September 12, 2025

Mais um acontecimento que Trump vai usar para aumentar poder

 

O Supremo Tribunal Federal do Brasil condenou ontem o ex-presidente Jair Bolsonaro por conspirar para dar um golpe após perder as eleições de 2022. Bolsonaro, de 70 anos, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Bolsonaro foi condenado por conspirar numa vasta trama que incluía planos para dissolver o Supremo Tribunal Federal e assassinar o seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva, antes de assumir o cargo. Bolsonaro negou ter planeado um golpe, mas testemunhou que procurou «formas dentro da Constituição» para permanecer no cargo.

A condenação dele provavelmente intensificará o conflito entre o Brasil e os EUA. O presidente Trump tentou forçar o Brasil a desistir do caso com tarifas elevadas — as mais altas que ele impôs aos produtos de qualquer país este ano — e afirmou que, assim como ele, Bolsonaro está a ser perseguido por tentar reverter uma eleição fraudulenta.

Trump usa tudo e mais alguma coisa como desculpa para aumentar poder. É evidente que Trump se revê em Bolsonaro, sabe que esteve muito perto deste destino de ir preso e sabe que ainda não está completamente livre disso. Portanto, está a encontrar maneiras de ficar no poder, para o que necessita de aumentar o poder. O assassinato de Charlie Kirk, um homem que, ironicamente, defendia que valia a pena haver alguns homicídios por ano para se poder continuar a ter o uso de armas, foi o último pretexto. O seu homicídio é lamentável, não pela pessoa que ele era, um defensor do fascismo, das acções de Putin, da legitimidade da América esmagar o mundo, um misógino em extremo, enfim, uma alma gémea do Vancing Queen, mas porque dá um enorme golpe na, já frágil, democracia americana. Os americanos não estão a resvalar para o autoritarismo que precede a ditadura plena: já lá estão.

2 comments:

  1. Kirk também era um anti-woke e possuía uma nota capacidade argumentativa. O que fazia nos eventos como aquele em que foi morto era debater livremente com quem o quisesse fazer. Além da pessoa de família (filho, marido, pai, etc.), o seu assassinato é também um rombo na liberdade de dizermos o que pensamos. Não estou a defendê-lo ou às suas ideias. Mas, se uma pessoa não pode dialogar com outra sem correr o risco de ser morta...
    É um sinal dos tempos: o casal democrata, a jovem ucraniana, Kirkmm.


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    1. Claro. A maneira de o combater é pela acção política e não pelo assassinato e os recentes assassinatos políticos, venham de cima ou de baixo, só mostram a crescente fragilidade da democracia americana. O mais preocupante é Trump ir explorar o assassinato dele para acumular ainda mais poder.

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