5 da manhã. Acordei. Enquanto tomava o pequeno-almoço, liguei a TV no canal História porque me lembrei que estreou ontem uma série de Martin Scorsese sobre os santos da igreja católica. Apanhei os últimos 15 minutos do 1º episódio, mas logo a seguir e sem interrupção começou um programa francês chamado, Salazar e a Segunda Guerra Mundial. Fiquei a ver, claro. O programa foi interessante, com imagens e documentos da época e em geral foi correcto, apesar de alguns erros de interpretação, como dizer que Salazar não percebeu o perigo de não tomar nenhuma decisão sobre os Açores ou dizer que Salazar manteve-se neutro na guerra apenas para lucrar dinheiro com a guerra. Apesar destes erros de interpretação, o programa foi muito interessante, sobretudo porque em Portugal não se fala sobre o Estado Novo. Temos imagens e documentos para reflectir sobre esse período da ditadura, e temos historiadores, mas estamos sob um regime de ditadura de informação quanto ao tema. A esquerda proíbe que se fale de Salazar e do Estado Novo de maneira que é preciso assistir a programas estrangeiros para vermos documentários com imagens e documentos da época. Pensam-se os donos da história pós-ditadura e exigem pedágio a quem pisar os seus terrenos minados. Somos um país de ignorantes que preferem a ignorância ao conhecimento por questões ideológicas. Nesse aspecto, ainda vivemos como no tempo de Salazar. Em vez de conhecer, reflectir e discutir... censurar.
E há países sábios por motivo de ideologia.
ReplyDeleteA sua especialidade é a falácia do espantalho. Se a ignorância se deve a porem a ideologia como obstáculo ao conhecimento a sabedoria consiste em não cometer esse erro. Isto é simples de perceber.
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