Os bons professores estão sob ataque, escreve o nosso editor Michael Gove no artigo de capa desta semana.
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[A ideia de 'educação' da nova-esquerda, seguida por todos os outros, é baseada em pensadores como Foucault, que defendia que a educação e a instituição escolar são, sobretudo, mecanismos de poder disciplinar que visam produzir corpos dóceis, obedientes e normalizados. Logo, a educação deve tirar a autoridade a professores, deve idolatrar a liberdade da criança fazer o que entende porque educá-la é um poder ditatorial que destrói a criança]
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A Vingança do 'Blob': os bons professores estão sob cerco
Michael Gove
Jolyon Maugham tem razão. É necessário realizar um inquérito na sequência da trágica morte de Jason Arday. Mas, e não é a primeira vez, o diretor do Good Law Project identificou o alvo errado.
Não é a imprensa que precisa de ser investigada e responsabilizada. Se os jornais e revistas, incluindo este, cometerem erros ou falharem, difamarem ou caluniarem, então os tribunais podem aplicar sanções e os leitores podem afastar-se. Sobrevivemos para publicar, graças à procura do público. O verdadeiro foco da investigação — sustentada e detalhada — deve ser a Universidade de Cambridge e, em particular, a sua Faculdade de Educação. Foram eles os empregadores do professor Arday. Na verdade, mais do que isso, foram os seus defensores e apoiantes, atraindo as luzes da ribalta para alardear a sua nomeação.
Uma conversa sobre este artigo de Michael Gove que toca em pontos fulcrais do desastre que são as políticas de educação nos últimos 20 anos, (pelo menos) e não dão mostras de mudar, pelo contrário. Quando mais sucesso tem uma escola em ser capaz de melhorar as capacidades e resultados académicos dos alunos, mais é desprezada pelos académicos das novas pedagogias de mediocridade nascidas da nova-esquerda pseudo-progressistas. Os blobs - blob é um termo que vem do filme de ficção científica dos anos 90 em que cai na Terra uma criatura sem intelecto nem consciência moral, uma massa viscosa e peganhenta cujo único objetivo é consumir tudo o que se move.
Como diz um dos interlocutores deste diálogo, os [pseudo]progressistas de esquerda defendem estas escolas com estas pedagogias [pseudo]progressistas mas põem os filhos nas outras onde há resultados visíveis de sucesso académico.
A conversa sobre este artigo passa-se nos primeiro 15 minutos.


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