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November 04, 2026

Aspectos a considerar



Apenas 14 dos 194 países do mundo concedem às mulheres os mesmos direitos legais que aos homens. (Relatório Women, Business and the Law 2023 do Banco Mundial)

Os 14 países são:

Bélgica
Canadá
Dinamarca
França
Alemanha
Grécia
Islândia
Irlanda
Letónia
Luxemburgo
Países Baixos (Holanda)
Portugal
Espanha
Suécia 

Repare-se que o Reino Unido e os EUA estão ausentes deste grupo, bem como muitos outros países desenvolvidos. Não há nenhum país de outro continente -excepto o Canadá- que conceda às mulheres direitos iguais na lei. Só países europeus. Apesar de haver uma miríade de graus entre os melhores e os piores pois, evidentemente, o RU ou o Brasil não estão no mesmo grupo que o Afeganistão, a Arábia Saudita ou a Nigéria. 

Daí que se perceba que a grande ameaça da imigração em massa de homens de certos países que estão no fundo da tabela para a Europa atinja, em primeiro lugar e de modo desproporcional, as mulheres. E os governos europeus têm desprezado esta ameaça. A justiça frequentemente não pune a violência destes homens contra as mulheres. Frequentemente até a esconde, como aconteceu no RU e na Suécia.

Porque desprezam esta ameaça? Este estudo mede apenas a igualdade na letra da lei. Sabemos que na prática social, económica e de aplicação efectiva, nenhuma nação no mundo alcançou ainda a plena igualdade, o que significa que até nestes 14 países, muitos lutam por destruir essa igualdade. O perigo actualmente está naqueles que tentam retirar da lei destes 14 países a protecção da igualdade de direitos. Aqueles que tentam que nenhum país tenha legislação de igualdade de direitos para as mulheres.

O feminismo não surge do nada: surge porque ainda há mulheres a quem são negados o divórcio, a herança, o trabalho, a liberdade de circular sozinhas pelas ruas sem medo, a liberdade de se exprimir, a liberdade da luta pelos seus direitos, a liberdade de terem espaços próprios para si e até de existirem como mulheres e ter identidade própria no espaço público e privado.