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May 08, 2026

8 de Maio é o dia em que a Europa celebra o fim do nazismo germânico

 

Num futuro próximo haverá um dia para a Ucrânia (e a Europa) celebrarem o fim do imperialismo russo.

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Volodymyr Groysman

Mais de oito milhões de ucranianos foram mortos na Segunda Guerra Mundial, e em todas as famílias ucranianas há alguém que lutou contra os nazis, foi morto por eles ou salvou outras pessoas do inimigo.

Também há histórias assim na minha família. Uma delas é sobre a minha avó Roza, que nasceu na Roménia e que a guerra levou primeiro para Chernivtsi e, depois, para outras partes da Ucrânia. Era 1941. Ela tinha 20 anos e fugiu descalça dos nazis.

O inimigo alcançou um grupo de pessoas perto de Khotyn e trancou-as num edifício assustador. Todos os dias, os nazis matavam uma em cada cinco pessoas. Eles vinham e contavam em ordem aleatória — primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto… a quinta era levada para ser fuzilada.

Cada vez que contavam, a minha avó pensava: é agora, agora vou ser a quinta… Mas, de alguma forma, era a primeira, ou a segunda, ou a terceira.

Mais tarde, os prisioneiros foram levados para Vinnytsia, matando pelo caminho aqueles que estavam demasiado fracos para caminhar. A minha avó sobreviveu. Numa das aldeias do distrito de Bar, os residentes locais salvaram-na — esconderam-na e deram-lhe abrigo, arriscando as suas próprias vidas. Numa época em que o medo e a morte reinavam, havia pessoas que não tinham medo de continuar a ser humanas. Foi graças a elas que ela sobreviveu.

Fiquei a saber desta história já adulta — em parte quando vi um testemunho em vídeo da minha avó entre os sobreviventes do Holocausto, gravado por iniciativa da Fundação Shoah, criada por Steven Spielberg, e em parte pelo que os meus pais me contaram. Fiquei chocado, porque a minha avó nunca tinha falado sobre isso…

Naquela altura, acreditávamos que tais horrores nunca mais voltariam a acontecer. Nem sequer queríamos imaginar que o mal pudesse regressar à nossa terra. Que pudesse haver guerra novamente. Que homens e mulheres voltassem a pegar em armas, a apoiar as forças armadas e a defender as suas casas. Que civis — adultos e crianças — fossem mortos. Que cidades ucranianas fossem ocupadas ou reduzidas a ruínas.

Passaram-se oitenta e um anos.

E hoje, no Dia da Memória e da Vitória sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial, não estamos apenas a recordar aqueles que lutaram contra o mal naquela altura — estamos a viver numa época em que temos de enfrentar um novo inimigo.

Os nossos soldados carregam esta luta nos ombros todos os dias. Na sua resiliência, raiva e determinação reside uma grande força que nos dá a confiança de que vamos resistir. E que o que costumávamos ler nos livros de história sobre a expulsão dos nazis da Ucrânia voltará a acontecer na vida real — e se tornará parte da história do século XXI.

Para que possamos viver em paz, em liberdade, sem medo. Para que «nunca mais» signifique verdadeiramente: ninguém. nunca. mais.

Neste Dia da Memória e da Vitória sobre o nazismo, memória eterna a todos os que lutaram contra o mal e gratidão àqueles que defendem a vida hoje.


 

January 17, 2026

A fascização gradual de uma escola russa, vista por dentro

 

Um professor russo filmou secretamente o seu próprio local de trabalho, que foi transformado numa máquina de propaganda de guerra. Essas imagens fazem agora parte de um documentário nomeado para um Óscar. 

January 13, 2026

Resistir aos fascismos

 

Aos estabelecidos e aos emergentes.

December 07, 2025

É difícil escapar aos fascismos de direita e de esquerda

 


Ocupam quase toda a paisagem das notícias políticas.


Os indultos de Trump abrangem todas as formas imagináveis de corrupção

Ele está a concedê-los a vigaristas, comparsas, contribuintes de campanha, insurrectos violentos, agressores sexuais de crianças, traficantes de droga condenados e outros.

Robert Tracincki 


September 28, 2025

Não podemos ser complacentes e ficar à espera que as ditaduras fracassem

 

Não podemos ser complacentes e simplesmente esperar que o fascismo fracasse, porque ele acarreta um custo humano terrível enquanto dura e ditaduras geracionais como a Coreia do Norte bem como monarquias e teocracias repressivas duradouras demonstram que os sistemas autoritários podem adaptar os seus métodos de controlo e sobreviver por décadas ou séculos. 
- The Peaceful Revolucionary 

 (é por isto que o fascismo russo e as teocracias islamitas têm de ser denunciadas e combatidas e não toleradas - e derrotar os fascismos (como o que se está a construir nos EUA enquanto ainda é possível)


March 25, 2025

Moscovo quer os crimes de guerra e a própria guerra legitimados pela ONU - com a cumplicidade dos EUA

 


Moscovo saúda "diálogo útil" com Washington que deve prosseguir com ONU

A Rússia saudou esta terça-feira um "diálogo útil" com Washington, manifestando a esperança de que este prossiga com o envolvimento da ONU, após doze horas de conversações na Arábia Saudita na véspera, sobre uma possível trégua na Ucrânia.

EUA e Rússia devem fazer declaração conjunta

Paralelamente:

Rússia lançou mais de 130 drones e um míssil balístico contra a Ucrânia, durante a madrugada desta terça-feira, segundo as autoridades ucranianas. As forças de Moscovo lançaram 139 drones e um míssil balístico Iskander-M, informou a força aérea da Ucrânia, dando conta que abateu 78 drones e que outros 34 não atingiram seus alvos. 

 DN