Margaret Thatcher fala de segurança, de defesa, de controlo de armas, de uma paz garantida pelo direito de defesa das fronteiras, de sociedades abertas, de justiça e de armas nucleares, claro.
September 20, 2026
Esta entrevista de Margaret Thatcher na TV soviética em 1987 é um tesouro e é extremamente actual.
August 23, 2026
Trump está para Putin como Estaline estava para Hitler - hoje é o dia do Pacto Molotov-Ribbentrop
Neste dia 23 de Agosto, em 1939, foi assinado o Pacto Molotov-Ribbentrop, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros soviético, Vyacheslav Molotov, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Joachim von Ribbentrop. Tratava-se de um acordo de não-agressão entre a Alemanha nazi e a União Soviética, que se manteve em vigor até as forças alemãs invadirem a URSS, em junho de 1941.
Estaline chegou mesmo a indemnizar os nazis pelas partes do pacto que os russos violaram. Os poucos tratados que Estaline efectivamente cumpriu também foram celebrados com os nazis.Os Estados Unidos deram à União Soviética, através do Programa Lend-Lease, bens no valor de 11,3 mil milhões de dólares — mais de 180 mil milhões de dólares em valores actuais — incluindo armamento, veículos, equipamento industrial e matérias-primas, mantendo a máquina de guerra soviética constantemente abastecida e em movimento na luta contra a Alemanha nazi. Petróleo, comida, aço, mais de 400 000 camiões e jipes, 14 000 aviões, 13 000 tanques, milhares de canhões anti-tanque, explosivos, 72 000 rádios de campanha, locomotivas de comboio, algodão, toda a produção de uma fábrica Ford, dezenas de milhar de botas e outro equipamento militar, cobertores, mantas, etc.
Na grande purga de 1938, Estaline tinha decapitado o Exército Vermelho com medo que os seus generais se virassem contra si. A perda de comandantes experientes e competentes deixou o Exército Vermelho desorganizado, aterrorizado e vulnerável a grandes cercos quando Hitler lançou a Operação Barbarossa em 1941 e teriam perdido a guerra sem toda esta ajuda, que se esquecem sempre de mencionar como se fosse um pormenor irrelevante.
January 21, 2026
Neste dia, em 1924, morreu Vladimir Lenine, assassino e fazedor do terrorismo totalitário soviético
«Conheci Lenine em 1920, quando estive na Rússia, e conversei com ele durante uma hora, cara a cara. Ele falava inglês muito melhor do que se poderia esperar e toda a conversa foi em inglês. Eu esperava que fosse em alemão, mas descobri que o seu inglês era muito bom.
Não gostei de outra coisa nele, que era a sua grande disposição para incitar o ódio. Fiz-lhe algumas perguntas para ver qual seria a sua resposta, e uma delas foi: «Você professa estar a estabelecer o socialismo, mas no que diz respeito ao campo, parece-me que está a estabelecer a propriedade camponesa, que é uma coisa muito diferente do socialismo agrícola».
E ele disse: «Oh, não, não estamos a estabelecer a propriedade camponesa», disse ele. «Veja, há camponeses pobres e camponeses ricos, e nós incitámos os camponeses pobres contra os camponeses ricos, e eles enforcaram-nos na árvore mais próxima, ah hah hah HAH HAH». Não gostei muito disso.»
«Lenin e os seus primeiros colegas eram movidos pelo desejo de beneficiar a humanidade, mas, devido a erros na psicologia e na teoria política, criaram um inferno em vez de um paraíso.»
— Bertrand Russell, Retratos da Memória e Outros Ensaios (1950), Ensaio VI: Da Lógica à Política, p. 35
February 03, 2023
Russia's MO
It’s the anniversary of the Tartu Peace Treaty today. Soviet Russia promised to respect Estonian sovereignty and borders, for ever. Jaan Soots and Victor Mutt from the Estonian delegation both died in Soviet captivity two decades later.
November 26, 2022
Hoje é o Dia da Memória do Holodomor
Hoje é o Dia da Memória do Holodomor.
Todos os meus antepassados ucranianos que sobreviveram ap Holodomor morreram antes de os meus pais nascerem, excepto uma uma bisavó que morreu mais tarde. Era russa. Alguns anos antes do Holodomor, a sua família tinha fugido das repressões soviéticas para o Donbas. Trabalhavam aí como mineiros.
Devido à constante escassez de mão-de-obra no Donbas, as estruturas estatais da região muitas vezes fizeram vista grossa ao passado das pessoas. Isto permitiu a muitas pessoas esconderem-se aí da repressão. Esta história é bem contada por Hiroaki Kuromiya no livro Freedom and Terror in the Donbas.
A família da minha bisavó era de uma aldeia na região de Lipetsk, na Rússia, onde o seu avô tinha ficado. Quando ele soube que tinha começado uma fome na Ucrânia, pegou num saco de cereais para levar aos seus filhos.
Ele sabia que na fronteira ucraniana a sua carga seria verificada e que os cereais seriam confiscados. Por conseguinte, saltou do comboio em Valuyki, uma cidade na fronteira. Como resultado, ficou gravemente ferido. No entanto, conseguiu atravessar a fronteira a pé e entregou o grão, quase sem vida. Despediu-se da família e voltou à Rússia, para morrer em casa.
A minha bisavó contou esta história ao meu pai quando ele era jovem. Ela desempenhou um papel importante na educação do meu pai e influenciou o facto de, mesmo nos tempos soviéticos, ele ter-se politizado e ter-se tornado num um nacionalista ucraniano.
Muitos ucranianos, durante muito tempo, tinham medo de falar sobre esses acontecimentos. Como escreveu Hanna Perekhoda, também uma socialista ucraniana do Donbas:
"A minha bisavó, uma residente da aldeia de Chicherino na região de Donetsk, foi uma das três sobreviventes de uma família de onze crianças... A primeira vez que ela falou do que tinha passado foi aos noventa anos de idade, quando finalmente ficou convencida de que o martelo e a foice tinham sido retirados definitivamente do edifício do conselho da aldeia".
Taras Bilous
Each year, on the fourth Saturday of November, Ukraine remembers the millions who died during the Holodomor, the Stalin-era famine that devastated the population in 1932-1933. Many countries consider it to have been genocide. pic.twitter.com/9xstDnt7Tq
— Radio Free Europe/Radio Liberty (@RFERL) November 26, 2022
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A colecção de fotografias do Holodomor de Alexander Wienerberger, é talvez a evidência visual mais viva e detalhada da fome que os soviéticos tentaram tão arduamente esconder.Um engenheiro químico austríaco que passou quase duas décadas a trabalhar na URSS, Wienerberger foi designado para gerir uma fábrica em Kharkiv em 1932.
Pouco depois de chegar, o impacto devastador do Holodomor tornou-se claramente visível nas ruas da cidade.
Armado com uma pequena e simples máquina fotográfica alemã Leica II, passou meses a fotografar secretamente vítimas da fome.
Com as zonas rurais devastadas pela colectivização, muitos deles eram camponeses que tinham fugido em massa para Kharkiv, então a capital da Ucrânia soviética. Tinham ido para lá na esperança de conseguir trabalho e comida, mas em vez disso encontraram apenas a morte.
Algumas das suas fotografias:
Outro fotógrafo da fome foi Whiting Williams, um jornalista especialista em relações laborais que este infiltrado no Donbass da Ucrânia soviética.
This photo taken by Whiting Williams in August 1933 appeared in an article he wrote for a British magazine a year later but had been largely forgotten until now. It was originally published with the caption "Factory women passing a tiny victim of famine: a dead child lying on a pavement in [Kharkiv]."
Tal como muitos ucranianos, Bokan e os seus sete filhos começaram a passar fome quando a situação se tornou especialmente tensa em 1932.
Sem ninguém capaz de lhe pagar como fotógrafo profissional, ele não tinha nada com que viver, mas resolveu usar as ferramentas do seu ofício para documentar as experiências da sua família.
November 03, 2022
O que aconteceria à Europa e ao mundo se a Rússia ganhasse, um centímetro que fosse, do solo ucraniano
Colonização, agressão, perseguição, prisão, tortura, raptos, depravação, como já estão a fazer. A cultura russa, desde há um século ou mais é uma cultura militarizada tóxica, violenta, colonialista com pormenores bárbaros e bruta.
Germans fleeing Russkiy mir in the 1980s pic.twitter.com/I0asBuUW0z
— Jelle Simons (@jelle_simons) November 2, 2022
March 22, 2022
Uma corrente contra a URSS e o comunismo
As pessoas parecem esquecer-se, mas isto aconteceu:
A 23 de Agosto de 1989, cerca de 2 milhões de pessoas da Letónia, Estónia e Lituânia formaram uma cadeia humana que uniu os 3 países para mostrar ao mundo o seu desejo de escapar à União Soviética e ao comunismo que lhes trouxe apenas sofrimento e pobreza. Esta corrente estendeu-se por 600 km.
via Occupy Democrats
December 15, 2020
Old habits die hard
A joint investigation between Bellingcat and The Insider, in cooperation with Der Spiegel and CNN, has discovered voluminous telecom and travel data that implicates Russia’s Federal Security Service (FSB) in the poisoning of Alexey Navalny. https://t.co/ACbA2gkV2H
— Bellingcat (@bellingcat) December 14, 2020
May 08, 2020
Os países também têm uma sombra mas nem todos a aceitam porque requer coragem
The Soviet Union in 1990 took responsibility for the 1940 murders of nearly 22,000 Polish officers — including 6,000 in the NKVD secret police building's basement in Tver northwest of Moscow — in what became known as the Katyn massacre.












