Uma fotografia com as campeãs do ténis feminino. Hã...? Onde estão elas...? Já vi! Foram escondidas atrás dos homens que não são capazes de ver uma mulher à frente deles.
Uma fotografia com as campeãs do ténis feminino. Hã...? Onde estão elas...? Já vi! Foram escondidas atrás dos homens que não são capazes de ver uma mulher à frente deles.
Em todo o lado homens estão a partilhar online como drogar as mulheres e namoradas e convidar outros homens para violá-las.
Feeling the urge to say “not all men” about CNN‘s Rape Academy story? pic.twitter.com/M1mut7ZEDA
— Mark Greene (@RemakingManhood) April 18, 2026
Abril é reconhecido como o Mês da Sensibilização para a Violência Sexual (SAAM), dedicado a sensibilizar a população, apoiar as vítimas e promover a educação para a prevenção. 2026 marca o 25.º aniversário da campanha.
Houve uma interacção em que penso sempre que somos colectivamente confrontados com a natureza absolutamente habitual da violência masculina contra as mulheres. Foi numa conferência, há cerca de um ano, da jornalista do Le Monde, Lorraine de Foucher, que ganhou um Pulitzer pela sua cobertura da indústria pornográfica, prostituição infantil e tráfico sexual em França.
Os julgamentos de Pelicot surgiram durante a sessão de perguntas e respostas, e um homem na casa dos setenta, na primeira fila, levantou timidamente a mão. Dava para perceber que estava a formular cuidadosamente a sua pergunta e a escolher as palavras à medida que falava.
Ele disse: «Então, deixe-me ver se percebi bem. Na pequena cidade de Mazan, Dominique Pélicot encontrou facilmente mais de 90 homens dispostos a violar a sua mulher enquanto ela estava drogada e inconsciente. Centenas de outros viram as mensagens no fórum e nem um único decidiu avisar a polícia.»
Nesse momento, muitos de nós preparávamo-nos para uma negação dos factos ou alguma explicação rebuscada sobre como aqueles homens seriam excepcionais. Mas não. Ele continuou:
«Então isso quer dizer que, em todas as cidades, em todas as aldeias do nosso país, há tantos homens dispostos a violar uma mulher inconsciente?»
Lorraine de Foucher respondeu: «Sim.»
«Mas então isso significa que há milhares, dezenas de milhares, talvez centenas de milhares!» (Dava para ouvir, nesse momento, as engrenagens a rodar na cabeça dele).
«Sim», acenou ela novamente.
«Mas… isso é abominável! É uma catástrofe! É uma emergência nacional!»
«…… Sim. É.» — Mélina Magdelénat
Sim. É.
“Há evidência de que não é uma agressividade inata que torna os homens violentos, mas sim a crença internalizada de que ficam aquém dos padrões de masculinidade percebidos pela sociedade. Os psicólogos chamam a este fenómeno ‘stress de discrepância masculina’, e a investigação mostra que quanto mais intensamente um homem sofre com isto, maior a probabilidade de cometer quase todos os tipos de violência, incluindo agressão sexual, violência contra a parceira íntima e agressão com arma.” — Ruth WhippmanAh, sim — masculinidade — essa estrela-guia que a sociedade oferece aos homens e que diz que o pior que podem fazer não é ser cruéis, mas sim comportarem-se “como uma rapariga”.
“A violência contra as mulheres é uma pandemia global: entre 15% e 76% das mulheres experienciam-na em algum momento das suas vidas. A violência contra as mulheres está profundamente enraizada na discriminação e na desigualdade entre homens e mulheres. Acabar com ela exige investimento no empoderamento das mulheres e na igualdade de género, nomeadamente na educação, na saúde e direitos reprodutivos, e no empoderamento económico e político.”Portanto, é assim que se previne a violência contra as mulheres — mas sabes quantas vezes a igualdade educacional, financeira, política e reprodutiva das mulheres surge como solução ou explicação nos ficheiros Epstein? Explora as principais notícias e vê por ti mesma (mas tenho más notícias para ti).
“Um dos grandes problemas que enfrentamos como sociedade neste momento é a forma como os ficheiros Epstein estão a ser tratados (ou ignorados). Não é apenas o facto de não estarmos a investigar e a processar activamente os homens envolvidos neste empreendimento criminoso, abominável e abusivo. É o enquadramento deste comportamento como algo ‘outro’. Como o comportamento marginal de alguns ricos mimados que já não tinham outras formas de se entreter. Não algo com que as pessoas comuns tenham de se preocupar.”Jo-Ann Finkelstein, PhD, escreveu: “Epstein é a conclusão lógica do patriarcado. Fazemo-nos um mau serviço quando o classificamos, e aos seus semelhantes, como monstros ou como uma falha bizarra da decadência das elites.”
“Dizer ‘todos os homens’ não significa que todos os homens violem ou agridam mulheres; significa que todos os homens são criados dentro do mesmo sistema que ensina o sentimento masculino de direitos sobre as mulheres… E esse condicionamento existe, quer seja ou não posto em prática… Todos os homens criados no patriarcado recebem o mesmo ‘sistema operativo’ básico.”Lane Anderson, do Matriarchy Report, escreveu: “os ficheiros Epstein levantam o véu sobre as estruturas de poder patriarcais americanas. Durante 249 anos, celebrámos uma nação que deixou mulheres e raparigas fora da definição de humanidade, apagando-as. O que estamos a viver agora é a conclusão lógica desse legado.”
“Não estou interessado num mundo em que os homens querem realmente ver pornografia, mas resistem por vergonha. Estou interessado num mundo em que os homens são criados desde o nascimento com uma compreensão tão inabalável das mulheres como seres humanos vivos que são incapazes de se excitar com a sua exploração.” — Jonah MixSim! Exatamente!
Os homens sexistas e misóginos não se acham sexistas e misóginos porque não aprenderam o machismo como uma lição numa aula. Foi-lhes dado a comer como um pano de fundo de todas as suas experiências de vida: em casa, na rotina das mães e irmãs cuidarem da casa e dos irmãos, à mesa, nos privilégios que tinham relativamente às irmãs, nas expectativas que viam os pais depositavam, como valores, neles, no investimento na sua educação em detrimento do das raparigas, na discriminação positiva constante na escola, nos mestre e autores que aprendiam, todos homens, como se nenhuma mulher tivesse realizado, inventado ou escrito algo de valor, na TV, onde homens têm os cargos e os papéis sérios e as mulheres aparecem meio-despidas no cenário como objectos de prazer, nos filmes onde as raparigas e mulheres aparecem apenas como troféus e props, no desporto, onde as modalidades reunem todo o investimento e as femininas onde o investidor se preocupa sobretudo com a farda ser curta para gratificar o olhar dos homens, na política, onde todos os cargos de chefia são, por norma, de homens, nas religiões, onde a normal é as mulheres serem faladas e tratadas com o maior desprezo e desconsideração, etc. Quando ouviram falar no nome -«sexismo», «misoginia», «patriarcado»- já tudo isso era a norma, o ar que respiravam. Daí que tantos e tantos se abespinhem muito mais com os termos, «patriarcado» ou «sexismo» do que com a multidão de centenas de milhões de raparigas e mulheres escravizadas, violadas e assassinadas às mãos dos homens. E recusam reconhecer o problema e, consequentemente, não mexem um dedo para o resolver.
Uma menor institucionalizada terá sido violada depois de ser exposta sexualmente a centenas de homens. PJ fez várias buscas, apreendeu material informático e dois inspetores foram baleados.
observador
«É deprimente ver como foi fácil retirar os direitos das mulheres como se não fossem nada — e como é difícil para nós recuperá-los»— Tracy Edwards
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Para ser clara — não quero banir homens que se auto-identificam como mulheres-trans dos espaços femininos pela razão de fingirem ser mulheres, quero que sejam banidos porque são homens e, portanto, são uma ameaça em potencial.Os espaços femininos não são um luxo. Existem para a nossa segurança, porque é impossível saber se um determinado homem é uma ameaça apenas olhando para ele — mesmo que esteja a usar um vestido.Um homem tem, quase sempre, maior densidade óssea, maior musculatura e mais força explosiva que uma mulher e pode facilmente matar uma criança, uma rapariga ou uma mulher adulta com um murro - ou deixá-la deficiente para o resto da vida ou subjugá-la com fins de predação sexual.
Não há uma única prova que sugira que os homens biológicos que se auto-identificam como mulheres sejam menos ameaçadores para a segurança das mulheres do que outros homens.Por outro lado, há todo um sistema penal cheio de provas que indicam exactamente o contrário: os reclusos homens biológicos que se identificam como mulheres-trans têm 5 vezes mais probabilidades de serem presos por crimes sexuais e 7 vezes mais probabilidades de terem sido agressores sexuais antes de transicionarem de género. E estou a subestimar os números porque nestas situações, muitos casos não são reportados — e não, não estou a falar de condenações por trabalho sexual. Esses crimes têm vítimas, e essas vítimas são predominantemente mulheres e crianças.
A conclusão aqui é que, quando os homens têm acesso a mulheres vulneráveis, os dados mostram que as mulheres são violadas e exploradas sexualmente.Mesmo que um determinado homem não seja activamente predatório, a sua presença em espaços femininos ajuda a normalizar a presença de homens que o são.
É errado — é moralmente repreensível — colocar outras pessoas em perigo para conseguir o que se quer. É moralmente repugnante colocar os outros em risco sem o seu consentimento para se senti protegido ou confortável — e, no entanto, é precisamente isso que a comunidade masculina que se identifica como mulheres-trans está a fazer.
Não se engane: esses homens biológicos adultos estão — no mínimo — a pôr mulheres e meninas em maior risco de estupro, agressão sexual, exploração sexual e até mesmo morte, tudo em nome de sua própria segurança pessoal e conforto.
E essa é a interpretação mais benevolente do comportamento deles.
Na realidade, a maior parte da sua intrusão nos nossos espaços e do roubo dos nossos direitos é motivada pelo seu desejo fetichista de serem vistos e tratados como mulheres, e grande parte do seu comportamento nos espaços femininos é sexual e inadequado.
Isso varia desde masturbação em cabines e áreas comuns, muitas vezes filmada, com mulheres inocentes e sem consentimento, ao fundo — com os rostos visíveis, é claro — até o roubo de resíduos menstruais usados de caixotes do lixo de casas de banho para fins masturbatórios, passando por agressões físicas e sexuais completas.
Meninas pequenas foram arrastadas para cabines e violadas à mão armada; mulheres foram brutalmente agredidas por dizerem aos homens para saírem das casas de banho femininas; e homens foram filmados calmamente na fila para uma cabine na casa de banho feminina com uma ereção visível sob as saias.
Isto é completamente e totalmente inaceitável.
As mulheres merecem algum espaço livre de perigo e de exploração sexual masculina.
Tudo o que queremos é poder usar a porra da casa de banho em paz e segurança. É pedir muito?
— Diana Alastair
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Obrigar as mulheres a incluirem homens biológicos nas casas-de-banho femininas é uma violência, mesmo que esses homens não tenham intenção predatória ou sexualmente inadequada.
O que os dados nos mostram é que, pelo menos, um terço das raparigas e mulheres já foi vítima de abusos, assédio ou violência sexual. Portanto, em todas as casas-de-banho femininas haverá mulheres e raparigas com esse trauma e obrigá-las a partilhar o seu espaço seguro com homens desconhecidos é aumentar o seu sentimento de insegurança, desprotecção e perigo.
Não cabe aos homens decidir se a segurança física, psicológica e emocional das mulheres deve ser sacrificada para seu conforto, segurança ou lealdade a ideologias.
Mais de 95% da violência contra mulheres -violações, agressões e homicídios- é feita por homens. Também a violência sobre os homens é da autoria de outros homens em percentagens também nessa ordem. A violência dos homens é um problema masculino que os homens têm de resolver e isso não se faz transferindo a responsabilidade da violência masculina para as meninas, adolescente e adultas femininas ou dizendo que nem todos os homens são assim.
Há pouco tempo li um director de uma escola dizer que sempre que um rapaz lhe diz não se sentir confortável na casa-de-banho dos rapazes manda-o para a das raparigas (não sei se também para os balneários) e que nunca houve problema. Em primeiro lugar, só porque as raparigas não se queixaram não significa que não tenha havido problemas porque o silêncio não significa ausência de problemas ou conflitos - pode significar medo. Em segundo lugar ele não sabe quantas raparigas na casa-de-banho têm traumas com pénis, seja porque têm abusadores em casa ou porque já foram vítimas de assaltos sexuais, de maneira que a mera presença de pénis nas suas casas-de-banho desencadeia reforço de trauma. Em terceiro lugar ele não tem o direito de impôr às raparigas a responsabilidade de fazerem os homens sentirem-se confortáveis. O nível de arrogância patriarcal, inconsciente do que é a vida das raparigas e mulheres neste mundo construído para homens, que este director homem demonstra só é ultrapassado pela falta de críticas que esta prática dele (não) gerou.
Há pouco ouvi o seguinte de uma mulher:
"De cada vez que digo a um homem todas as estratégias que implemento sempre que saio de casa [para evitar ser assaltada, violada ou morta por homens] eles olham para mim como se fosse doida; quando as digo a uma mulher, elas não só anotam as que nunca usaram como partilham comigo as suas."
«Sabemos tudo sobre a doença do pó nos mineiros», diz-me Rory O'Neill, professor de investigação em políticas ocupacionais e ambientais da Universidade de Stirling. «Não se pode dizer o mesmo sobre as exposições, físicas ou químicas, no “trabalho das mulheres”».O cancro é uma doença de longa latência, diz O'Neill, por isso, mesmo que começássemos os estudos agora, levaria uma geração de trabalho antes de termos dados utilizáveis. Mas não estamos a iniciar os estudos agora. Em vez disso, continuamos a confiar nos dados de estudos realizados com homens, como se eles se aplicassem às mulheres. Especificamente, homens caucasianos com idades entre 25 e 30 anos, que pesam 70 kg. Este é o «Homem de Referência» e o seu super-poder é ser capaz de representar a humanidade como um todo. É claro que não o representa.
“Ah, a ironia de ter que explicar a discriminação depois de ter acabado de assistir a I Am Not Your Negro NO SEU CINEMA”, tuitou Samira, sugerindo que tornar as casas-de-banho masculinas neutros em termos de género seria suficiente: “NUNCA há lá fila e você sabe isso perfeitamente.”
«E enquanto os meus pulmões, olhos e nariz ardiam com a dor do agente lacrimogéneo libertado de várias cápsulas que haviam caído ao meu redor, comecei a amaldiçoar.»
«Os homens ainda me explicam coisas e nenhum homem jamais pediu desculpa por explicar, erroneamente, coisas que eu sei e eles não.»Todas as mulheres reconheceram o sentido desta expressão.
“Os homens inventaram padrões que podiam cumprir e chamaram-lhes universais.”Páre e pense nisso.
Por que não tem filhos? Por que não sorri mais? Por que está tão zangada?Não são perguntas inocentes. São mecanismos de imposição — formas de policiar as escolhas, as suas emoções, a sua intervenção pública e a sua existência.
O que torna o trabalho de Rebecca tão poderoso é que ela se recusa a separar a sua experiência de vida da análise intelectual.«A questão não é por que as mulheres estão zangadas, mas sim, por que não estamos muito mais zangadas?»
«A esperança não é um bilhete de lotaria que se pode segurar sentada no sofá, sentindo-se com sorte. É um machado com o qual se derruba portas em caso de emergência.»Ela documenta vitórias feministas — leis alteradas, atitudes mudadas, vozes amplificadas — para provar que a resistência funciona.
É o contrário do que é costume dizer-se.
A maioria dos homens considera que, se uma mulher casa ou se junta a eles e eles têm muito mais dinheiro que ela ou se ela nem sequer trabalha, está a aproveitar-se deles que são as vítimas. Na verdade é o oposto.
Sem terem que pagar salários, têm à sua disposição uma mulher de acordo com os seus gostos materialistas, emocionais e sexuais que os apoia, faz de psicóloga, de confidente e de repositório de frustrações, trata-lhes da casa, apoia a sua carreira, trata-lhes da comida, da roupa, dos filhos, dos melhoramentos da casa, das compras e de todas as milhares de preocupações diárias que a rotina doméstica implica. Isto tudo de borla. A quantas pessoas diferentes seria preciso pagar salário para fazer todas estas tarefas?
Alguns, apesar de ganharem 20 vezes mais que as suas mulheres e não contribuirem nada a não ser dinheiro para a família, ainda se queixam de elas não pagarem todas as contas a meias, como se tivessem a ser prejudicados, sabendo que elas desistiram da sua independência económca, da sua carreira e de tantas outras coisas, para se dedicarem a cuidar deles como filhos. Mas falam como se a única coisa importante fosse o dinheiro e consertar o candeeiro sem luz, não a família ou a vida comum. E perguntam o que é que elas trazem para a mesa. Elas são a mesa e tudo o que a mesa tem.
Neste vídeo, o homem pergunta, qual é o mal de ter uma mulher em casa, "uma mulher feminina"... uma mulher que tenha uma profissão e não desista dela é, portanto, masculina.
O que o frustra é que nesse caso, ela tirou-lhe o poder do dinheiro que é o poder do domínio, da objectificação do outro e da supressão da sua liberdade de escolher e de ser.