O povo foi votar e disse que Seguro é fixe
João Pedro Barros
Editor Online do ExpressoAntónio José Seguro entrou na corrida para Belém com 6% nas sondagens – um facto que o próprio Presidente eleito sublinhou na noite de ontem, e que torna de facto espantoso o resultado obtido de quase 67% dos votos e 3,5 milhões de cruzes. Melhor até do que o número absoluto obtido por Mário Soares – o tal que era “fixe” – em 1986, passando a ser o português mais votado de sempre. Ao contrário do que seria de esperar, mesmo com vários fatores que não eram apelativos ao voto, o povo foi às urnas num número muito próximo do da primeira volta (e superior ao das presidenciais dos últimos 15 anos) e deu ao novo chefe de Estado um poder reforçado.
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A votação em Seguro não foi positiva, foi negativa e é bom que todos, incluindo o próprio, tenham noção disso para que não tenham surpresas desagradáveis já ao virar da esquina e digam depois que ninguém previa.
Seguro nem teria ido à segunda volta se não fosse o desaire público de Marques Mendes.
As pessoas foram votar em Seguro para evitar o risco de Ventura e aquele partido dele poderem alcançar o posto de Presidente da República. Ninguém acha Seguro fixe. Nem os do seu próprio partido.
Consequentemente, a grande votação dele, não é um mérito que repouse nas suas qualidades presidenciáveis ou de inspiração do futuro. Na realidade ele não tem nenhuma visão para o futuro do país - se a tem escondeu-a. O voto em branco cresceu, o que significa que mesmo pessoas que acham que Ventura um risco para a democracia, não conseguiram ir votar em Seguro.
Portanto, a questão é: o editor do Expresso está a mentir ou não sabe mesmo ler a situação? Se está a mentir para manipular opiniões, é mau e se não sabe mesmo ler a situação e pensa que Seguro galvanizou os portugueses, ainda é 'mais mau'.
O número de votos de Seguro diz pouco sobre Seguro e o que diz é que a maioria dos portugueses sabe o que não quer: extremismos.
"Seguro nem teria ido à segunda volta se não fosse o desaire público de Marques Mendes."
ReplyDeleteÉ um facto. Seguro não teria ido à segunda volta se Marques Mendes, e todos os outros não tivessem ficado para trás. Também já tinha topado essa.
Não foi por mérito dele que os outros ficaram para trás. Não foi algo que ele fez melhor que os outros. A enorme votação que ele teve não foi um feito dele, foi o acaso de o adversário ser o Ventura.
Delete"Não foi algo que ele fez melhor que os outros."
ReplyDeletePois, foram os outros que fizeram pior que ele.
Se Seguro tivesse o mérito da votação que teve, tinha ganho à 1ª volta. Isso sim, seria um resultado histórico. Como as coisas foram, sim, os outros fizeram pior que ele, que apostou em fazer nada para não arriscar nada.
Delete"apostou em fazer nada para não arriscar nada."
ReplyDeleteSe os outros apostassem em também não fazer nada, talvez ganhassem. Como não sabem o que andam a fazer, deram a vitória ao que não tinha mérito. Pode ser que Montenegro aprenda agora com Seguro (e com a Ministra da Administração Interna). Esta vai longe pois não faz nada...
Portanto, a sua ideia de merito num governante é não fazer nada...
DeleteMas então quem é que sugeriu que Seguro "apostou em fazer nada para não arriscar nada." e.....venceu.
DeleteEu observei a estratégia dele, não a elogiei. Não valorizo pessoas que usam a política como um mero jogo de ganhar e perder.
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