Este antigo diretor nacional adjunto da Polícia de Segurança Pública, Carlos Bastos Leitão, esclarece tudo. Esta manifestação foi previamente preparada para que houvesse provocação por parte dos manifestantes e resposta por parte da polícia, televisionada. De preferência com alguma violência.
Têm uma célula de 'inteligência', serviços jurídicos a aconselhar - tudo isto antes dos protestantes se terem juntado "espontaneamente", como disseram.
Portanto, estas manifestações que se espalham pela Europa são preparadas por activistas profissionais com a mesma lógica que os protestos palestinianos, isto é, provocar situações de ultrapassar linhas legais e de segurança pública que leve as forças de autoridade a ter de intervir, para depois aparecerem como vítimas e mártires e capitalizarem o caos que eles próprios geram.
Ora, isto não tem nada que ver com a luta por direito à habitação.
Exigir a responsabilidade e seriedade de competência aos governos é possível de muitos modos dentro da lei e deve ser feito -é para isso que temos partidos políticos e oposição no Parlamente e nas Câmaras Municipais- mas fazê-lo à margem da lei e da vontade do povo não deve ser tolerado.
Ninguém votou nestes 'manifestantes' activistas profissionais. Eles estão ali em seu nome e com as suas 'agendas' e não em nome do povo e do seu benefício.
Portanto, que tipo de movimento é esse onde umas centenas -e que fossem milhares, era igual- de pessoas abancam no espaço público e dizem, "não saímos daqui até o governo fazer a nossa vontade"? Qual a sua legitimidade? Quem, do povo, votou neles e nos seus métodos de reivindicação? Ninguém.
Não são movimentos democráticos em busca de soluções dentro do quadro democrático. Tal como acontece em Berlim, os manifestantes querem o fim dos despejos dos 'ocupas', o fim das rendas, em suma, querem o fim da propriedade privada, querem o fim da polícia, o fim da lei e da ordem. Querem que o direito à habitação passa a ser a garantia da habitação.
Aliás, tenho a certeza que a maioria dos portugueses, não estará de acordo com estas manifestações de tendência caótica e com as suas reivindicações de fim da propriedade privada da nova-esquerda e da extrema-esquerda; nem com os métodos de reivindicar destruindo o espaço público. Tem-no mostrado em todas as eleições, desde o 25 de Abril.
Nem estará de acordo com a promiscuidade de organizações pró-islâmicas em todas as reivindicações. Estas manifestações controladas e manipuladas pela nova-esquerda e extrema-esquerda (em ligação aos islamitas - as bandeiras e lenços dos manifestantes são da Palestina), em nada ajudam a encontrar soluções para os problemas da habitação ou do custo de vida e nem parece ser essa a sua intenção. Talvez seja a intenção de algumas pessoas dos manifestantes mas rapidamente são canibalizadas pelos activistas profissionais que visam criar o caos para minar a democracia europeia. Como estão a fazer, com tanto sucesso, em França, em Inglaterra, em Espanha, na Suécia, na Bélgica, etc.
É preciso, por um lado, encontrar soluções para os problemas das pessoas: habitação social, por exemplo e, por outro, ser intransigente com o extremismo de movimentos que se instalam aproveitando as preocupações legítimas das pessoas, para incitar ao caos e à violência que é sua irmã.
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