secretary, and three senior advisers. Of the vice presidents, it seems that only the provost has significant classroom and research experience. Good as he is, he can hardly provide a counterweight to the rest of the cabinet members, who mostly have government, business, finance, or law backgrounds. Collectively, the number of J.D.s and M.B.A.s far exceeds the number of Ph.D.s.

According to the latest available public information, from 2018, the university’s president earned $1.6 million in salary plus $1.1 million in deferred and other compensation for a total of $2.7 million. That tidy sum doesn’t include the money he receives for serving on other boards, including the $310,000 he received that year from T. Rowe Price — whose chief executive happens to serve on the Johns Hopkins Board of Trustees.

But the president is hardly alone. That same year, the university’s senior vice president for finance earned $1.2 million, its vice president for development made over $1 million, the vice president for investments made over $950,000. Even the president’s chief of staff earned over $670,000. Although he earns a salary high in the six figures, the provost, ostensibly in charge of the university’s academic mission, did not rank even in the top 10 earners at the university.
...
People are told to set aside money to cover six months of expenses in case of emergency. It took just one month for Johns Hopkins to launch its dramatic cuts.

Today, university endowments all too often function like giant casinos, putting more than 75 percent of their capital in risky and illiquid assets.
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Johns Hopkins does not publicly reveal its investments. Available IRS filings do, however, show that over nine years it paid more than $88 million in fees to an investment firm whose founder formerly served as chair of the university’s board.
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University hospitals now operate as money-generating conglomerates, rather than for research, teaching, and public health. Degree programs are converted to branded and outsourced revenue machines staffed by subcontracted labor. Faculty research is valued for its potential to be monetized and commercialized. In short, our leaders have lost sight of an essential truth: A university exists for values different from those that dominate the for-profit world. A university governed by long timelines and long-term thinking grows conservatively and cautiously and prepares itself prudently for potential crises. If you turn a university into a giant corporation, on the other hand, it will rise and fall with the business cycle.




A geometria do espaço




Ceiling detail- Sammezzano Palazzo, Tuscany. c.1880.

May 19, 2020

Djesus! Ainda nos queixamos cá da Graça Freitas da DGS



Não percebo, mas hoje em dia não há estabilidade nos profissionais. Não sei, sempre houve gente menos inteligente que tirava cursos e ocupava cargos por cunha, mas eram uma minoria. A maioria saia das universidades com uma formação sólida. Agora há uma disparidade muito grande e essas pessoas estão disseminados por tudo quanto é cargo. Isto deve-se a terem transformado os cursos em bolonheses e com isso terem baixado grandemente a qualidade dos cursos. É aflitivo. Agora ando muito em hospitais e conheço muitos médicos e tanto encontro uns fenomenais como outros que nem percebo se andaram à escola como se costuma dizer. Este aqui é desses.


#FreeAssange




isto é só rir



Há um mês e meio até me chateei aqui porque o secretário de Estado defendia que o 3º período não era sequer para dar conteúdos, quanto mais avaliar, era só para irmos entreter os alunos. Esta semana vomitaram cá para fora um documento chamado, Roteiro Princípios Orientadores para uma Avaliação Pedagógica em Ensino à Distância nas Escolas e documento enquadrador “Importância da Avaliação Pedagógica em Ensino a Distância (E@D)” - são páginas e páginas de texto e tabelas com a importância da aprendizagem e princípios de rigor de avaliação... isto porque só há pouco tempo perceberam que a pandemia pode estender-se e com ela, as medidas de distanciamento... de mês em mês mudam radicalmente o discurso, os papéis, as ordens... daqui a um mês e meio, se calhar, às portas de começar um novo ano lectivo, desvomitam este vomitado e substituem por outro...  gostam é de fazer muitos papéis e se possível, cheios de exortações morais e obrigação de preencher papéis e relatórios e sermos o deus dos alunos, mas depois desprezam-nos porque não os adulamos e no fim, temos que engolir os vomitados todos.

Censura. Como isto já vai



The anti-government song, called Your Pain is Better than Mine, topped the charts but was then removed from the radio station's website.

Cá, li hoje no jornal i que censuraram o programa da Ana Leal. Aproveitaram a pandemia e estar tudo distraído e tiraram-no do ar, porque não agrada às pessoas do governo que ela investigue, denuncie e faça perguntas. Iremos a caminho da Polónia e qualquer dia só as músicas e as festas do PC, do PS e do BE são permitidas?

Ainda o ano lectivo não acabou e já os ratos aparecem no convés



... com uma conversa encomendada que começa por dizer que os professores não prestam para nada. Este título é enganador, pois o artigo começa por dizer que os professores vão ter que deixar se ser pessoas que formam robots de segunda categoria... robot és tu, pá! ... e se fosses encher-te de pulgas e voltasses para o pardieiro de onde saíste? Chiça! às oito da manhã batem palmas e às seis da tarde ofendem e chamam nomes. Mais sabemos nós que estes fulanos da OCDE, hoje em dia andam a soldo e desfiam uma cassete. Mas andam sempre nas primeiras páginas dos jornais a dizer, 'coisas'.


Touche pas à ma haine - Peggy Sastre



Este artigo é interessante, embora se possa não concordar com algumas afirmações.


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Para quem trabalha com palavras, livros e afins



Redescobri este post cheio de links

  • DeltCi – Dicionário Eletrônico de Terminologia em Ciência da Informação;
  • Definr – Incredibly fast dictionary;
  • Lexikon – iDicionário Aulete.
  • ODLIS: Online Dictionary for Labrary and Information Science;
  • Wordfind – site para identificar anagramas;
  • Biographical Dictionary – Breves biografias com nome, profissão e datas de nascimento e morte de 28 mil personalidades;
  • Biography.com  – Biografias de 25 mil personagens históricos e do presente, contendo a data de nascimento de cada um deles;
  • Bushido Online – Apresenta um glossário com termos relacionados às artes marciais; bushido significa à maneira do guerreiro;
  • Encyclopedia.com – Apresenta 57 mil verbetes da sexta edição da Columbia Encyclopedia. Links levam a textos de revistas e jornais e a ilustrações;
  • Encyclopedia Mithica – Especializado em mitologia, este site define deuses, seres supernaturais, monstros e outras lendas;
  • Fact Monster – Almanaque, atlas, dicionário e enciclopédia em formato adequado para crianças. Em inglês;
  • Instrument Encyclopedia – Interessante iniciativa, com fotos e explicações sobre instrumentos de todo o mundo;
  • Internet Archive – Dedicado a registrar a evolução da Internet, este catálogo já possui mais de 10 bilhões de páginas;
  • Information Please – Reúne almanaques sobre áreas variadas, como ciência, esportes e história;
  • Mithos – Em português, traz personagens mitológicos africanos, árabes, greco-romanos, entre outros;
  • Ponteiro – Fácil de usar, este guia indica fatos importantes que aconteceram em cada dia do ano;
  • Quotations Page – Reúne cerca de 18 mil citações de 2.300 romancistas, pensadores e políticos, organizadas por autor ou assunto;
  • Skeptic’s Dictionary – Apresenta crenças e ideias fornecendo dicas de como pensar criticamente sobre elas; 
  • Symantec Security Response – Enciclopédia de vírus digitais e alarmes falsos. Oferece dicas de como identificá-los e precaver-se;
  • Symbols.com – Mostra e explica mais de 2.500 símbolos, de ideogramas da Antiguidade ao ejetar do videocassete;
  • The Devil’s Dictionary – Discorre sobre os termos relacionados com uma visão politicamente incorreta. O texto original foi escrito em 1911;
  • Webopedia – Dicionário de informática e tecnologia da informação que também indica links para obter mais informações;
  • Acronym Finder – Oferece o significado de siglas e acrônimos, principalmente em inglês;
  • Allwords.com – Procura palavras pelo início ou pelo fim em inglês, holandês, francês, alemão, italiano e espanhol;
  • Dicionário de Gírias – Organizado por edições, este site explica termos da linguagem oral e abre espaço para internautas contribuírem com novos vocábulos;
  • Dicionário Libras – Reúne animações ensinando a realizar cerca de 700 gestos da linguagem brasileira de sinais;
  • FreeTranslation.com – Traduz, rapidamente, textos de até 10 mil caracteres e páginas da Internet;
  • Dictionary.com – Dicionário e tesauro de inglês, bastante completo, com conteúdo de 11 fontes;
  • Michaelis – Dicionário de língua portuguesa, útil também para compreender algumas regras ortográficas;
  • OneLook – Afirma ser capaz de localizar mais de 6 milhões de termos em 954 dicionários catalogados;
  • Wordsmyth – Encontre palavras por aproximação. Este dicionário possui versão para crianças, que indica palavras relacionadas;
  • YourDictionary.com – Além de definir termos em inglês, traz indicações de centenas de dicionários de outros idiomas.
  • Linguee – Dicionário para diversos idiomas
  • DicSiglas –  Dicionário de siglas, abreviações, termos e expressões


dos alunos



Hoje tive uma aula/sessão com uma turma com miúdos muito queridos. Na semana passada aborreci-me com eles porque ninguém tinha lido um texto, tarefa que era necessária para discutir uma questão. Aborreci-me um bocadinho com eles... o que foi uma estupidez, uma estupidez, mesmo... o que interessa uma pessoa aborrecer-se? Não é assim que se resolvem as coisas... enfim, entre essa aula e a de hoje deixaram na plataforma pedidos de desculpa e hoje apareceram na sessão com uma pontualidade ao segundo, a perguntar como tenho passado, sempre muito solícitos, todos a participarem. Depois disse-lhes que na quinta não há aula porque vou o dia todo para o hospital. Mandaram imensas mensagens de motivação. Muito queridos estes miúdos. Vou ter que pensar num desfecho muito positivo para as turmas, para ficarem com a satisfação de ter valido a pena este trabalho em confinamento - os que trabalharam.

Prosaísmos



Uma pessoa encomenda, por exemplo, cogumelos marrom e o supermercado não tendo, substitui por coxas de frango... a sério?

Nós somos os palhaços que pagamos o triunfo dos couchons



... com o apoio do outross couchons que autorizam toda esta palhaçada.

Novo Banco foi quem atribuiu aos administradores o bónus mais elevado
Equipa de António Ramalho tem prémio de gestão mais alto do que os banqueiros do BCP, Santander e BPI.

É sempre bom emendar os erros



O grupo parlamentar do PS deixou cair a exigência de dois anos de residência em Portugal para atribuir nacionalidade portuguesa aos descendentes de judeus sefarditas, confirmou ao PÚBLICO a vice-presidente da bancada socialista Constança Urbano de Sousa.