Aguiar-Branco está no Parlamento, no dia 25 de Abril, a fazer a apologia da vitimização dos políticos.
Está a dizer, a propósito da desconfiança dos portugueses em relação aos políticos, que a proibição de subir salários aos políticos, esquece que, para atrair os melhores ao serviço público, é preciso pagar-lhes bem.
O que Aguiar-Branco esquece que não são apenas os políticos que fazem serviço público: também os professores, os enfermeiros, os médicos, os polícias, os trabalhadores das câmaras, etc.
Sendo que estas pessoas não podem legislar abonos e serventias que os políticos se atribuem a si mesmos, pela porta do cavalo.
E esquece completamente que a desconfiança em relação aos políticos advêm das dezenas e dezenas de casos de corrupção, desvio de fundos, compadrios, nomeação de familiares e amigos para cargos políticos e de gestão pública e todos os políticos que, não sendo eles mesmo prevaricadores, apoiam e defendem com unhas e dentes todos esses abusadores porque têm algo a ganhar com a sua manutenção no poder.
E quanto à rapariga de mérito que ele citou, não é por causa de ganharem mal que não entra na política, mas porque os políticos têm alergia a pessoas de mérito independentes nas suas fileiras.
Ao falar contra o populismo dos que falam que os políticos vivem na bolha, mostrou que vive na bolha.
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