August 04, 2020

Gente estúpida há em todo o lado, o que não consola nada




I’m a Nurse in New York. Teachers Should Do Their Jobs, Just Like I Did.

Schools are essential to the functioning of our society, and that makes teachers essential workers.

----------------------------
Os professores têm estado em constante ataque de toda a gente assim que se aproxima a data de abertura das aulas. Também cá ouvimos inanidades do género de dizer que um professor deve dar a vida para que os filhos possam ir de férias felizes. Em NY, tal como cá, todos estes críticos, em vez de falarem para pedir medidas de segurança para as escolas falam para chamar nomes aos professores.

Esta enfermeira que diz que se fez o seu trabalho e os professores que façam o deles, fala sem pensar. Uma enfermeira trata doentes num ambiente esterilizado e controlado por ela. Desde que o doente entra que ele o controla completamente: tire a roupa, deite-se ali, não fale, agora abra a boca, ponha esta máscara, vista aquele fato, etc. Os doentes estão separados uns dos outros e estão, bem como as enfermeiras com fatos especiais, máscaras cirúrgicas que lhes dão, todos os dias e mais do que uma se for preciso, desinfectantes por todo o lado, etc.

Pois uma escola não tem nada que ver com um hospital e os alunos não são doentes deitados sossegadinhos em camas de ambientes controlados. São muito dinâmicos, falam, dão gritos, empurram-se, andam, levantam-se, tocam em objectos, trocam de objectos, aproximam-se, andam em grupos. Não lhe dão máscaras ou dão-lhes, como cá, uma máscara por período, o que é uma anedota, nem andam com fatos especiais em ambientes esterilizados. 

Os professores a mesma coisa, de modo que trabalhar com doentes num hospital não tem nada que ver com trabalhar com alunos, crianças e adolescentes, numa escola e é preciso ser-se muito estúpido para não se perceber isso e, em vez de pedir que usem alguns dos biliões que gastam com coisas nenhumas na segurança das escolas, chamar cobardes aos professores dos seus filhos. Não sei o que diria se os doentes entrassem no hospital a chamar-lhe nomes antes de lhe pedirem para os tratar. 

Esta artigo desta enfermeira vem naquela revista Atlantic que em tempos foi uma revista séria e respeitada.

No comments:

Post a Comment