O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, anunciou esta sexta-feira que o Governo vai propor a redução, de duas para uma, das provas de ingresso obrigatórias para a esmagadora maioria dos cursos do ensino superior.
Adiantou que há cursos, designadamente na área da engenharia, em que vão ser obrigatórias as duas provas de ingresso, e outros, como a medicina, com três provas.“Há regras especiais para determinadas áreas. Mas cabe à instituição, a partir do momento em que nós temos a validação pelo ensino secundário e com os exames nacionais, definir as condições de ingresso”, adiantou.
Mas a regra geral será a obrigatoriedade de apenas uma prova de ingresso. O ministro disse entender o argumento do aumento da exigência para garantir que os alunos que entram no ensino superior tenham os requisitos necessários, mas lembrou que em causa estão estudantes que concluíram o ensino secundário.
“Não me parece que alguém que tenha concluído o secundário em Portugal não esteja em condições de aceder a um curso superior”, defendeu.
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O que vale é que já não me restam muitos anos nisto porque não tenho vocação nenhuma para o embuste em que a educação pública se tornou.
A notícia de que este ministro seria diferente foi largamente exagerada.
É o regabofe total, o dar o osso às instituições do ensino superior, a desvalorização ainda maior dos canudos, que já hoje pouco ou nada valem.
ReplyDeletePorém, para aqueles cursos que têm importância, de uma forma ou de outra, venha de lá um pouquinho de exigência.
Este país não é sério, porque não gente séria a dirigi-lo.
Na minha escola, que é uma das piores do ranking, os miúdos têm maioritariamente médias de 13, 14, 15. Há casos em que "dei" 8 ou 9 e depois têm 16 a Filosofia, 14 ou 15 a Geografia, Inglês, História.
Eu não faço parte disto, sou um ET naquilo.
A desvalorização da educação. Em tempos, acabar o 12º ano tinha valor e tirar um curso universitário dava direito a muitos empregos; quis-se pôr toda a gente na universidade e é óbvio que foi preciso baixar o nível dos cursos e como essa quantidade de gente a estudar custa dinheiro, degradaram-se as licenciaturas para ser obrigatório ir fazer um mestrado - e pagá-lo. Agora toda a gente tem um mestrado mas a licenciatura com mestrado tem menos anos de estudo e exigência, do que antes uma só licenciatura. Cadeiras semestrais coladas a cuspo sem que nada se estude a fundo. É essa a intenção para empurrar as pessoas para doutoramentos. Hoje em dia lemos teses de doutoramento que parecem trabalhos dos primeiros anos de licenciatura. E em breve isso também vai valer zero porque agora há a IA e é o LLM que as vai fazer. Em breve, a única exigência para ter um diploma será a evidência de empatia, traduzida no número de sorrisos e emojis que um aluno envia aos professores.
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