Detalhe do telhado da Grand Central Terminal, Nova Iorque.
via imperius
Na sequência do artigo de Stephen Rapp acerca dos perigos da Europa ignorar, nas parcerias comerciais com a Índia, o seu retrocesso democrático.
A Europa está sob ataque externo e interno e em ambos os casos o fito é a destruição da democracia. Não é que não haja democracias fora da Europa, que as há, mas aqui neste continente temos uma concentração grande de democracias onde as pessoas [ainda] se movem com liberdade, onde se respeita o Estado de Direito e não a força, onde há alternância no poder e não há obrigação de submissão ou medo de prisões e mortes arbitrárias sujeitas ao humor do polícia ou do ditador de ocasião.
Para lidar com o ataque externo precisamos de uma ONU funcional virada para os direitos humanos, mas para isso é preciso que o inquilino que lá está, saia e dê lugar a alguém com outra mentalidade.
O ataque externo às democracias europeias vem de países ditatoriais que não querem os seus povos a olhar com ambições as democracias. A Rússia, o Irão, todos os países árabes islamitas. O ataque interno, fomentado por todos estes países vem da imigração em massa desses países.
Este é um mapa das migrações recentes (últimos 12 anos) para a Europa. Não há memória de uma tão grande pressão de milhões de pessoas a entrar num curto espaço de tempo, por parte de culturas antagónicas e, muitas vezes abertamente hostis à cultura europeia.Como diz Dan Burmawi no post anterior, quando se chega à Europa vindo de países de ditaduras teocráticas e outras, extremamente violentas, com um quotidiano de fuga e sobrevivência à punição arbitrária do Estado, tudo aqui parece 'amaricado'. A tendência não é ver os europeus como uma civilização racional que evoluiu com base na lei, na educação, na cooperação, mas sim vê-los como fracos, pessoas que 'no seu mundo' não sobreviveriam um dia, sequer.
🇪🇸 Spanish MEP Jorge Buxadé (@Jorgebuxade):
— Visegrád 24 (@visegrad24) January 26, 2026
"Islamism now feeds on closed Muslim communities. Political separatism is growing in the heart of Europe. This separatism is of those who want to live without submitting to the laws passed by parliaments. Separatism is found in… pic.twitter.com/rY3RAobjue
Mas nunca aceitar como mores em alguma sociedade do presente. Está abaixo do patamar mínimo obrigatório de civilização da casa comum.
"This is the worst thing I have seen in my twenty-year career." - over 95% of Ukrainian prisoners of war were tortured in Russia, UN reports.
— Anton Gerashchenko (@Gerashchenko_en) August 8, 2024
[Ukrainian]"Prisoners of war are tortured from the very first interrogation. They are beaten with metal rods and sticks, stripped naked… https://t.co/HlRDTORSym pic.twitter.com/0fOAbS5oBS
O grau de civilização de uma sociedade (ou pessoa) tem de medir-se pela qualidade das relações que mantém com os outros seres humanos (e não só), o modo como os trata. Não apenas reconhecendo aos outros direitos humanos, mas reconhecendo a si mesmo deveres de civilização. Cada vez que alguém -ou um Estado, uma religião uma ideologia, etc.- maltrata alguém, cada vez que humilha, que oprime, discrimina, que tortura, que escraviza, que cala, etc., recua no seu grau de civilização.
A civilização é um processo em curso que tem avanços e recuos. As ditaduras e as tiranias são organizações sociais de recuo de civilização porque negam aos outros direitos humanos e sociais - que exigem para si. Ideologias que se afirmam como ditaduras de um grupo social sobre os outras, sejam ditaduras comunistas ou capitalistas são organizações sociais de recuo de civilização porque negam aos outros direitos humanos e sociais - que exigem para si. Religiões que se afirmam pelo totalitarismo ou pelo apartheid de género são recuos de civilização porque negam aos outros direitos humanos e sociais - que exigem para si.
Quanto mais avançamos na consciência desses deveres de civilização, mais incivilizados nos parecem -e são- os recuos: a escravatura hoje parece-nos totalmente incivilizada relativamente ao que já pareceu há séculos, quando a consciência dos direitos comuns humanos era mais infante.
Medimo-nos, para avaliarmos o nosso grau de civilização, pelo melhor que as sociedades já fizeram em termos de avançar na civilização: por isso lemos vozes antigas, pessoas altamente civilizadas antes de tempo, digamos assim. Neste momento não há dúvida que a religião islâmica -bem como a evangelista, embora esta em menor grau porque não pratica o assassínio de mulheres e infiéis- estão num processo de recuo de civilização muito grande.
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A cena foi censurada na televisão do regime islâmico. Duas taekwondoistas iranianas abraçam-se no pódio olímpico, desafiando a propaganda de ódio do regime contra Kimia Alizadeh, iraniana fugida do Irão por recusar o véu islâmico e medalha de bronze sob a bandeira búlgara, e Nahid Kiani, medalha de prata pelo Irão.
La scène a été censurée à la TV du régime islamique. Deux taekwondoïstes iraniennes sur le podium des JO s'enlacent bravant ainsi la propagande haineuse du régime contre Kimia Alizadeh, médaillée de bronze sous le drapeau bulgare après avoir fui l'Iran refusant le voile… pic.twitter.com/ZrabFUslpX
— lettres de Teheran (@LettresTeheran) August 8, 2024
Em todas as civilizações que se extinguiram nestes milhares de anos, também o seu Deus se extinguiu com elas.