A principal diferença entre o amor e o ódio é que o amor é uma irradiação e o ódio é uma concentração. O amor torna tudo amável; o ódio concentra-se no objecto do seu ódio. Todas as falsificações assustadoras do amor — possessividade, luxúria, vaidade, ciúme — estão mais próximas do ódio: concentram-se no objecto, guardam-no, sugam-no até secá-lo.
— Sydney J. Harris (1917–1986), “Strictly Personal”
The Wisdom Letter
Questão:
Como distinguir a relação genuína do apego enraizado no desejo de controlo e em tudo o que esse desejo implica?
Parece-me ser como disse: o desejo de controlo tem muito senão; o amor genuíno é mais flexível, controlar será factor desnecessário. De resto, não sei se mesmo o tal sentimento genuíno, não sendo perfeito - nada é -, não terá ligeiros tons de tudo isso.
ReplyDeleteFalar ou escrever sobre sentimentos é lançar barro à parede: não sabemos acertar.
O desejo de controlo e o ciúme não têm nada que ver com amor e estão mais perto da dinâmica do ódio. São uma matéria negra.
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