A Câmara de Lisboa quer pintar os paralelepípedos das ruas?! Hã...?
pintar (!) metade (!) dos paralelepípedos das vias hoje ocupadas com carros e tuks, com desenhos a imitarem a calçada artística dos passeiosHá muito tempo, também, mas não há tanto assim, que a Rua Garrett se tem vindo a banalizar numa réplica da actual Baixa e na permanente “feira dos trezentos” em que esta se tornou, salvo algumas raras e heróicas excepções num comércio e numa restauração cada vez mais deprimentes, senão de fugir.
A Rua Garrett, “espinha dorsal” de um Chiado em crescente plastificação, dá hoje um triste espectáculo a quem insiste em nela procurar memórias e locais varridos pela “modernidade”. Como se isso não bastasse, a Rua Garrett é hoje um caos de poluição sonora e visual, plantação de múpis, pasto de venda ambulante e ilegal e, cereja no topo do bolo, um foco infecto-contagioso de tuk tuk.
Paulo Ferrero, Público
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Esta descrição do Chiado é uma tristeza porque é verdadeira. Havia tantas razões que me faziam ir ao Chiado: as livrarias (a Férin, a Lello...), a mercearia fina onde ia comprar café, a sapataria Hélio e outras lojas com os balcões antigos em madeira, bem como o ambiente geral do sítio. Agora, passo por lá uma vez por ano a caminho de outro sítio qualquer e de cada vez o ambiente é mais feirante. Uma pena.
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