Garry Kasparov escreve um artigo no telegraph.co.uk:
Não tenho acesso ao artigo na totalidade mas calculo o que diz: a Europa não é consequente nos avisos e ameaças que faz ao Kremlin, não fornece as armas que devia fornecer à Ucrânia e passam o tempo a discutir uns com os outros em vez de aparecerem como um muro sólido e intransponível.Putin não leva a Europa a sério. Quem pode culpá-lo?A Rússia já está em guerra com o Ocidente. É isso que os nossos líderes têm de compreender para evitar ter de lutar contra as tropas do Kremlin nas nossas ruas.
A Ucrânia acaba por ter de ser criativa e fazer o trabalho que os aliados deviam fazer. Mas o Kremlin, se bem que leve os ucranianos muito a sério, sabe que estão dependentes de outros para terem acesso a armas de defesa e, infelizmente, as coligações do mal de poder autoritário funcionam sempre melhor que as coligações do bem, de poder partilhado e discutido.
É por isso que penso que a Ucrânia deve argumentar de maneira mais decisiva. Como se viu, bastaram dois meses de drones sobre a Rússia para os russos começarem a renegar o poder de Putin. No entanto, antes de se destruir o mal é preciso destruir o seu mito e todos os símbolos poderosos de invencibilidade que lhe são associados.
Esta imagem mostra a densidade populacional russa e toda a gente sabe o que são, cada um destes picos. É neles que se concentram, o comando dos terroristas e os seus símbolos: o Kremlin, os ministérios e estruturas políticas e centros de decisão de guerra. E estão ao alcance de drones.

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