Oliver Carroll, The Economist."Even in the Trump era, this is stunning. Here is Steve Witkoff, an American official, giving instructions to a Kremlin adviser on how Putin should behave with Trump."
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Timothy Snyder
Witkoff não está a comprar a narrativa russa. Está a vendê-la.
Não que tenha dúvidas quanto à imoralidade e vícios de carácter de Trump e dos que o rodeiam. Trump fez um acordo com Putin há muito tempo e se virmos os seus actos por essa perspectiva, tudo o que ele tem feito desde que chegou ao cargo faz sentido - mesmo os ziguezagues de diplomacia em que fingiu estar chateado com a Rússia e do lado de Zelensky e da Europa serviram para lhe dar folga para aprofundar a traição à Ucrânia e aos seus aliados europeus.
Trump quer muito ser Putin. Ser temido internamente, ter uma zona de influência externa que aumente o seu poder de extrair riquezas e fazer negócios para a família. Até mudou o nome do Departamento de Defesa para Departamento de guerra, porque não tem essa medalha ao peito de ser um comandante de guerra como pensa que o outro é. Trump não vê a realidade de Putin: um criminoso dos serviços secretos muito esperto que usou as tácticas que aprendeu para subir na vida mas que, quando chegou ao poder, mostrou a sua incompetência em criar riqueza para o país e agora mostra-a na guerra que criou na Ucrânia e não consegue ganhar, nem mesmo com o segundo maior exército do planeta.
Agora, isto de Witkoff ensinar aos russos como manipular «o idiota do seu Presidente» (porque é isso que mostram as gravações e até se riem) ultrapassa tudo o que pensava possível e fico incrédula com o facto de ninguém no Congresso, no Senado, nos tribunais ou em outro sítio qualquer dos EUA abrir uma investigação por traição a este tipo e ainda, como não forçam Trump a abandonar este plano de destruição da Ucrânia.
Já não há ninguém com coluna vertebral nos EUA? A administração americana há-de ter muitos funcionários de carreira a trabalhar há décadas que não se revêm na traição ao país do bando de mafiosos que o governa. A única pessoa que se portou bem nisto tudo foi a que mandou a gravação das conversas à Bloomberg...
Quer dizer, estamos a falar dos EUA, um país que se preza e gaba dos seus pergaminhos democráticos e de luta pela liberdade e pela Lei e Ordem e que por essa razão luta há décadas contra o imperialismo russo. Os EUA têm uma história cheia de erros, mas têm sido erros de hubris e a tempos, de egoísmo, mas não isto. Aliar-se a inimigos que são o oposto de todos os seus princípios e destruir aliados de séculos para ganhar dinheiro com negócios.
Agora, isto de Witkoff ensinar aos russos como manipular «o idiota do seu Presidente» (porque é isso que mostram as gravações e até se riem) ultrapassa tudo o que pensava possível e fico incrédula com o facto de ninguém no Congresso, no Senado, nos tribunais ou em outro sítio qualquer dos EUA abrir uma investigação por traição a este tipo e ainda, como não forçam Trump a abandonar este plano de destruição da Ucrânia.
Já não há ninguém com coluna vertebral nos EUA? A administração americana há-de ter muitos funcionários de carreira a trabalhar há décadas que não se revêm na traição ao país do bando de mafiosos que o governa. A única pessoa que se portou bem nisto tudo foi a que mandou a gravação das conversas à Bloomberg...
Quer dizer, estamos a falar dos EUA, um país que se preza e gaba dos seus pergaminhos democráticos e de luta pela liberdade e pela Lei e Ordem e que por essa razão luta há décadas contra o imperialismo russo. Os EUA têm uma história cheia de erros, mas têm sido erros de hubris e a tempos, de egoísmo, mas não isto. Aliar-se a inimigos que são o oposto de todos os seus princípios e destruir aliados de séculos para ganhar dinheiro com negócios.
Os EUA neste momento são o governo de Vichy: negoceiam com os invasores a exterminação alheia e o enriquecimento pessoal.
A Europa tem de mostrar força e determinação unida face a Trump, não hesitação ou fraqueza. Temos de fazer mais do que só falar.
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