A fidelidade -lealdade- não é uma virtude intrínseca, pois depende do seu objecto. A fidelidade a uma pessoa de poucas ou nenhuma virtude transforma-a num vício que ameaça as outras virtudes a que devemos ser fiéis como a justiça, a verdade, etc.
Pensamos no caso da lealdade de certos políticos a Trump, um homem sem virtudes ou, na fidelidade de Santos Silva (e outros) a Sócrates ou na fidelidade de Costa a Cabrita e, em geral, aos seus amigos, acima de tudo, inclusive o interesse do Estado ou a fidelidade de Merkele a Putin ou a fidelidade da esquerda a uma ideologia que traz a miséria e a injustiça ou a fidelidade da direita a religiões que trazem a miséria ou a morte ou a fidelidade de ambas as vertentes políticas a ideologias económicas. Etc.
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