January 01, 2026

Não percebo este artigo do Público a tentar fazer desaparecer o elefante no meio da sala



Polícia australiana diz que não há provas de que os atacantes da praia de Bondi integravam “célula terrorista”

António Saraiva Lima

Conclusões preliminares da investigação ao ataque contra comunidade judaica de Sydney, que fez 15 mortos, sugerem que atiradores terão “actuado sozinhos” e não receberam treino nas Filipinas.

Dois dias depois do ataque que teve como alvo uma celebração judaica e que foi rotulado pelas autoridades australianas como “anti-semita”, a AFP revelou que os suspeitos, um pai e um filho, aparentavam ter sido inspirados pelo Daesh, tendo realizado uma viagem em Novembro, que durou cerca de um mês, a Mindanau, nas Filipinas, onde actuam células terroristas ligadas ao grupo islamista.

A cooperação com as autoridades filipinas e a análise de imagens captadas por sistemas de videovigilância daquele país ajudaram a AFP a afastar o cenário de pertença ou de treino com grupos organizados. Segundo Barrett, a polícia nacional das Filipinas diz que Naveed e Sajid Akram raramente saíram do hotel onde ficaram alojados, na região de Davao.

Ainda assim, a comissária da AFP fez questão de sublinhar: “Não estou a sugerir que eles estavam lá para fazer turismo”.

O acusado já tinha sido investigado em 2019 pelos serviços secretos da Austrália por alegadas ligações ao Daesh, mas deixou de ser monitorizado por falta de provas.


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Dois indivíduos, pai e filho (bela educação...) atacaram uma multidão numa reunião tradicional judaica com armas e tentaram matar o maior número possível de judeus aos gritos de Alauakebar. Um deles, o pai, já esteve sob investigação por suspeita de pertencer ao Daesch. Ambos, não sendo pessoas endinheiradas, viajaram para um hotel nas Filipinas (onde há grupos de terroristas islâmicos) e ficaram quase sempre dentro do hotel e o autor deste artigo frisa que, por isso, não pertenciam a uma célula terrorista. Ora, mesmo que isso fosse verdade, o que pode não ser (porque podem ter ido a uma formação para terroristas iniciantes que ocorreu no hotel, ou podem ter saído às escondidas, ou podem ter decidido começar uma célula terrorista na Austrália e ir lá aprender, ou podiam ter já o plano de matar os judeus naquele dia e ir lá aprender, etc.), em que é que isso muda os factos? Dois fanáticos islamitas levaram a cabo um ataque terrorista para eliminar o máximo de judeus possível numa altura em que sabiam que iam estar muitos concentrados num mesmo local (visaram e mataram crianças como é hábito dos islamitas terroristas) aos gritos de Alauakebar. Então, o que o artigo quer dizer é que, como não pertenciam a uma célula terrorista conhecida, isso torna o ataque justificável? Menos grave? Menos motivado por islamismo extremista? Sem relação com o Livro do Ódio? Este artigo destina-se a manipular a opinião pública dizendo que o islamismo não é um fonte de crimes terroristas de ódio religioso? Não percebo este artigo do Público a tentar fazer desaparecer o elefante no meio da sala que são os, quase diários, crimes de ódio de islamitas fanáticos, seja a judeus, a cristãos ou a raparigas e mulheres.

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