1 – O raspanete do alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos vale pouco pelos eventuais danos que causa a Portugal no cenário internacional – o mundo tem mais com que se preocupar. Mas vale imenso para a imagem de Portugal (...) O aviso que vem de Nova Iorque implica uma nova perspectiva dos outros sobre nós, o que obriga a uma revisão da ideia que alimentamos há décadas a partir da imagem que fomos sedimentando lá fora (...)A imagem de um país humanista, aberto e tolerante, que soube encaixar à luz da vontade popular maioritária questões fracturantes como o aborto, o casamento gay ou a livre escolha na identidade de género.
O aviso que nos vem da ONU põe em risco essa imagem que projectámos para fora e assumimos perante nós mesmos. (...). O que está em causa na reversão da lei da identidade de género é por isso um atentado contra o progresso da sociedade em geral.
Manuel Carvalho, Público (excertos)
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Oh, meu Deus, o que vão pensar de nós lá fora? Estamos a ser diferentes do que se faz lá fora! Oh, meu Deus, o que vai ser de nós! A nossa imagem lá fora junto dos 'progressistas' da ONU, daquele tipo cobarde. O que vão dizer lá fora? Tinham-nos educado para seguir o que se faz lá fora e agora estamos a fazer leis pensando por nós mesmos sem seguir lá fora!
O indivíduo do costume com os seus artigos de fundo da caverna a usar o jornal para a propaganda de manipulação com medo que algum dia, algum bloquista, ou pior, um estrangeiro «de lá de fora» diga que não é progressista.
No meio destes chiliques afectados, engana: onde é que ele foi buscar a ideia de que a maioria da população está a favor de mutilarem crianças, usarem terapias de conversão para dizer a crianças que estão no corpo errado, encherem-nas de quimícos perigosos que lhes destroem a saúde, obrigarem toda a gente a aceitar que os sentimentos particulares de cada um sejam a lei para todos os outros? Onde? A lado algum. Aliás, atrevo-me a dizer que, se fizessem um inquérito independente e sério aos portugueses sobre estas maldades que se fazem às crianças e adolescentes menores a esmagadora maioria estaria contra.
E vou mais longe. Foi a defesa destas barbaridades do transfascismo, juntamente com a defesa dos imigrantes islâmicos mais as suas práticas de sharia que fez com os partidos do arco deste bacoco tenham agora 1 deputado, 4 deputados, e não representem ninguém. Foi o povo a dizer-lhes o que pensa da sua cobardia moral auto-apelidada de progresso, tolerância e inclusão.
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