A sustentabilidade do SNS também se decide com farmacêuticos
Félix Carvalho - Presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Farmacêuticos
É neste ponto que o farmacêutico pode assumir um papel fundamental: é um profissional que compreende bem a fronteira entre a ciência e a economia, entre o medicamento e o sistema que o financia. No entanto, o seu contributo tem sido, historicamente, discreto. Num momento em que o SNS precisa de ser repensado, o farmacêutico pode, e deve, ser um dos protagonistas dessa transformação, contribuindo de forma decisiva para um sistema de saúde mais sustentável e eficiente.
Nos hospitais, o farmacêutico é o guardião da racionalidade terapêutica. Trabalha muitas vezes nos bastidores, mas o seu impacto reflete-se em cada decisão clínica (...)
Cada medicamento poupado, cada reação adversa prevenida, cada dia de internamento encurtado é uma vitória silenciosa. Uma vitória que raramente surge nas estatísticas, mas que mantém o SNS de pé. Importa também reconhecer o papel crescente do farmacêutico na desprescrição, um processo essencial para reduzir a polimedicação, melhorar a segurança dos doentes e diminuir custos associados a terapêuticas desnecessárias. Ao identificar e descontinuar medicamentos sem benefício comprovado ou potencialmente prejudiciais, o farmacêutico contribui para um uso mais racional e sustentável dos recursos em saúde.
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