March 28, 2020

Uma história pessoal de Itzhak Perlman com música 🙂




Notícias insuportáveis - Assange continua preso por denunciar abusos



Que moral têm para falar da China?




Coronavirus Li Wenliang








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Acerca do final do ano lectivo e espero que ninguém me mate...



Penso que todos quanto estão nas escolas sabem que não é possível isso de dar aulas à distância a todos os alunos, no 3º período. Nem os alunos têm condições e não falo apenas de terem acesso à internet mas de terem computadores não partilhados com as famílias, do tipo de vida complicada e privacidade que muitos milhares não têm em casa, mas também os professores não terem essas condições, para não falar de disciplinas práticas, como educação física, laboratórios, práticas oficinais, etc.
Portanto, o ministro e o secretário de Estado da educação obrigarem-nos a um simulacro de ensino só porque têm contra os professores o mesmo preconceito e discurso que o ministro das finanças holandês tem acerca dos portugueses e querem dizer que nos obrigaram a trabalhar, é um custo sem retorno para ninguém... que me parece mesmo um exercício fútil. Nem no ensino universitário os professores estão a conseguir fazer isso com eficácia e de modo a chegar a todos...

Como as coisas estão não se pode ir para a escola antes de Junho e isto é se o pico da crise for a meio de Maio e no fim do mês se puder começar a normalizar a vida. Mesmo assim, pessoas doentes e com comorbilidades, que nos professores são milhares, dada a idade da maioria, não poderão ir logo para as escolas ou outros sítios com muita gente. De modo que esta teimosia em ver o óbvio e os arremedos de soluções em papéis infantilizantes que enviam para as escolas com pseudo-princípios de trabalho, só torna tudo ainda mais ridículo.

A mim, parece-me que há uma solução possível, embora calculo que não agradasse a muitos porque implica fazer as férias agora e não as fazer no Verão:

1. o ano lectivo seria interrompido aqui e o terceiro período recomeçava a meio de Junho e acabava no fim de Julho.
2. Agosto seria para fazer exames. Simplificavam-se. Fazia-se apenas os exames do 12º ano e esses seriam os específicos.
3. Setembro e metade de Outubro seriam para preparar o ano seguinte: horários, turmas, etc. O ano seguinte começava a meio de Outubro.

Isto permitiria completar o ano lectivo, fazer os exames de disciplinas específicas, os alunos terem avaliações finais, resolver o problema das disciplinas semestrais que começaram aulas em Janeiro, etc. Seria cansativo, sim, um ano muito comprido, para nós e para os alunos, habituados a terem quase 3 meses de férias, a começar em Junho, mas seria uma coisa excepcional.

É claro que para todos os professores, os meses de Abril e Maio (e para alguns, os tais com doenças, até mais) substituiriam, este ano, as férias da Páscoa e de Verão. Calculo tanto os professores como os pais, não lhes agrade esta solução porque gostam de ir de férias no Verão para a praia e porque estamos confinados e isto não é um tempo de descanso e descontração como são as férias, estamos aqui obrigados, presos e stressados (alguns com os filhos e/ou os pais em casa cheios de trabalho) e não de livre vontade, mas enfim... era uma solução, uma situação excepcional.

Faziam-se algumas mudanças no próximo ano para atenuar a maratona de períodos de enfiada, como não fazer reuniões intercalares que são extremamente cansativas ou libertar os professores de tarefas burocráticas e outras não lectivas muito cansativas, fazer uma semana de interrupção no carnaval, enfim, dar algum retorno para compensar o sacrifício.

O que quero dizer é que, se não pensam soluções para além desta parvoíce de mandar trabalhos pelo correio e fingir que é possível o ensino à distância para todos os alunos e professores, o ano está, ipso facto, acabado, mesmo que obriguem os professores a farsas.


Eduardo Marçal Grilo. "Não me chocaria a decisão excecional de acabar o ano letivo para todos"


Nasceu o dia



Alguém pintou nuvens de aguarela no céu.



Só mais um :)




Ok, é o último. Já chega :)




Desanuviar IX




Desanuviar vVII




Desanuviar VII




Desanuviar VI




Desanuviar V - Being Durer's wings



Desanuviar IV



As asas do Dürer.




Desanuviar III



Esta águia tem as asas do Dürer.

Desanuviar II











não há pão para malucos

Desanuviar













by intelligence is sexy

Diário da qurentena IV - insónias e as notícias são todas una mierda



DW Science

Diário da qurentena III - insónias e as notícias são todas una mierda



"As the sun disappears and the shadows
descend from the mountain top
and human cares drop away, one by one,
leaving hearts tranquil,
death and cruel fate fill me with anguish,
rest refuses to come to my tired heart,
and I pass my hours and nights crying
with tears in my heart as well as my eyes."

--Laura Battiferri (1523–1589), also called Laura Battiferri Ammannati, was an Italian poet during the Renaissance period. She was born in Urbino, Italy.






Bronzino, Portrait of Laura Battiferri, c. 1560; Oil on canvas; Palazzo Vecchio, Florence

Diário da quarentena 15º dia II - insónias e as notícias são todas una mierda












'The Plague'. A mother bearing her child's coffin in a funeral procession for victims of the plague. Colour lithograph after Felix Jenewein, 1900.

Diário da quarentena 15º dia


acordar às 3 e meia da manhã sem sono... cara de insónia... quem é que me livra disto?
e agora é que estou a ver. preciso de cortar o cabelo...