November 05, 2025

O ataque dos misóginos trans às raparigas e mulheres



Em algumas escolas onde estes temas já eram trabalhados e tinham sido criadas soluções nada parece, contudo, ter mudado. O PÚBLICO falou com directores escolares que tendem a minimizar o impacto prático do veto presidencial. Na Escola Secundária Almeida Garrett, em Vila Nova de Gaia, por exemplo, há muito que, por exemplo, se um aluno diz não se sentir confortável em utilizar a casa de banho destinada aos rapazes, o director dá autorização para que possa ir à das raparigas e isso nunca causou problemas, como contava Paulo Mota, em Janeirode 2024, numa reportagem do PÚBLICO. Agora, questionado sobre o que mudou começa por dizer que considera que é "completamente desprezível o facto de se vetar ou se promulgar normas deste teor.»

O direito a SER é universal e devo confessar que, quando este direito é violado por algum/a aluno/a, sou muito assertivo e exigente para com quem prevarica.
"

Concordo com estas soluções de ter casas-de-banho e balneários individuais:

(...) na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclosFrei João, em Vila do Conde: (...) Actualmente são três casas de banho assim, individuais, "que podem ser usadas por qualquer pessoa", além das tradicionais, com cabines, que encontramos em todas as escolas, como conta Paula Lobo, professora e presidente do Conselho Geral do agrupamento.

Há também dois balneários individuais: alunos que os pretendam usar, seja por não se sentirem confortáveis nos colectivos, seja por razões de saúde ou de deficiência, devem informar a escola e passam a ter acesso aos mesmos.

Andreia Sanches, www.publico

Não concordo com esta imposição, às raparigas, de rapazes biológicos em casas de banho e balneários das raparigas e penso que os pais devem mexer-se contra estas ideias misóginas para salvaguarda da saúde e segurança das suas filhas. 

O direito a querer viver como se fosse uma rapariga/mulher não pode ser feito à custa da destruição dos espaços, da segurança e dos direitos das raparigas. Os alunos trans têm os direitos de todos os seres humanos, mas isto de querem invadir os espaços das raparigas e forçá-las a abdicarem de espaços seguros onde estão vulneráveis não é um direito humano, é uma exigência de privilégio misógino de poderem anular os direitos das mulheres para satisfazer as suas fantasias e/ou problemas de identidade. 

A expressão, o direito a SER, é vazia de sentido. Uma coisa é o direito a sentir-se subjectivamente como isto ou aquilo, outra é o direito a SER, que invoca uma realidade objectiva. Direito a SER o quê? Uma gato, um ser invisível, um egípcio do tempo dos faraós? Imagine-se que eu dizia sentir-me um homem negro. Depois exigia ter os direitos das vítimas de racismo... E como é que ia a um médico tratar-me seja do que for exigindo que me tratassem segundo esse sentimento subjectivo tão distante da realidade? Há pouco tempo «um homem biológico com o direito a SER» fez queixa de um hospital por não o terem atendido na unidade de ginecologia-obstetrícia. Seria como eu fazer queixa de um barbeiro por se recusar a fazer-me a barba e isso violar o meu direito «a SER um homem com barba»...

Qual é o requisito necessário para se ser uma mulher trans? Ser um homem. 

O mundo não se desorganiza nem a classificação dos seres vivos, das doenças, dos sexos, etc. se deita fora porque um rapaz biológico diz que quer ser uma mulher e quer que as mulheres sejam forçadas a inclui-lo nos seus espaços e grupos específicos. Isto é extremamente misógino.

Os movimentos trans que promovem o fim ou anulação dos direitos das raparigas e das mulheres para satisfazer as fantasias de homens biológicos com problemas de identidade é misógina até ao tutano. 

O argumento segundo o qual a segurança de rapazes/homens biológicos trans deve ser feito através da retirada de segurança e dos direito das raparigas/mulheres, é misógino até ao tutano. Com esse argumento as mulheres passaram a ser 'um sentimento', uma não-existência real e objectiva. 

Os crimes de voyerismo e exposição pública desapareceram enquanto crimes, dado que os homens agora têm agora o direito de ir para balneários de ginásios e escolas expôr-se e observar raparigas/mulheres nuas.

Casos como este abaixo que tem dominado as redes sociais nos últimos dias, em que se chegou ao ponto de expulsar mulheres das instalações reservadas para mulheres para que os homens biológicos trans possam continuar a deambular pelos balneários a fixar mulheres a tomar banho, são agora às centenas: 


Na Austrália e em Inglaterra, de cada vez que as mulheres tentam manifestar-se pelos direitos das mulheres, os trans aparecem, extremamente agressivos contra elas de maneira que a polícia já impede as manifestações das mulheres. 

Por todo o lado se assiste ao crescimento da misoginia, também por conta das políticas dos homens biológicos trans que exigem impôr a anulação dos direitos das mulheres ao seu serviço e o que temos é:

Homens biológicos em desportos femininos a expulsarem as mulheres dos seus próprios grupos;
Homens biológicos em prisões femininas a abusarem de mulheres;
Homens biológicos em abrigos femininos de vítimas traumatizadas de violência masculina;
Homens biológicos em listas restritas a mulheres; 
Homens biológicos em conselhos/painéis restritos a mulheres; 
Crimes cometidos por homens biológicos registrados como crimes cometidos por mulheres;
Homens biológicos que obtêm reconhecimento legal como mulheres, contra as próprias mulheres;
Homens biológicos em concursos de beleza femininos; 
Homens biológicos elogiados como «A primeira mulher a fazer isto e aquilo». 
Homens biológicos que afirmam ser melhores mulheres do que as mulheres;
Homens biológicos que processam mulheres por não se referirem a eles como mulheres;
Homens biológicos que expulsam as mulheres de ginásios por exigirem que as mulheres aceitem tê-los nos seus espaços como exibicionistas e voyeurs.
Escapou-me alguma coisa?

Mais de 98% da violência e dos crimes sobre mulheres são feitos por homens biológicos.

Algumas fontes argumentam que a adesão rígida a formas dominantes de masculinidade, que pode ser reforçada pela visão do género como puramente identitário, pode ser um factor que impulsiona a violência contra as mulheres.

Para se combater eficazmente a violência masculina contra as mulheres, a sociedade deve reconhecer a realidade da «mulher» para além de uma mera identidade, uma vez que implica que o quadro actual não aborda adequadamente as causas profundas da violência. 

Essa perspectiva argumenta que, se ser mulher é visto apenas como uma identidade, isso enfraquece as estruturas sociais e jurídicas necessárias para proteger as mulheres, especialmente se for visto como uma categoria fluida ou subjectiva, em vez de uma realidade objectiva com dimensões biológicas e históricas específicas que podem tornar as mulheres vulneráveis à violência. 

Identidade versus realidade: esse ponto de vista enfatiza uma distinção entre a “identidade” de uma mulher e sua “realidade”. Reconhecer a «realidade» de ser mulher é visto por alguns como necessário para compreender as vulnerabilidades específicas que as mulheres enfrentam, que muitas vezes são moldadas por factores biológicos, históricos e sociais que diferem dos dos homens.

Impacto na violência: O argumento é que, se «mulher» é percebida apenas como uma questão de identidade e carece de uma realidade tangível e partilhada, isso pode minar os esforços para lidar com a violência. Isso pode levar a uma situação em que a violência enfrentada pelas mulheres não seja consistentemente reconhecida ou combatida pela sociedade.

A ideia de forçar raparigas e mulheres a anularem-se enquanto tais para conforto de homens biológicos com problemas de identidade é misógina e perigosa para a segurança das raparigas e mulheres. Como tem sido amplamente visto desde que os lobbies da ideologia de género se impuseram às sociedades.

2 comments:

  1. Já me aconteceu o seguinte em duas ocasiões: numa viagem a Barcelona e noutra a Lisboa, esta aquando de uma das nossas manifestações.
    Como as mulheres são mais demoradas, por norma, na casa de banho, em ambas as circunstâncias muitas foram à dos homens. Quando olhei para trás, vi-as na fila atrás de nós. Isto inibe. Houve até um colega de História que ficou tão incomodado que teve de fazer o seu xixi no matagal perto, pois não o conseguiu perante olhares femininos.
    Isto é verídico. Se aconteceu connosco, como será com miúdas e mulheres em geral ao terem de conviver com homens num momento de intimidade? Isto para não falar nos riscos que envolve.
    Mas o que mais me deixa atónito é ver a quantidade de gente que defende e apoia estas coisas. Uma pessoa em mil condiciona as outras 999.

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