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July 11, 2026

Mais conservadores que os conservadores

 

Quando se fala de cultura, a cultura ocidental é relativa e todas as culturas são iguais mas quando se fala de colonialismo ou de escravatura ou racismo, de repente não há relativismo nem igualdade de culturas e as falhas do Ocidente são absolutas.

Os jovens (e não tão jovens) adultos do Ocidente, como só viveram aqui e só conhecem a História, o racismo, o colonialismo e a escravatura dos ocidentais, pensam que essas situações são uma coisa de brancos contra negros e não sabem nada do colonialismo dos árabes, dos islamitas e dos africanos e do seu racismo e escravatura.

Como esses povos, ao contrário dos ocidentais, nunca fizeram uma revisão racional das suas práticas e da sua História, pelo contrário, continuam a viver pelas leis que deram origem a essas práticas, apresentam-se como vítimas dos ocidentais e reclamam o direito eterno à vitimização e seus benefícios.

Em contrapartida, como os ocidentais há muito que fizeram essa revisão racional, não negam esse seu papel negativo na História de outros povos e apresentam-se a si mesmos como carrascos. Que já não são. Já foram, mas já não são. 

Porém, também foram os ocidentais que acabaram com a escravatura e levaram esse ideal aos quatros cantos do mundo, embora sem completo sucesso pois entre os países islamitas e não só, continua a haver escravatura, crimes de colonialismo, racismo e extrema xenofobia contra os ocidentais e contra os negros.

A esquerda actual que domina as universidades, a cultura e os media já não tem princípios, não defende nada, é amorfa. O seu discurso é de oposição: são contra os judeus, são contra as mulheres quererem direitos, são contra as pessoas gostarem do seu país, são contra proibir comportamentos de predação de mulheres, são contra as pessoas terem uma identidade forte, são contra gostarmos da nossa História, são contra a NATO. São contra defendermos-nos! Movem-se apenas para gritar contra qualquer coisa, para ser contra alguém. Querem proibir, censurar, ter plataformas para perseguir pessoas. Prendem pessoas por dizerem coisas nas redes sociais e mandam soltar os criminosos, calar as vítimas em nome de uma diversidade que não o é. Querem à força toda conservar o tempo em que eram significante por defenderem um progresso moral. Só que esse tempo há muito que passou e agora só vomitam platitudes que atiram à cara dos outros e apelam ao vício em nome da virtude. Querem tudo intocável. Tornaram-se mais conservadores que os conservadores. Muitos, agora acrescentam ao nome dos seus partidos o termo 'progressista', para ver se se convencem a si mesmos de que ainda são progressistas. Não são e já convencem ninguém a não ser os seus iguais.