Se vamos falar em devoluções, espero que Guterres diga à Turquia para devolver Istambul aos gregos. E para os árabes pagaram pelos milhões de homens africanos que transformaram em eunucos e as mulheres em escravas de harém. E aos turcos para pagarem as mulheres europeias que raptaram e escravizaram e vendiam nos mercados. Se é para fazer contas ao passado, vamos ver todas as colunas do haver e do dever e não apenas umas escolhidas a dedo pela nova-esquerda neo-racista. E antes disso desmantelar os mercados de escravos que ainda existem nos países islamitas. Guterres é especialista em gerar conflitos, em alimentar racismos, e em por todos contra todos.
A Grã-Bretanha não deve pagar nem um cêntimo em reparações pela escravatura
O papel da Grã-Bretanha no comércio de escravos foi insignificante em comparação com o das nações árabes e africanas.
A pressão sobre os contribuintes britânicos para que comecem a desembolsar dinheiro para financiar reparações pela escravatura histórica de africanos por parte de alguns dos seus antepassados está a aumentar. Em fevereiro, a União Africana adotou uma resolução proposta pelo seu defensor das reparações e presidente do Gana, John Dramani Mahama, que identifica a escravatura como um crime contra a humanidade. Em março, a Assembleia Geral da ONU aprovou a resolução do Gana que descreve a escravatura transatlântica como «o crime mais grave contra a humanidade» e apela às reparações como «um passo concreto para corrigir os erros históricos».
«O ponto de partida é a verdade e a reconciliação… já não vivemos numa sociedade em que se questionam noções como o privilégio branco.»
Mas a ideia de que a Grã-Bretanha deva pagar reparações é histórica e moralmente ridícula. Baseia-se numa narrativa caricaturalmente simplista — e até racista — de brancos a explorarem negros.
No entanto, tal como indicado pelo subtítulo do livro de Martin Plaut, de 2025, Unbroken Chains: A 5,000-year History of African Enslavement (Correntes Inquebráveis: Uma História de 5 000 Anos de Escravatura Africana), os africanos já se dedicavam a escravizar outros africanos há séculos antes de os comerciantes europeus terem aparecido pela primeira vez ao largo da costa da África Ocidental, em meados do século XV. Aqueles que não consumiam em sacrifícios humanos, os africanos vendiam primeiro aos romanos e depois aos árabes. E quando os portugueses, espanhóis e britânicos chegaram em busca de escravos africanos, não precisaram de se aventurar no interior para os caçar. Limitaram-se a esperar na costa que os traficantes de escravos africanos os trouxessem.
Estima-se que os europeus tenham transportado 12,75 milhões de africanos através do Atlântico para as Américas. Destes, cerca de um quarto foi levado pelos britânicos. A Caricom (uma organização de Estados das Caraíbas) e a União Africana fazem questão de divulgar esses números. Outros números, porém, procuram ocultar — em particular, os nove milhões de africanos levados para o Mediterrâneo e os 12 milhões de africanos transportados para o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico e a região a oeste da Índia. Esses africanos foram primeiro escravizados por outros africanos e depois vendidos aos árabes.
Vamos fazer o que os defensores das reparações não fazem: ser justos e colocar o envolvimento britânico na devida perspectiva. Em 1804, estimava-se que existissem 45 milhões de escravos em todo o mundo, dos quais a quota britânica nas Índias Ocidentais era de pouco mais de um por cento. De um total de, pelo menos, 41 milhões de escravos africanos comprados e transportados através do Atlântico, do Saara e do Oceano Índico, os comerciantes britânicos compraram pouco menos de oito por cento, enquanto os árabes foram responsáveis por 37 por cento.
Mas os verdadeiros escravizadores e comerciantes de quase 100% eram outros africanos. Na década de 1850, o povo fulani, do que é hoje o norte da Nigéria, geria vastas plantações que empregavam quatro milhões de escravos em simultâneo — mais do que o total transportado para as Américas pelos britânicos em mais de 140 anos.
Além disso, ao contrário de qualquer outra nação africana, os britânicos arrependeram-se do seu envolvimento no comércio de escravos e na escravatura e, no início do século XIX, estiveram entre os primeiros povos da história do mundo a aboli-los.
Utilizaram então o seu domínio imperial para suprimir o comércio de escravos, sobretudo na própria África. O historiador beninês Abiola Félix Iroko escreveu que «quando o comércio de escravos foi abolido [pelos britânicos], os africanos opuseram-se à abolição». De facto, segundo Plaut, muitos deles continuam a opor-se a ela. Hoje em dia, o comércio e a instituição de escravatura continuam vivos e de boa saúde na Mauritânia, no Mali, no Níger, no Sudão e na Líbia.
spiked-online. (excertos)
Só não percebo uma coisa: por que razão se limita as reparações do século XV em diante?
ReplyDeleteO meu avô estuprou a vizinha. Quem vai para a cadeia sou eu amanhã. Certo?
PS. O meu avô nunca estuprou ninguém.
Limita-se aos males a partir do século das descobertas para validar a narrativa da nova-esquerda unineuronal de que os ocidentais e entre eles os brancos são o demónio que deve ser expulso da Terra e de que os africanos são puros, seres humanos etéreos, sem pecado original e eternos oprimidos. Isso e porque Guterres é, na minha opinião, um tolo e um ignorante encartado.
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