Aqui no rectângulo, apesar de tantas evidência de prejuízo para o desenvolvimento e educação das crianças e adolescentes, o governo continua a falar em reduzir a educação à IA ao ponto de falar nos professores como 'ajudantes de IA'. A minha pergunta é: quem está a implementar estas barbaridades ao serviço dos lucros dos gigantes tecnológicos e como que intuito?
Na semana passada, um júri de Los Angeles condenou a Meta e a Google a pagar pelo menos 3 milhões de dólares em indemnizações a uma mulher de 20 anos (KGM). Responsabilizou-as pelo design viciante e prejudicial das redes sociais. A decisão concluiu que funcionalidades do Instagram e do YouTube causaram à queixosa graves problemas de saúde mental, incluindo depressão grave e dismorfia corporal. A Meta foi considerada 70% responsável (Instagram) e a Google 30% responsável (YouTube). O TikTok e o Snapchat faziam inicialmente parte do processo, mas chegaram a um acordo confidencial com a queixosa antes do início do julgamento.
O processo centrou-se em funcionalidades de design como a rolagem (scroll) infinita, a reprodução automática e os filtros de beleza, argumentando que foram intencionalmente concebidas para serem viciantes para as crianças e adolescentes. A rapariga começou a usar as redes sociais muito nova e viciou-se com graves prejuízos para a sua saúde mental. A indemnização inicial de 3 milhões de dólares poderá aumentar, uma vez que o júri irá deliberar sobre uma indemnização punitiva adicional. Imagine-se quando começarem as queixas de prejuízo cognitivo, deficiências na capacidade de atenção, memória, aprendizagem e pensamento autónomo, por causa da IA, que também é viciante. Espero que inundem os governos com queixas nos tribunais. Os prejuízos não são hipóteses, são observáveis e constam já de vários estudos muito credíveis, com evidências, que levaram governos de vários países a fazer marcha atrás no uso generalizado de IA em idades escolares.
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