Se isto se fosse verdade, recusarem-se a trabalhar, levavam com um processo em cima e ele sabe disso muito bem. Ninguém faz essa loucura.
A seguir diz que alguns professores "meteram atestados - se calhar ficaram doentes, não faço a mínima ideia", diz, mas acrescenta, "os professores têm um contrato e têm que..." Têm o que o quê? Não ficar doentes? Não ser doentes? Não faz ideia? Não interessa saber, o que interessa é responsabilizar professores?
O ministro diz que onde se dizia que havia falta de folhas de continuação, não havia, o que havia eram folhas em branco que não foram digitalizadas. Ora houve, pelo menos, centenas de casos em que os classificadores reportaram receber folhas de continuação que não eram, obviamente, da prova que estavam a classificar. Portanto, isto é uma impossibilidade lógica.
Isto depois de já ter feito um grande auto-elogio ao seu trabalho.
Dizer que só este ano houve rigor na avaliação como nunca tinha havido é ofensivo para os professores, porque parece que antes andavam a brincar e agora é que é a sério, e não é verdade. Sempre houve rigor e accountability como gostam de dizer. Todo o processo tinha responsáveis devidamente identificados em cada uma das suas etapas. Os alunos sempre tiveram acesso aos seus exames. Agora têm mais depressa e online, independentemente de terem de ir pedir cópias à escola. Sim, isso é melhor, mais prático, mas não significa uma avaliação mais rigorosa.
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