Entre o pânico global com os sucessivos alertas para a possibilidade de a IA colocar em perigo toda a Humanidade, Espanha registou o primeiro ciberataque autónomo. A Agência Espanhola de Proteção de Dados detalhou que um agente superinteligente conseguiu aceder a dados pessoais privados e alterar a informação, de forma maliciosa, sem intervenção humana.
Basicamente, máquinas comunicaram com máquinas, quebraram as barreiras de segurança de máquinas, leram dados sigilosos e provocaram uma fuga de informação. O organismo público não divulga quantas e quais as empresas afetadas. "O agente atacante iniciou uma pesquisa de vulnerabilidades em ficheiros genéricos e efetuou um início de sessão bem-sucedido", descreve a agência, numa frase que poderia constar do guião de um filme de ficção científica, mas que foi revelada ontem, quatro dias depois de o CEO da Anthropic, Dario Amodei, ter pedido maior controlo no desenvolvimento dos modelos de inteligência capazes de imitar o raciocínio humano, mas com incalculável poder de aprendizagem e melhoramento.
A rapidez com que a IA avança choca com a lentidão de resposta dos governos. Apesar de a União Europeia ter sido pioneira a regulamentar a área, os limites estão claramente ultrapassados quando possíveis infrações deixam de ter rosto, ou de ser passíveis de punição.
Se os peritos em IA levantam a bandeira do perigo de extinção há que regulamentar, antes que aconteça um desastre. Nem é preciso pensar só na sobrevivência física, a ameaça sobre os postos de trabalho, entre tantas outras áreas, como a saúde, a educação, o sistema democrático, é também real.
Joana Almeida Silva, JN
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