“Os americanos já não estão interessados em manter a ordem global às suas próprias custas. Durante oitenta anos, a Marinha dos Estados Unidos garantiu a segurança dos mares para todos. Essa era acabou. A partir de agora, se quiseres que o teu petróleo chegue ao destino, terás de garantir tu próprio a sua segurança.” — Peter Zeihan
O Mito da “Portagem de Ormuz”
Apesar das notícias nos media globais que afirmam que o Irão “fechou” Ormuz ou está a cobrar “taxas de trânsito”, isto não passa de propaganda iraniana reciclada.
Sejamos claros: não existem taxas de trânsito em Ormuz. O parlamento iraniano apresentou um “projecto de lei” e a câmara de eco irresponsável das redes sociais tratou-o como um facto consumado. Não se trata de uma portagem.
Porque é que o Irão cobraria aos seus parceiros como a China, a Índia ou o Paquistão? Além disso, os canais de águas profundas de Ormuz situam-se em águas de Omã, não iranianas.
A razão pela qual o tráfego de petroleiros abrandou não é porque o Irão tenha fechado um “portão”, mas porque os Estados Unidos não têm pressa em fornecer seguros marítimos. Nenhum armador se atreve a navegar sem seguro, mesmo com escolta militar. Os americanos estão deliberadamente a arrastar os pés — é o “detox” em acção, forçando os europeus a assumir finalmente o esforço principal.
Pode discutir-se se o plano de Trump é “bom” ou “mau”, mas não se pode discutir os resultados. Está a alcançar um enorme sucesso no Irão e a projectar um poder inegável em direcção à China.
Falando da China: depois de ter interrompido as importações de petróleo dos EUA seis meses antes da eleição de Trump, Pequim voltou a comprar petróleo americano. Porquê? Porque Ormuz está, na prática, “fechado” devido à falta de seguros e, com a Venezuela e o Irão fora de jogo, os chineses perceberam que não têm outras opções.
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