July 20, 2026

Se os assassinados não são da tua cor política, venha daí o terrorismo


Agora mesmo na Euronews:
Programa, Europe Today com Anna Saibai da Europol, "a maior ameaça à segurança e desenvolvimento da Europa é o jihadismo. Já tivémos 500 ataques terroristas no espaço da UE".

Portanto, sabemos de onde vem e quem pratica o terrorismo, mas continuamos a importar esses casulos de homens violentos onde se infiltram terroristas e seus apoiantes activos ou passivos.
O pior é que, com tantos e tantos casos, já se normalizou o terrorismo bem como a violência contra as mulheres e já nem um nem outro são notícia. 
Em Inglaterra, Ann Widdecombe, ex-MP (membro do Parlamento) pelos conservadores, uma mulher de quase 80 anos, foi assassinada brutalmente com indícios de tortura. Imediatamente após a descoberta do corpo a polícia disse que o assassinato não tinha motivação política, e assim normalizou o crime. Passadas 24h teve de desdizer-se e adiantar que afinal, a força de contra-terrorismo tinha tomado conta do caso. 
De lá para cá o assunto foi esquecido: nem os jornais falam dele, nem o rei ou o governo disseram uma palavra acerca do assassínio brutal de uma política conhecida e muito activa, nomeadamente a favor dos direitos das mulheres. Nem a Igreja de Inglaterra. Nada. Uma funcionária pública numa universidade, uma militante do Labour, a esquerda socialista inglesa, publicou um post nas redes sociais a celebrar o seu assassinato e a gozar com a sua tortura dizendo esperar que ela tivesse sofrido o mais possível. 
Conclusão: se os assassinados não são da tua cor política e, ainda por cima, são mulheres inconvenientes, venha daí o terrorismo e os seus seguidores.

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