November 12, 2025

«É deprimente ver como foi fácil retirar os direitos das mulheres como se não fossem nada»

 


«É deprimente ver como foi fácil retirar os direitos das mulheres como se não fossem nada — e como é difícil para nós recuperá-los» 
Tracy Edwards
 
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Para ser clara — não quero banir homens que se auto-identificam como mulheres-trans dos espaços femininos pela razão de fingirem ser mulheres, quero que sejam banidos porque são homens e, portanto, são uma ameaça em potencial. 

Os espaços femininos não são um luxo. Existem para a nossa segurança, porque é impossível saber se um determinado homem é uma ameaça apenas olhando para ele — mesmo que esteja a usar um vestido.

Um homem tem, quase sempre, maior densidade óssea, maior musculatura e mais força explosiva que uma mulher e pode facilmente matar uma criança, uma rapariga ou uma mulher adulta com um murro - ou deixá-la deficiente para o resto da vida ou subjugá-la com fins de predação sexual.

Não há uma única prova que sugira que os homens biológicos que se auto-identificam como mulheres sejam menos ameaçadores para a segurança das mulheres do que outros homens. 

Por outro lado, há todo um sistema penal cheio de provas que indicam exactamente o contrário: os reclusos homens biológicos que se identificam como mulheres-trans têm 5 vezes mais probabilidades de serem presos por crimes sexuais e 7 vezes mais probabilidades de terem sido agressores sexuais antes de transicionarem de género. E estou a subestimar os números porque nestas situações, muitos casos não são reportados — e não, não estou a falar de condenações por trabalho sexual. Esses crimes têm vítimas, e essas vítimas são predominantemente mulheres e crianças.

A conclusão aqui é que, quando os homens têm acesso a mulheres vulneráveis, os dados mostram que as mulheres são violadas e exploradas sexualmente. 

Mesmo que um determinado homem não seja activamente predatório, a sua presença em espaços femininos ajuda a normalizar a presença de homens que o são.

É errado — é moralmente repreensível — colocar outras pessoas em perigo para conseguir o que se quer. É moralmente repugnante colocar os outros em risco sem o seu consentimento para se senti protegido ou confortável — e, no entanto, é precisamente isso que a comunidade masculina que se identifica como mulheres-trans está a fazer. 

Não se engane: esses homens biológicos adultos estão — no mínimo — a pôr mulheres e meninas em maior risco de estupro, agressão sexual, exploração sexual e até mesmo morte, tudo em nome de sua própria segurança pessoal e conforto. 

E essa é a interpretação mais benevolente do comportamento deles.

Na realidade, a maior parte da sua intrusão nos nossos espaços e do roubo dos nossos direitos é motivada pelo seu desejo fetichista de serem vistos e tratados como mulheres, e grande parte do seu comportamento nos espaços femininos é sexual e inadequado.

Isso varia desde masturbação em cabines e áreas comuns, muitas vezes filmada, com mulheres inocentes e sem consentimento, ao fundo — com os rostos visíveis, é claro — até o roubo de resíduos menstruais usados de caixotes do lixo de casas de banho para fins masturbatórios, passando por agressões físicas e sexuais completas.

Meninas pequenas foram arrastadas para cabines e violadas à mão armada; mulheres foram brutalmente agredidas por dizerem aos homens para saírem das casas de banho femininas; e homens foram filmados calmamente na fila para uma cabine na casa de banho feminina com uma ereção visível sob as saias.

Isto é completamente e totalmente inaceitável.

As mulheres merecem algum espaço livre de perigo e de exploração sexual masculina.
 
Tudo o que queremos é poder usar a porra da casa de banho em paz e segurança. É pedir muito?

 Diana Alastair

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Obrigar as mulheres a incluirem homens biológicos nas casas-de-banho femininas é uma violência, mesmo que esses homens não tenham intenção predatória ou sexualmente inadequada.

O que os dados nos mostram é que, pelo menos, um terço das raparigas e mulheres já foi vítima de abusos, assédio ou violência sexual. Portanto, em todas as casas-de-banho femininas haverá mulheres e raparigas com esse trauma e obrigá-las a partilhar o seu espaço seguro com homens desconhecidos é aumentar o seu sentimento de insegurança, desprotecção e perigo.

Não cabe aos homens decidir se a segurança física, psicológica e emocional das mulheres deve ser sacrificada para seu conforto, segurança ou lealdade a ideologias.

Mais de 95% da violência contra mulheres -violações, agressões e homicídios- é feita por homens. Também a violência sobre os homens é da autoria de outros homens em percentagens também nessa ordem. A violência dos homens é um problema masculino que os homens têm de resolver e isso não se faz transferindo a responsabilidade da violência masculina para as meninas, adolescente e adultas femininas ou dizendo que nem todos os homens são assim.

Há pouco tempo li um director de uma escola dizer que sempre que um rapaz lhe diz não se sentir confortável na casa-de-banho dos rapazes manda-o para a das raparigas (não sei se também para os balneários) e que nunca houve problema. Em primeiro lugar, só porque as raparigas não se queixaram não significa que não tenha havido problemas porque o silêncio não significa ausência de problemas ou conflitos - pode significar medo. Em segundo lugar ele não sabe quantas raparigas na casa-de-banho têm traumas com pénis, seja porque têm abusadores em casa ou porque já foram vítimas de assaltos sexuais, de maneira que a mera presença de pénis nas suas casas-de-banho desencadeia reforço de trauma. Em terceiro lugar ele não tem o direito de impôr às raparigas a responsabilidade de fazerem os homens sentirem-se confortáveis. O nível de arrogância patriarcal, inconsciente do que é a vida das raparigas e mulheres neste mundo construído para homens, que este director homem demonstra só é ultrapassado pela falta de críticas que esta prática dele (não) gerou.

Há pouco ouvi o seguinte de uma mulher:

"De cada vez que digo a um homem todas as estratégias que implemento sempre que saio de casa [para evitar ser assaltada, violada ou morta por homens] eles olham para mim como se fosse doida; quando as digo a uma mulher, elas não só anotam as que nunca usaram como partilham comigo as suas."


2 comments:

  1. A culpa não é só do diretor: há professores, há CP, há CG, há AP nessa escola certamente. Mexam-se! Sou homem, hétero, etc., e eu próprio me sentiria para além de profundamente incomodado por entrar numa casa de banho feminina. Mais: não conheço um professor macho, hétero, assim-assim, no meu agrupamento que defenda ou aceite uma situação dessas.

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    1. Pois há. A AP devia ser a primeira a intervir nestas situações mas só se mexe para dizer mal dos professores ou para tentar punir professores por faltas imaginárias.
      No entanto, o director é o primeiro responsável e disse isto como se fosse a atitude correcta a tomar.

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