Os gregos estão chateados com o filme de Nolan.
Confesso que ainda não o vi e, se por um lado tenho vontade de o ver (as críticas ao filme são díspares em extremo) por outro, talvez não. O filme foi filmado para ser visto em imax. Quantas salas têm esse tipo de projector? Li em revistas especializadas que ver um filme desses numa sala com um projector digital normal chega a cortar 40% da imagem.
A Grécia concedeu um subsídio de 6,5 milhões de euros à produção do filme para filmarem em todo o Peloponeso. O Ministério da Cultura grego esteve por trás desta iniciativa.
Sim, a Odisseia já é universal. Mas é grega. Não é americana. A sua mentalidade não é americana.
Durante as filmagens, escritores gregos e cipriotas enviaram cartas abertas à produção com uma única mensagem: Ainda aqui estamos. Somos um povo vivo cuja história nunca deixou de ser escrita.
Conta-se que Nolan quis um filme inclusivo e que por isso, apesar da Odisseia ser um épico grego com 2600 anos em forma escrita, tem representantes de cada minoria: trans, negros, asiáticos, etc. Mas nenhum grego. Nem um.
Entretanto, fica aqui um pequeno vídeo que mostra o modo como a Odisseia e a Ilíada eram divulgadas e passavam de geração em geração até chegarem à escrita.
This is how Homer's epics were spread and passed down 🎶
— stubborn octopus 🦑✨ (@AtlasNarratives) July 15, 2026
An evening of music in Crete, Greece
📽️x_karidis pic.twitter.com/Fza0ohx5xL