May 01, 2026

Ranking da liberdade de imprensa no mundo - 2026

 

Os primeiros 20 países são todos, excepto um, da Europa, quase todos da Ocidental. Portugal está em 10º, sendo o primeiro do nível 2, 'sim, há liberdade de imprensa, mas...' RU, no 18º; Espanha no 29ª; Austrália no 33º; Grécia no 86º. Tem interesse porque são governos de esquerda e deviam, segundo as narrativas de esquerda acerca de si mesma, ser os maiores apoiantes da liberdade de imprensa - que está indissociavelmente ligada à democracia. Os regimes islamitas, elogiados pela esquerda como o ideal de civilização dos direitos humanos aparecem no fim da tabela - perto dos regimes comunistas ou pró-comunistas.

https://rsf.org/en/index?year=2026


«Os Estados autoritários, os poderes políticos cúmplices ou incompetentes, os agentes económicos predatórios e as plataformas online insuficientemente regulamentadas são os principais responsáveis pelo declínio global da liberdade de imprensa», afirmou Anne Bocande, diretora editorial da RSF, num comunicado.

Bocande afirmou que a inacção perante tais ameaças aos meios de comunicação social constitui uma forma de aprovação.

O relatório salientou que menos de 1% da população mundial vive num país onde a liberdade de imprensa foi classificada como «boa», uma descida em relação aos 20% registados em 2002, descrevendo o jornalismo como cada vez mais criminalizado a nível mundial.

Outrora um mercado modelo para a liberdade de imprensa, os EUA registaram um declínio nos últimos anos, atribuído ao presidente dos EUA, Donald Trump, e à postura hostil da sua administração para com os repórteres. Trump rotulou os meios de comunicação críticos de «notícias falsas», intentou ou ameaçou com ações judiciais contra empresas de comunicação social e brincou com a possibilidade de os repórteres serem alvejados.

Em toda a região da Ásia-Pacífico, as perspetivas eram sombrias, com a análise que acompanha o índice a projetar um declínio ainda maior da liberdade de imprensa no futuro, alimentado por leis repressivas e táticas aprendidas com regimes repressivos.

«As táticas de censura e propaganda desenvolvidas pelos regimes autoritários regionais, com a China à cabeça, estão agora a espalhar-se muito para além das suas fronteiras», afirma o relatório. A China ocupou o 178.º lugar no índice, ficando apenas à frente da Coreia do Norte e da Eritreia, um pequeno país costeiro africano onde não existem meios de comunicação independentes, de acordo com o índice.

Os países europeus ocuparam posições mais favoráveis, com a Noruega no topo do ranking global, seguida pelos Países Baixos, Estónia, Dinamarca e Suécia. As suas classificações devem-se, em grande parte, a proteções legais robustas.

A RSF elabora o seu índice anual há 25 anos, avaliando 180 países e territórios, desde os mais livres até aos mais opressivos. O grupo, fundado em Montpellier por quatro jornalistas em 1985, defende a promoção dos direitos dos jornalistas a nível global.

https://www.japantimes


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