Erasmo foi o primeiro a ter uma consciência europeia. Um conciliador por natureza, um anti-fanático, um humanista racional e civilizador, prezava a sua liberdade e independência acima de tudo e nunca se quis prender, nem a ordens religiosas, nem a príncipes -sacrificou o título de Doutor da Igreja para manter a sua liberdade- e viajou constantemente pela Europa, de biblioteca em biblioteca, com a sua voracidade de conhecimento. Estabeleceu uma rede de contactos com estudiosos de imensos países europeus. Era procurado por príncipes da igreja e seculares, justamente pelos seus conhecimentos e fama de imparcialidade.
Vale muito a pena ler. Stefan Zweig não escreve uma mera biografia, antes acompanha Erasmo com reflexões próprias e acutilantes sobre o ser humano, os intelectuais, as religiões, a história.
De facto, o programa europeu de intercâmbio cultural universitário não poderia ter tido um outro nome senão este de Erasmus. Ele simboliza o que há de melhor no espírito e valores europeus humanistas e de procura de conhecimento.

Gosto um imenso do escritor, comprei e li vários romances seus. Também li a biografia de Fernão de Magalhães e tenho perguntado por outras nas livrarias mas não estão disponíveis; na biblioteca da minha terra não existe um único volume do escritor; já fiz saber que é uma falha imperdoável, mas ninguém me fez caso. Há o que há.
ReplyDeleteVou ver se a de Erasmo está disponível para venda.
Arranjam-se online :)
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