October 18, 2026

Sabia que há uma «Rede Europeia de Mulheres Migrantes» que alertam contra a opressão islâmica?


Eu não o sabia. Como quem aparece sempre a falar são os islamitas homens, nunca ouvimos a voz das mulheres. Há até quem diga que as mulheres estão, livremente, de acordo com o que eles defendem - leis de sharia, por exemplo. Pois, não estão e, pelos vistos, há, pelo menos, uma organização de mulheres migrantes na Europa que defende os valores europeus e a sua defesa face a grupos hostis que tentam destruir a Europa por dentro apelando à vitimização e à violência.

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🔴 Declaração pública da Rede Europeia de Mulheres Migrantes (cuja existência eu desconhecia até agora) que saúda a resolução do Parlamento Europeu que apela à adopção de uma estratégia para combater o infiltracionismo islâmico (uma resolução que uma parte da esquerda votou contra).

OPOR-SE À IRMANDADE MUÇULMANA: UM PONTO DE INFLEXÃO PARA OS VALORES EUROPEUS, A DEMOCRACIA LAICA E A LIBERDADE DAS MULHERES

Bruxelas, 14 de outubro de 2026

A Rede Europeia de Mulheres Migrantes acolhe com grande satisfação e apoia a resolução do Parlamento Europeu que apela a uma estratégia europeia coordenada para combater o infiltracionismo islâmico e analisar a influência das redes da Irmandade Muçulmana. Trata-se de um passo importante na defesa das instituições democráticas da Europa, das liberdades fundamentais e do seu compromisso com a igualdade. Uma estratégia europeia comum não só é necessária como já devia ter sido implementada há muito tempo.

A ideologia da Irmandade Muçulmana suscita preocupações fundamentais para as sociedades europeias seculares, democráticas e pluralistas. A sua visão política e a sua concepção do papel da religião na vida pública e na governação levantam sérias questões sobre a separação entre a autoridade religiosa e as instituições democráticas, a liberdade individual, a igualdade perante a lei e a liberdade de consciência. 

A Europa deve continuar a ser um lugar onde todos sejam livres de praticar a sua religião, de a mudar ou de não ter nenhuma, sem pressão ou coacção por parte de movimentos religiosos ou políticos.

As preocupações em relação à Irmandade Muçulmana não se limitam à Europa. Vários países de maioria muçulmana, incluindo o Egipto, a Arábia Saudita e a Jordânia, proibiram a organização ou classificaram-na como organização terrorista ao abrigo da sua legislação nacional. 

Embora estas decisões se insiram em contextos jurídicos e políticos diferentes, demonstram que as preocupações relativamente às actividades e aos objetivos políticos do movimento vão muito além da Europa. Estes desenvolvimentos reforçam a necessidade de as instituições europeias examinarem diligentemente a ideologia, as estruturas organizacionais, o financiamento e as actividades do movimento no âmbito de uma supervisão independente.

Opôr-se à ideologia política da Irmandade Muçulmana não é racismo nem islamofobia. A crítica a um movimento político ou religioso não deve ser confundida com hostilidade para com os muçulmanos. Pelo contrário, defender os muçulmanos contra a coacção e o extremismo político ou religioso faz parte da defesa dos seus direitos fundamentais. 

O respeito pela diversidade religiosa não pode significar fechar os olhos a movimentos cujas actividades comprometem as liberdades individuais, as instituições democráticas ou os direitos dos outros.

Esta resolução constitui também um passo importante para os direitos das mulheres, em particular os das mulheres migrantes. As mulheres que vivem entre diferentes ambientes culturais, religiosos e sociais podem enfrentar pressões que afectam a sua autonomia, as suas escolhas pessoais, o seu vestuário, as suas relações, a sua educação e a sua participação na vida pública. 

As mulheres que desafiam as expectativas religiosas e patriarcais são frequentemente confrontadas com intimidação, exclusão e ameaças, inclusive no seio das suas próprias comunidades. A sua liberdade e segurança nunca devem ficar em segundo plano face à sensibilidade cultural ou ao oportunismo político. 

Uma sociedade verdadeiramente igualitária protege o direito de cada mulher a fazer as suas próprias escolhas, a participar plenamente na vida pública e a viver livre de qualquer restrição ou discriminação justificada pela religião. As mulheres migrantes merecem não só proteção contra o racismo, mas também a proteção plena e incondicional dos seus direitos e liberdades individuais.

Apelamos, por isso, às instituições europeias e aos Estados-Membros para que traduzam este compromisso político em acções concretas, através de uma estratégia europeia coordenada, de uma maior transparência no financiamento e de uma supervisão rigorosa das organizações e redes. A Europa deve ser coerente na defesa dos seus valores: as instituições democráticas laicas, a liberdade de consciência, a igualdade entre mulheres e homens e o Estado de direito são garantias essenciais de uma sociedade livre e pluralista.

A Rede Europeia de Mulheres Migrantes (ENoMW) é uma plataforma feminista e laica, liderada por mulheres migrantes, não filiada a nenhum partido político, que defende os direitos, as liberdades e a dignidade das mulheres e raparigas migrantes, refugiadas e pertencentes a minorias étnicas na Europa.

http://migrantwomennetwork.org | info@migrantwomennetwork.org | Rue du Méridien 10, 1210 Bruxelas, Bélgica

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