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June 05, 2026

5 de junho de 1989, Praça Tiananmen «Não fazia ideia de que tinham existido protestos numa escala tão gigantesca»

 



Apesar da censura, os jovens chineses estão a descobrir a verdade sobre a Praça Tiananmen

As autoridades têm sido, em grande medida, bem-sucedidas a apagar da memória coletiva o massacre dos manifestantes que lutavam por reformas democráticas, mas os factos continuam a emergir, muitas vezes de formas inesperadas.

Por Huiyee Chiew - washingtonpost.com/

Um homem bloqueia a passagem de uma coluna de tanques que segue para leste na Avenida Chang’an, em Pequim, perto da Praça Tiananmen, a 5 de junho de 1989. (Jeff Widener/AP)

TAIPÉ, Taiwan — As autoridades chinesas passaram décadas a apagar da memória nacional os detalhes das manifestações pró-democracia de 1989 na Praça Tiananmen. Mais recentemente, recorreram à inteligência artificial para eliminar qualquer vestígio do massacre da internet chinesa.

Mas, mesmo dentro dos limites cada vez mais apertados da Grande Muralha Digital da China, alguns jovens continuam a descobrir o que aconteceu — incluindo a repressão sangrenta levada a cabo pelo governo há 37 anos, numa quinta-feira — e frequentemente por vias inesperadas.

Em Fevereiro, quando a patinadora artística norte-americana Alysa Liu conquistou medalhas de ouro olímpicas em Milão, começou a circular na China uma discussão sobre o seu pai. Arthur Liu tinha participado nos protestos da Praça Tiananmen. Após a repressão, fugiu para os Estados Unidos, onde Alysa nasceu em 2005.

Quando ela venceu as provas individuais femininas e por equipas, alguns utilizadores das redes sociais chinesas chamaram-lhe traidor. Outros elogiaram-no como pai solteiro que conseguiu criar uma campeã.

Um utilizador da plataforma RedNote perguntou porque era Arthur Liu tão controverso. Anji, uma estudante universitária de 20 anos de Wuhan, que tinha aprendido sobre os protestos da Praça Tiananmen através de um professor de História, aconselhou os utilizadores a pesquisarem o passado dele.

Poucas horas depois, o seu comentário foi removido.

«Inicialmente não pensei que fosse apagado, porque nem sequer mencionei diretamente o incidente de Quatro de Junho», disse Anji, que falou sob a condição de ser identificada apenas pelo seu pseudónimo, por receio de represálias governamentais.

Arthur Liu, ao centro, pai da patinadora olímpica Alysa Liu, nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão. (Jean Catuffe/Getty Images)

Na rede social Threads, ligada ao Instagram, um utilizador chinês leu informações sobre Arthur Liu e começou a investigar por conta própria.

«Só posso dizer que fiquei chocado», escreveu. «Não fazia ideia de que tinham existido protestos numa escala tão gigantesca.»

Os analistas afirmam que o excesso de zelo na censura dos acontecimentos da Praça Tiananmen tem, por vezes, despertado ainda mais curiosidade sobre o que realmente aconteceu.

Liu Lipeng, antigo censor da gigante chinesa das redes sociais Weibo e actualmente analista do portal noticioso China Digital Times, sediado na Califórnia, afirmou que Pequim «já levou a vigilância baseada em tecnologia ao limite».

A partir desse ponto, acrescentou Liu, «a sua eficácia começa, na verdade, a diminuir».

As revelações involuntárias sobre Tiananmen surgem frequentemente através de conteúdos de entretenimento, explicou Margaret Roberts, cientista política da Universidade da Califórnia em San Diego.

A China é um caso notável, afirmou Roberts, porque mantém intensa interação com o resto do mundo e apresenta elevados níveis de utilização da internet, mas «continua a preservar um sistema altamente sofisticado de controlo da informação que molda significativamente a forma como os cidadãos comuns consomem informação».

Contudo, acrescentou, «quando a informação política e o entretenimento se cruzam, isso torna-se particularmente perigoso e difícil para os governos que procuram censurar».

Em abril de 1989, estudantes com diversas queixas contra o governo comunista chinês iniciaram manifestações pró-democracia na Praça Tiananmen, no centro de Pequim. Na noite de 3 de junho, as autoridades enviaram o exército. Os soldados abriram fogo e os tanques avançaram sobre as pessoas. No dia seguinte, o protesto tinha terminado.

O número de mortos permanece desconhecido. O total oficial divulgado nesse mês foi de 241 vítimas, incluindo 218 civis, 13 agentes da polícia e 10 soldados. Ativistas dos direitos humanos e académicos afirmam que o número real poderá ascender aos milhares.

Desde então, o governo chinês tem procurado apagar essa história. O tema está praticamente ausente das salas de aula. Quando é abordado, costuma ser apresentado como um período de «agitação política» provocado por forças anti-comunistas e por governos ocidentais.

As palavras e imagens que possam estar relacionadas com os protestos e com a repressão são filtradas e removidas da internet chinesa. Linhas vermelhas semelhantes regem actualmente os grandes modelos linguísticos desenvolvidos por empresas chinesas de inteligência artificial, como a DeepSeek, que, segundo a Administração do Ciberespaço da China, não devem violar os «valores socialistas fundamentais».

Quando confrontada com perguntas sobre os acontecimentos da Praça Tiananmen, a DeepSeek terá respondido que o tema está «fora do âmbito actual».

Hong Kong serviu durante muito tempo como um espaço seguro para discutir publicamente os acontecimentos. Contudo, a lei de segurança nacional imposta em 2020 para esmagar o movimento pró-democracia da cidade tornou essas discussões praticamente impossíveis.

Polícias concentram-se, a 4 de junho de 2025, junto ao Parque Victoria, em Hong Kong, onde tradicionalmente as pessoas se reuniam para homenagear as vítimas do massacre da Praça Tiananmen de 1989. (Peter Parks/AFP/Getty Images)

Um museu dedicado à memória do 4 de Junho foi encerrado, e a vigília anual realizada no Parque Victoria por ocasião do aniversário foi substituída por um «Mercado Patriótico das Terras de Origem».

Rowena He, historiadora e investigadora da Hoover Institution, afirmou que, quando ensinou sobre o massacre da Praça Tiananmen nos Estados Unidos e em Hong Kong, alguns estudantes chineses acusaram-na de colaborar com governos ocidentais.

«Quando os estudantes são ensinados a acreditar que vidas humanas podem ser sacrificadas em nome do crescimento económico e da ascensão da China», afirmou, «a opinião pública, especialmente entre os jovens chineses, acaba por ser distorcida por valores fundamentalmente incompatíveis com o mundo democrático.»

Dado o sucesso dos censores em ocultar esta parte da história, as pessoas que a descobrem por si próprias ficam frequentemente horrorizadas.

Uma estudante adolescente da província de Zhejiang estava a assistir a uma transmissão em direto de Li Jiaqi, em 3 de junho de 2022, quando o influenciador apresentou um bolo gelado em forma de tanque. A emissão foi interrompida abruptamente.

A estudante, hoje com 18 anos, ficou perplexa. Acabou por encontrar formas de contornar a Grande Muralha Digital para descobrir o que tinha acontecido.

«Quando rasguei o véu da verdade, o que vi não foram apenas o sangue e as lágrimas da história, mas também o colapso da visão do mundo que mantive durante mais de uma década», disse ao The Washington Post. Falou sob condição de anonimato por receio de represálias.

Actualmente, deseja abandonar a China.

Molly tomou conhecimento dos acontecimentos de Tiananmen durante o ensino secundário. Um professor de História fechou as portas da sala antes de partilhar os detalhes. Muitos alunos ouviam falar do assunto pela primeira vez.

Molly, agora com 25 anos, considera positivo que outros jovens estejam a descobrir os acontecimentos através da história de Alysa Liu.

«Não tenho a certeza de que reacção este tipo de exposição acidental à história irá produzir», afirmou. «Continuarão agarrados às opiniões que já têm ou mudarão a sua perspectiva? Seja como for, penso que este é um ponto de entrada muito inesperado e inteligente.»


August 17, 2024

Uma pergunta: como taxar os bilionários donos de redes sociais

 

Pessoas cujos clientes ultrapassam fronteiras e são uma grande porção das pessoas do mundo e que, por isso, influenciam políticas, políticos, países inteiros e gigantescas massas anónimas de pessoas? Como impedi-los de levar a cabo manobras sistemáticas de desinformação e controlo de opinião pública? Pessoas com um desejo de controlo, logo, de poder, incomensurável? Taxar, segundo o que ouço, talvez só através dos Centros de Dados, que são entidades físicas mas impedi-los de controlo e desinformação só através de regulação, por um lado e, da educação das pessoas, por outro.

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Elon Musk não pára de tweetar. Em apenas sete dias da semana passada, fez cerca de 650 publicações na rede social que comprou em novembro de 2022 e que, sem grande entusiasmo, mudou de nome para X. Além disso, passou quase três horas a lutar contra problemas técnicos que mais tarde atribuiu a um ataque de hackers não comprovado, para ter uma "conversa" com Donald Trump, bem como para se transmitir em direto a jogar algumas horas do jogo de espadas e feitiçaria Diablo IV da Blizzard.

O volume do seu conteúdo já seria suficientemente impressionante por si só, mas mesmo sendo alguém tão viciado em publicar que gastou mais do que o orçamento do projeto Manhattan para comprar o site, a consistência de Musk é alarmante.

Ao longo da semana de tweets analisada pelo Guardian, houve um período de 90 minutos - entre as 3h00 e as 4h29 da manhã, hora local - em que Musk nunca publicou. Em todos os outros períodos de meia hora, de noite ou de dia, enviou pelo menos um tweet. (Guardian)

March 13, 2024

Este não é um comportamento exclusivo da juventude

 


Adultos praticam o mesmo tipo de violência e forçada, não partilhada. Os telemóveis e o anonimato das redes sociais fazem vir ao de cima as piores características narcísicas das pessoas, que de outro modo estariam recalcadas ou, pelo menos, não teriam terreno fértil para se desenvolverem. E a hipocrisia com que adultos se tornam carrascos da liberdade dos outros é pior que a dos adolescentes porque é plenamente consciente e amadurecida.


Que propósito serve teres a password dele/a?


O comportamento de violência mais legitimado pela população jovem portuguesa é exatamente pegar no telemóvel ou entrar nas redes sociais sem autorização — 37,1%.

Quando me contou, não quis acreditar, não era só um número, eram os dados biométricos de outra pessoa no seu telemóvel. Como pode alguém permitir tal invasão da privacidade? Como posso deixar que um namorado, marido, tenha acesso ao meu telemóvel só para que se sinta confortável relativamente à minha fidelidade? Como pode ser isso uma prova ou atestado de conduta? Pior, como podem os adolescentes normalizar esse comportamento, partilhando palavras passe de contas de emails, de redes sociais e pins do cartão do telemóvel?


December 17, 2022

"Allowing a government or a few corporations to own the public conversation is a path towards centralized control"



jack

@jack

A native internet protocol for social media

There’s a lot of conversation around the #TwitterFiles. Here’s my take, and thoughts on how to fix the issues identified. I’ll start with the principles I’ve come to believe…based on everything I’ve learned and experienced through my past actions as a Twitter.

There’s a lot of conversation around the #TwitterFiles. Here’s my take, and thoughts on how to fix the issues identified. 

I’ll start with the principles I’ve come to believe…based on everything I’ve learned and experienced through my past actions as a Twitter co-founder and lead:

1. Social media must be resilient to corporate and government control.
2. Only the original author may remove content they produce.
3. Moderation is best implemented by algorithmic choice.

The Twitter when I led it and the Twitter of today do not meet any of these principles. This is my fault alone, as I completely gave up pushing for them when an activist entered our stock in 2020. I no longer had hope of achieving any of it as a public company with no defense mechanisms (lack of dual-class shares being a key one). I planned my exit at that moment knowing I was no longer right for the company.

Back to the principles. Of course governments want to shape and control the public conversation, and will use every method at their disposal to do so, including the media. And the power a corporation wields to do the same is only growing. It’s critical that the people have tools to resist this, and that those tools are ultimately owned by the people. Allowing a government or a few corporations to own the public conversation is a path towards centralized control.

continua aqui.

September 21, 2021

A China totalitária

 


Agora deu ordem para expulsar dos jogos online todos que ultrapassam um limite de tempo definido pelo ministro, grande educador das massas.

Por cá não temos um Estado totalitário que se imiscui na vida particular e íntima de todos, mas temos -pelo menos- um grande educador com tendências de controlo e endoutrinação totalitárias.


Empresas chinesas usam o reconhecimento facial para bloquear crianças que atingiram o limite de tempo permitido de jogo


BY MARY ELLEN CAGNASSOLA

O governo chinês impôs novas restrições limitando as crianças a uma hora de jogo online entre as 20 e as 21 horas de sexta-feira, sábado e domingo, na maioria das semanas, informou a Associated Press.

Anteriormente, os regulamentos de 2019 proibiam as crianças de jogar durante a noite e limitavam-nas a 90 minutos de tempo de jogo na maioria dos dias da semana. As novas regras, implementadas no início de Setembro, são um aperto dos limites de jogo anteriores.

O governo espera evitar que a sua juventude gaste demasiado tempo com entretenimento que o governo comunista considera pouco saudável. A "cultura irracional dos fãs" de celebridades adoradoras faz parte desse esforço.

"Os adolescentes são o futuro da pátria, e proteger a saúde física e mental dos menores está relacionado com os interesses vitais das massas e da formação dos recém-chegados na era do rejuvenescimento nacional", disse a Administração de Imprensa e Publicações numa declaração, aludindo a uma campanha do Presidente chinês Xi Jinping para formar uma sociedade mais saudável para uma China mais poderosa.

Os dois filhos de Li Zhanguo, de 4 e 8 anos, não têm os seus próprios smartphones, mas como milhões de outras crianças chinesas, não são estranhos aos jogos online.

"Se os meus filhos deitarem as mãos aos nossos telemóveis ou a um iPad e se não controlarmos de perto o seu tempo de ecrã, podem jogar jogos online durante três a quatro horas de cada vez", disse ele.

Agora, já não.

As restrições tecnológicas reflectem a crescente preocupação com o vício dos jogos entre as crianças. Um meio de comunicação estatal chamou aos jogos online "ópio espiritual", uma alusão a eras passadas quando o vício na droga era generalizado na China.

Especialistas dizem que não é claro se tais políticas podem ajudar a prevenir a dependência dos jogos online, uma vez que as crianças podem, em vez disso, ficar apenas absorvidas nas redes sociais. Em última análise, dizem, cabe aos pais cultivar bons hábitos e estabelecer limites de tempo no ecrã.

Relatórios governamentais em 2018 estimam que um em cada 10 menores chineses é viciado na Internet. Os centros surgiram para diagnosticar e tratar tais problemas.

Ao abrigo dos novos regulamentos, a responsabilidade de assegurar que as crianças joguem apenas três horas por dia recai em grande parte sobre empresas de jogos chinesas como a NetEase e a Tencent, cujo jogo, Honor of Kings é muito popular e jogado por dezenas de milhões em todo o país.

As empresas criaram sistemas de registo de nomes reais para impedir que os jovens utilizadores excedam os seus limites de tempo de jogo e incorporaram verificações de reconhecimento facial que exigem que os utilizadores verifiquem as suas identidades.

Em alguns casos, as empresas farão verificações de reconhecimento facial esporádicas enquanto as pessoas estão a jogar e serão expulsas do jogo se não cumprirem.

Os reguladores também ordenaram às empresas de jogos que apertassem a vigilância dos seus jogos para garantir que não incluem conteúdos nocivos, tais como violência. E criaram uma plataforma que permite às pessoas que possuem cartões de identificação chineses denunciarem as empresas de jogos que acreditam estar a violar restrições. Não é claro quais as penalidades que as empresas podem enfrentar se não aplicarem os regulamentos.

E mesmo que tais políticas de cobertura sejam aplicadas, também não é claro se podem evitar o vício online, dado que as empresas de jogos concebem os seus produtos para atrair os jogadores a permanecerem online e voltarem para mais, disse Barry Ip, um professor sénior da Universidade de Hertfordshire em Inglaterra, que investigou os jogos e o vício. As crianças podem simplesmente mudar para outras aplicações se forem forçadas a deixar de jogar.

"Há muitas formas de plataformas digitais que podem potencialmente prender a atenção de um jovem tão bem como os jogos", disse Ip. "É igualmente fácil para um jovem passar quatro horas no TikTok à noite, em vez de jogar jogos se o seu tempo não for controlado".

Aplicações de vídeo curto como o Douyin, a versão chinesa do TikTok, são extremamente populares na China e não estão sujeitas às mesmas restrições dos jogos, embora tenham características de "modo jovem" que permitem aos pais limitar o que as crianças vêem e durante quanto tempo.

"Muitos pais atribuem as más notas escolares dos seus filhos aos jogos, mas eu discordo deste sentimento", disse Liu Yanbin, mãe de uma filha de 9 anos em Xangai. "Desde que as crianças não queiram estudar, encontrarão uma forma de brincar". Os jogos podem agora ser restringidos, mas há sempre vídeos curtos, redes sociais, até mesmo dramas televisivos".

Tao Ran, director da Base de Desenvolvimento Psicológico de Adolescentes em Pequim, especializada no tratamento do vício da Internet, espera que cerca de 20 por cento das crianças encontrem soluções para as regras.

"Alguns menores são demasiado inteligentes, se tiver um sistema que os restrinja dos jogos, eles tentarão vencer o sistema pedindo emprestado contas dos seus parentes mais velhos e encontram uma forma de contornar o reconhecimento facial", disse Tao Ran. As novas regras, disse ele, são um "último recurso".

Em vez de dependerem da intervenção do governo, os pais precisam de assumir a responsabilidade de limitar o tempo gasto nos jogos, nas redes sociais ou na Internet, dizem os especialistas.

"O enfoque deve ser dado à prevenção, por exemplo, informando os pais sobre o funcionamento dos jogos, para que estejam em melhor posição de regular o envolvimento dos seus filhos", disse Joël Billieux, professor de psicologia na Universidade de Lausanne, na Suíça.

Li, o pai de duas crianças pequenas, disse que planeia organizar aulas de piano para a sua filha, uma vez que ela tem demonstrado interesse em aprender o instrumento.

"Por vezes devido ao trabalho, os pais podem não ter tempo para prestar atenção aos seus filhos e é por isso que muitas crianças recorrem a jogos para passar tempo", disse ele. "Os pais devem estar dispostos a ajudar as crianças a cultivar passatempos e interesses, para que possam desenvolver-se de forma saudável".