“É mais eficaz ter mulheres a convencer outras mulheres a perderem direitos”
Lúcia Vicente traça o retrato de um universo que cresce à velocidade dos algoritmos e alerta que “também há mulheres que defendem um regresso aos papéis tradicionais de género”.
“É mais eficaz ter mulheres a convencer outras mulheres a perderem direitos.
"Primeiro, temos de educar quem educa. Pais, mães, professores e avós precisam de conhecer esta linguagem, estes símbolos e estes movimentos. Só assim conseguirão reconhecer os sinais”, explica a escritora.Patrícia Reis, Paula Cosme Pinto e Tiago Orato (edição de som)
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O que dizem aqui é verdade mas falham em ver que na esquerda auto-denominada progressista também as mulheres reproduzem o mesmo discurso, apenas com outras roupagens: a liberdade das burkas, a crítica à violência masculina islâmica ser islamofobia, os homens que se dizem mulheres terem o direito de impor o silêncio e submissão às mulheres com o pretexto da aceitação, tolerância, empatia e inclusão e mais outros cem exemplos.
Usam outras referências diferentes da bíblia, mas com os mesmos fins. Defendem que temos de educar pais e professores para terem a linguagem certa e a ideologia certa, «para reconhecer os sinais»... quais sinais? Andarem de vestido e de tranças? E depois? Dizem aos professores para denunciarem as crianças que vêem com a marca do demónio?
Não se vêem a si próprias?


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