March 15, 2020

Sermos governados por irresponsáveis assusta-me mais que o vírus II


Entra toda a gente a pelas fronteiras terrestres, pelas aéreas só pontualmente se monitoriza as pessoas... mas este governo não aprende? São turistas, são pessoas a fugir de Madrid...

Sermos governados por irresponsáveis assusta-me mais que o vírus



Gozaram com a doença, influenciaram muitos a desvalorizarem-na com os consequentes comportamentos irresponsáveis que alguém vai pagar com a sua vida.
Os especialistas da OMS dizem que há razão para alarme e os tolos dos governantes negam só porque lhes dá jeito sem pensar nas consequências.
Que muita gente não pensa e precisa de muita, muita evidência, para perceber o perigo, isso sabemos, agora que esses sejam a maioria no governo, isso assusta.
Hoje lemos nos jornais que os profissionais de saúde não têm máscaras ou luvas para lidar com os doentes porque os incompetentes que nos governam arrecadam todo o dinheiro dos impostos para a banca e primismo em vez de pensarem no país e nem sequer são capazes de repor stocks de produtos essenciais.
No ano passado, se bem nos lembramos, andavam a chamar selvagens aos enfermeiros para lhes negarem uma carreira.
Tenho medo que estes governantes façam mais mal que o vírus.

Governo a reboque da sociedade civil

Eduardo Cintra Torres

A irresponsabilidade de Graça Freitas, Torgal, Marcelo e Costa foi valentemente contrariada.

Em 14 de Janeiro, a Organização Mundial da Saúde atribuiu o nível de alerta. No dia seguinte, Graça Freitas, directora-geral da Saúde, disse que era "um bocadinho excessivo", que "não há grande probabilidade de chegar um vírus destes a Portugal", "não se transmite de pessoa para pessoa". O chefe de Estado e o primeiro-ministro andaram em risotas nos hospitais a falar com infectados. Noutra acção de propaganda, o governo organizou um evento mediático no Aeroporto de Beja.

O presidente fez brincadeiras com os seus beijos e abraços. Podendo estar infectado, fechou-se em casa (fez bem), mas fez palhaçada à varanda para o país. Em 28 de Fevereiro, o porta-voz do Conselho Nacional de Saúde Pública (CNSP), Jorge Torgal, declarou que o COVID-19 não é grave, que "é menos perigoso do que o vírus da gripe", que "existe um pânico completamente desproporcional à realidade" e que não mudou "absolutamente nada na sua vida". A 12 de Março, o CNSP opôs-se ao fecho das escolas e museus. Na quinta-feira, o governo decidiu manter as escolas abertas até amanhã.

O primeiro-ministro, com medo político de tomar decisões firmes, foi adiando, escondendo-se atrás da opinião dos "técnicos" como Jorge Torgal. Tarde e a más horas, contrariou a recomendação criminosa do CNSP e anunciou as primeiras medidas sérias dizendo tratar-se da "luta pela nossa sobrevivência". Quem o visse na galhofa com Marcelo no hospital! Quem o ouvisse escudando-se na opinião dos "técnicos"!

A irresponsabilidade de Graça Freitas, Torgal, Marcelo e Costa durante semanas foi entretanto valentemente contrariada no mesmo período por câmaras municipais, pela Igreja, universidades e escolas (em alguns casos pelos seus directores, incorrendo em desobediência), pelas instituições do futebol, empresas, organização de eventos, pelos media e por milhões de cidadãos. A sociedade civil antecipou-se em dias ou semanas aos ‘responsáveis’ nacionais políticos e de Saúde.

Só na quinta e sexta-feira o discurso político mudou, com Costa e a conferência de imprensa da inevitável Freitas, já não com a fraca Temido, mas com a sua secretária de Estado. Mais factuais e menos verborreicas, em vez de atacarem os media, como fizeram dias antes Freitas e Temido, agora elogiaram-nos, acertando por uma vez: foram os media jornalísticos que, desde Dezembro, informaram correcta e sistematicamente os portugueses, ao contrário dos responsáveis políticos e de Saúde.

Vivemos uma situação excepcional. Infelizmente, nesta hora extraordinária não tivemos dirigentes políticos e na Saúde à altura. Uma vez mais, o povo revelou-se melhor do que a elite.

Enquanto o mundo está ocupado com o Coronavirus


Putin passa a Rússia de democracia a autocracia.

Putin assina lei que permite a sua continuidade no poder após 2024

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou este sábado a lei sobre as emendas constitucionais que permite que se mantenha no poder após 2024, ao conceder-lhe o direito de concorrer à reeleição.

Na prática, as emendas abrem a Putin a possibilidade de permanecer no Kremlin até 2036, ao quebrar as atuais regras sobre impossibilidade de reeleição após o cumprimento de dois mandatos de seis anos.

Compras e vendas de pareceres



Aeroporto do Montijo: Fundadores da Quercus demarcam-se

Sete fundadores da associação ambientalista Quercus criticam posições da associação a propósito do aeroporto do Montijo

Na sequência das declarações do ex-presidente da Quercus admitindo como solução possível o aeroporto do Montijo, os fundadores daquela associação ambientalista reuniram-se em Braga e emitiram um comunicado demarcando-se da actual orientação e intitulado “não foi para isto que fundámos a Quercus”. Em finais do ano passado Paulo do Carmo tinha-se referido ao parecer favorável condicionado dado pela Agência Portuguesa do Ambiente ao projectado aeroporto como algo que poderia, apesar de tudo, ser positivo.

Selvagem, demasiado selvagem



Republica Moldova

Madrugações
















Philosophy Matters

March 14, 2020

Livros lindos de comer à trinca 🙂



Mira calligraphiae monumenta (The Model Book of Calligraphy, 1561-1596), the result of a collaboration across many decades between a master scribe, the Croatian-born Georg Bocskay, and Flemish artist Joris Hoefnagel. In the early 1560s, while secretary to the Holy Roman Emperor Ferdinand I, Bocksay produced his Model Book of Calligraphy, showing off the wonderful range of writing style in his repertoire. Some 30 years later (and 15 years after the death of Bocskay), Ferdinand’s grandson, who had inherited the book, commissioned Hoefnagel to add his delightful illustrations of flowers, fruits, and insects. Text in Latin. Watercolors, gold and silver paint, and ink on parchment.


olha este tão amoroso com a lagarta da fruta, a mosca, a borboleta, a minhoca... são os predadores da fruta.


StayHome Books da Chiado Editora - livros gratuitos para a quarentena





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E porque nos próximos tempos importa, sobretudo, prevenir, fique em casa! E para ajudar a Chiado Books vai oferecer-lhe diariamente um novo e-book gratuito.



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Olha o disparate


Alguém comprou 400 pudins... espera-se que tenha açambarcado muito papel higiénico... just saying 🤣 🤣 🤣


A ministra da saúde diz que não estamos preparados


Faça a sua parte sff. A senhora e o seu chefe Costacenteno que acordaram tarde demais e com os hospitais depauperados por cortes cegos.
Nós fazemos a nossa parte, mas se continuam a importar turistas de zonas vermelhas sem controlo à entrada nada do que fizermos serve para alguma coisa.

"Hoje, tal como ontem, aterram em Lisboa 10 voos provenientes de Madrid. No Porto são 8! Precisamos agir urgentemente pois Madrid é o caso mais descontrolado na Europa actualmente."
(Antonio Jose De Menezes)


Porque é que Singapura e Japão são um êxito no travão ao Coronavirus


Mike Ryan, the World Health Organization's head of emergencies.

Opinião do médico chefe das urgências do Hospital Pompidou



Isto do Coronavirus é como as baratas e os ratos, quando se vê um é porque há 30 escondidos...

Because poetry IV






Because poetry III



“Being Irish, he had an abiding sense of tragedy, which sustained him through temporary periods of joy.”

― W.B. Yeats


“Being Irish, he had an abiding sense of tragedy, which sustained him through temporary periods of joy.” ― W.B. Yeats
via pearl-nautilus

Because poetry II


No, my soul is not asleep.
It is awake, wide awake.
It neither sleeps nor dreams, but watches,
its eyes wide open
far off things, and listens
at the shores of the great silence.

- Antonio Machado

Because poetry






Joseph Brodsky, um poeta russo que foi preso aos 24 anos, acusado do crime de escrever poesia: ser um parasita sem emprego regular, um escritor de coisas inúteis, nas palavras dos acusadores. Ficou preso apenas umas semanas porque uma onde de personalidades juntou-se para pressionar a libertação dele, ou melhor, não propriamente dele que era um desconhecido, mas do poeta, da poesia. A libertação da poesia.

Um excerto do interrogatório dele, tal como vem citado na biografia da autoria de Lev Loseff, Joseph Brodsky: A Literary Life:


Judge: What is your profession?
Brodsky: Poet. Poet and translator.
Judge: Who said you were a poet? Who assigned you that rank?
Brodsky: No one. (Nonconfrontational.) Who assigned me to the human race?

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To Urania

To I.K.

       Everything has its limit, including sorrow.
       A windowpane stalls a stare. Nor does a grill abandon
       a leaf. One may rattle the keys, gurgle down a swallow.
       Loneless cubes a man at random.
       A camel sniffs at the rail with a resentful nostril;
       a perspective cuts emptiness deep and even. 
       And what is space anyway if not the
       body's absence at every given
       point? That's why Urania's older sister Clio! 
       in daylight or with the soot-rich lantern,
       you see the globe's pate free of any bio,
       you see she hides nothing, unlike the latter. 
       There they are, blueberry-laden forests,
       rivers where the folk with bare hands catch sturgeon
       or the towns in whose soggy phone books
       you are starring no longer; father eastward surge on
       brown mountain ranges; wild mares carousing
       in tall sedge; the cheeckbones get yellower
       as they turn numerous. And still farther east, steam dreadnoughts
                                                       or cruisers,
       and the expanse grows blue like lace underwear.

1983, translated by the author.


Coisas boas





Metropolitan Opera, After Shutting Its Doors, Will Offer Free Streams From Live in HD Catalog

Although the Metropolitan Opera has brought down the curtain at least through the end of the month over COVID-19 concerns, the New York City institution will offer another way for audiences to take in its performances.

Intermezzo: about love




Defend love as a real, risky adventure’ – philosopher Alain Badiou on modern romance

"Love is a lesson of courage. All that is true is rare and difficult."
For the French philosopher Alain Badiou, romantic love is ‘the most powerful way known to humanity to have an intimate relationship with another’. Love, he believes, creates a state of dependence that is an important counterweight to modernity’s emphasis on individuality. In this short film from the UK director William Williamson, Badiou argues that today’s approach to relationships, with its consumerist tendency to focus on choice and compatibility, and the ingrained refrain to move on when things aren’t easy, means that we need a philosophical reckoning with how we think about love. To make his point very specific, Badiou points to the ever-growing prevalence of online dating services that claim to offer algorithmic matching of partners, a way of seeking love that, he thinks, drains love of one of its most vital qualities – chance.
Director: William Williamson

Stay positive, stay indoors, read a book :)

















Angel Luis Morales Ayllón

Relativamente às máscaras



Parece-me evidente que o uso das máscaras é a melhor medida para evitar ser contaminado por outros que se mantêm próximos e respiram o mesmo ar que nós. Nessa medida, como se fez em Macau, devia ser obrigatório sair à rua com elas. É por essa razão que mantemos distância de dois metros, pelo menos, uns dos outros: para não respirarmos o mesmo ar. Percebo que digam para não se usar, pelo simples facto de o governo não ser competente e não saber mandar produzir máscaras que cheguem para todos sendo que, como quem mais precisa delas, para além dos infectados, são as pessoas que trabalham na saúde e contactam com doentes, diz-se aos outros que não precisam. Mas percebemos que não é assim.

Uma coisa que aprendemos é que é mesmo difícil não tocar na cara.

Outra coisa são as imagens do vírus aparecerem com cores lindas :)