July 01, 2026

A reforma da Igreja Católica não será no meu tempo, nem de nenhum dos vivos

 



Se é que alguma vez aconteça. Era necessário que os homens, seres masculinos, lutarem dentro dela pelo fim da discriminação das mulheres, da perseguição das mulheres, do controlo das mulheres e da imposição de sofrimento gratuito às mulheres. A Igreja são as pessoas que a fazem. Ora o que vejo, cada vez mais, são homens a defender que pôr as mulheres em casa a procriar como animais da quinta faz bem à família, ou seja, faz bem aos homens. Outros homens a criarem novas versões ainda mais retrogradas. As religiões, todas as religiões organizadas são instrumentos de opressão de mulheres. Algumas, como as islâmicas, mais que isso, são instrumentos de violência e morte. Vejo este Papa como um retrocesso. Alguém que alinha com o Islão por ser uma religião, do mesmo modo que os homens alinham uns com os outros e são cúmplices da violência do outro. Alguém que não tem o menor interesse na humanidade das mulheres, na voz das mulheres e, muito menos, em partilhar poder com mulheres. Se as mulheres não se tornarem todas cobardes, cúmplices de opressores violentos de mulheres, como vemos as da extrema esquerda fazerem aliando-se aos mais violentos extremistas islâmicos, e se lutarem pelo direito a existirem com voz própria em liberdade, esta religião católica tem os dias contados, mesmo que a conta só se feche daqui a 500 anos.


10 comments:

  1. Não sei se a conta que gostaria de ver fechada é a da 'religião católica', como diz, ou a da 'igreja católica'. De qualquer maneira, penso que daqui a 500 anos haverá alguém a desejar o mesmo para os anos seguintes. Muito disto já acontece há 200 anos, e a Igreja Católica, com todos os seus defeitos, ainda por cá anda.
    Lanço-lhe um desafio (carregado de bonomia): escreva um post a dizer o que a ICAR faz de bem pelo mundo, e porque é que deverá cá estar daqui a 500 anos. Dizem que contrariar hábitos (pentear com a outra mão, seguir um caminho diferente) ajuda a combater algumas doenças da mente.
    Se quiser, um dia escrevo um post a enaltecer a república e o laicismo - tudo para atrasar a demência que chegará um dia.
    Tentei ser humorístico, mas carregado de verdade. Continuo a gostar do seu estabelecimento - e por isso cá venho

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    1. Mais a Igreja Católica que a religião em si, embora precise de reforma no sentido de se preocupar com o amor ao outro em vez de controlo e perseguição de mulheres.
      Não tenho nada contra a crença num Ser qualquer sobrenatural nem contra haver pessoas que se juntam para adorar esse Ser. Tenho é contra os homens usarem a religião para o poder e opressão dos outros.
      Não sei o que é a ICAR.
      E vi bem? Chamou-em doente mental? Sou um bocado maluca, é verdade, mas não tanto.

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    2. ICAR: Igreja Católica Apostólica Romana.
      E não, não viu bem. Ainda que possa discordar de si, essa boa discordância não me dá o direito (nada dá, de facto) de ser malcriado consigo. Ou mesmo injusto, porque não lhe intuo "maluquice". A minha proposta (humorística) era que escrevesse a defender qualquer coisa sobre que discorda - a Beatriz defenderia a ICAR, eu defenderia o republicanismo. Isto porque dizem que contrariar hábitos enraizados ajuda a prevenir o Alzheimer.
      Duas correcções ao meu comentário prévio: em vez de 200 anos, leia-se 2000 anos. Onde se lê "tudo para atrasar a demência que chegará um dia", a demência a que me refiro é a minha.

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    3. Ahah.
      Sim, isso da demência percebi que não era a minha. Não dou para esse peditório. knock on wood
      Eu passo o tempo, nas aulas, a defender perspectivas de que discordo, dado que abordo todos os temas com imparcialidade e de cada vez que os alunos levantam objecções faço de advogado do diabo para 'puxar' pela capacidade deles argumentarem, contra-argumentarem e porem-se numa perspectiva diferente da sua.
      Não tenho vontade nenhuma de defender a Igreja Católica. Não é cativante - tirando a música, o canto, a arquitectura e a arte sacra de inspiração católicas- nem sequer desafiante. Podia falar na obra social que alguns fazem. Fora isso... outro dia li um texto de um investigador que afirma que a maioria das cartas de S. Paulo, nomeadamente as mais famosas, não foram escritas por ele.
      Se arranjar outro tema para eu defender que seja cativante, alinho.

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  2. Este não é controverso, mas interessa-me muito: coincidências significativas, serendipismo, Jung... Temas em que penso há muito tempo e que são muito importantes para alguns tipos de pessoas com quem tenho vindo a conversar e que incluí na minha tese de doutoramento..
    Vou pensar num que seja polémico

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    1. Não quer por aqui um link para a tese de doutoramento?

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    2. coincidências significativas, serendipismo, Jung... todos são polémicos.

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  3. Ainda não tenho link, que ainda não houve defesa, só durante Setembro. Mando-lhe por mail, se puder ser.

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  4. Enviei para o email do seu estabelecimento.

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