October 18, 2026

Capitalizar o caos por si mesmos gerado

 

Este antigo diretor nacional adjunto da Polícia de Segurança Pública, Carlos Bastos Leitão, esclarece tudo. Esta manifestação foi previamente preparada para que houvesse provocação por parte dos manifestantes e resposta por parte da polícia, televisionada. De preferência com alguma violência. 
Têm uma célula de 'inteligência', serviços jurídicos a aconselhar - tudo isto antes dos protestantes se terem juntado "espontaneamente", como disseram. 
Portanto, estas manifestações que se espalham pela Europa são preparadas por activistas profissionais com a mesma lógica que os protestos palestinianos, isto é, provocar situações de ultrapassar linhas legais e de segurança pública que leve as forças de autoridade a ter de intervir, para depois aparecerem como vítimas e mártires e capitalizarem o caos que eles próprios geram. 
Ora, isto não tem nada que ver com a luta por direito à habitação. 
Exigir a responsabilidade e seriedade de competência aos governos é possível de muitos modos dentro da lei e deve ser feito -é para isso que temos partidos políticos e oposição no Parlamente e nas Câmaras Municipais- mas fazê-lo à margem da lei e da vontade do povo não deve ser tolerado. 
Ninguém votou nestes 'manifestantes' activistas profissionais. Eles estão ali em seu nome e com as suas 'agendas' e não em nome do povo e do seu benefício. 
Portanto, que tipo de movimento é esse onde umas centenas -e que fossem milhares, era igual- de pessoas abancam no espaço público e dizem, "não saímos daqui até o governo fazer a nossa vontade"? Qual a sua legitimidade? Quem, do povo, votou neles e nos seus métodos de reivindicação? Ninguém. 
Não são movimentos democráticos em busca de soluções dentro do quadro democrático. Tal como acontece em Berlim, os manifestantes querem o fim dos despejos dos 'ocupas', o fim das rendas, em suma, querem o fim da propriedade privada, querem o fim da polícia, o fim da lei e da ordem. Querem que o direito à habitação passa a ser a garantia da habitação. 
Aliás, tenho a certeza que a maioria dos portugueses, não estará de acordo com estas manifestações de tendência caótica e com as suas reivindicações de fim da propriedade privada da nova-esquerda e da extrema-esquerda; nem com os métodos de reivindicar destruindo o espaço público. Tem-no mostrado em todas as eleições, desde o 25 de Abril.
Nem estará de acordo com a promiscuidade de organizações pró-islâmicas em todas as reivindicações. Estas manifestações controladas e manipuladas pela nova-esquerda e extrema-esquerda (em ligação aos islamitas - as bandeiras e lenços dos manifestantes são da Palestina), em nada ajudam a encontrar soluções para os problemas da habitação ou do custo de vida e nem parece ser essa a sua intenção. Talvez seja a intenção de algumas pessoas dos manifestantes mas rapidamente são canibalizadas pelos activistas profissionais que visam criar o caos para minar a democracia europeia. Como estão a fazer, com tanto sucesso, em França, em Inglaterra, em Espanha, na Suécia, na Bélgica, etc.
É preciso, por um lado, encontrar soluções para os problemas das pessoas: habitação social, por exemplo e, por outro, ser intransigente com o extremismo de movimentos que se instalam aproveitando as preocupações legítimas das pessoas, para incitar ao caos e à violência que é sua irmã.

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